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Dor de barriga
pode esconder
doença grave

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sintomas persistentes e acompanhados de diarreia podem indicar inflamações intestinais


Thaís Moraes
Do Diário do Grande ABC

10/07/2013 | 07:00


Se há dor que quase todo mundo pode falar que já teve é de barriga. O incômodo denuncia alimento que não caiu bem, formação de gases ou virose, entre outros. Mas para uma parcela da população, dor de barriga indica que algo grave está acontecendo, principalmente se houver outros sinais, como diarreia contínua, cansaço e perda de peso.

“Se os sintomas persistirem, é preciso investigar”, alerta o professor de Gastroenterologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Wilson Roberto Catapani.

Porém, não é o que acontece. Segundo pesquisa feita pelo Gediib (Grupo de Estudos sobre Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil), a população brasileira não conhece as doenças inflamatórias intestinais mais comuns – doença de Crohn e retocolite ulcerativa – e, quando os sintomas aparecem, a maioria prefere se automedicar. Levantamento realizado em março com 1.820 pessoas revela que, em caso de dor abdominal, 46% se automedicam; na diarreia frequente, 61% usam remédio sem receita ou alternativas caseiras, mesmo quando há sangue nas fezes, e 39% optam por “esperar passar”.

A doença de Crohn afeta o intestino delgado e grosso. Já a retocolite ulcerativa atinge somente o intestino grosso, mas ambas têm inflamação intestinal. “A estimativa é que atinjam uma a cada 3.000 pessoas. Ainda não se sabe a causa, mas são doenças com bases genéticas. Fatores ambientais também influenciam”, diz Catapani, que integra o Gediib.

As duas enfermidades são graves e não tem cura. Porém, se o paciente receber tratamento adequado, o problema é controlado. “São doenças que podem levar à morte se houver complicações, como perfuração de intestino e sangramentos intensos.”

Sem distinção de sexo, as doenças inflamatórias intestinais costumam se manifestar entre 15 e 30 anos, mas também podem acometer crianças. “Casos em crianças são raros, mas elas estão mais sujeitas a complicações”, orienta a gastropediatra Adriana Nogueira da Silva Catapani.

O tratamento deve ser adaptado de acordo com a localização e gravidade da inflamação. “A finalidade dos remédios é controlar o processo inflamatório. O problema é que como os pacientes melhoram, acham que estão curados e não estão. O tratamento deve ser feito pelo resto da vida”, destaca Catapani.

DIAGNÓSTICO

Quando tinha 13 anos, a estudante Adryane de Marque Areias, hoje com 16, enfrentou via sacra para descobrir que tinha retocolite ulcerativa. “Comecei a ter dores abdominais intensas e diarreia com sangue. Fiquei um mês internada e ninguém sabia o que era.”

Com queda brusca de peso, passando dos 52 para os 33 quilos, Adryane só teve o diagnóstico final com exame de colonoscopia. “Tomei remédios fortes para sair da crise. Hoje, tomo um comprimido por dia e como de tudo.”

Para alertar a população sobre o diagnóstico precoce, o Gediib e a Federação Brasileira de Gastroenterologia lançaram a campanha Seu Intestino Mudou?, cujo objetivo é tratar as enfermidades o quanto antes para evitar complicações. 



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Dor de barriga
pode esconder
doença grave

Sintomas persistentes e acompanhados de diarreia podem indicar inflamações intestinais

Thaís Moraes
Do Diário do Grande ABC

10/07/2013 | 07:00


Se há dor que quase todo mundo pode falar que já teve é de barriga. O incômodo denuncia alimento que não caiu bem, formação de gases ou virose, entre outros. Mas para uma parcela da população, dor de barriga indica que algo grave está acontecendo, principalmente se houver outros sinais, como diarreia contínua, cansaço e perda de peso.

“Se os sintomas persistirem, é preciso investigar”, alerta o professor de Gastroenterologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Wilson Roberto Catapani.

Porém, não é o que acontece. Segundo pesquisa feita pelo Gediib (Grupo de Estudos sobre Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil), a população brasileira não conhece as doenças inflamatórias intestinais mais comuns – doença de Crohn e retocolite ulcerativa – e, quando os sintomas aparecem, a maioria prefere se automedicar. Levantamento realizado em março com 1.820 pessoas revela que, em caso de dor abdominal, 46% se automedicam; na diarreia frequente, 61% usam remédio sem receita ou alternativas caseiras, mesmo quando há sangue nas fezes, e 39% optam por “esperar passar”.

A doença de Crohn afeta o intestino delgado e grosso. Já a retocolite ulcerativa atinge somente o intestino grosso, mas ambas têm inflamação intestinal. “A estimativa é que atinjam uma a cada 3.000 pessoas. Ainda não se sabe a causa, mas são doenças com bases genéticas. Fatores ambientais também influenciam”, diz Catapani, que integra o Gediib.

As duas enfermidades são graves e não tem cura. Porém, se o paciente receber tratamento adequado, o problema é controlado. “São doenças que podem levar à morte se houver complicações, como perfuração de intestino e sangramentos intensos.”

Sem distinção de sexo, as doenças inflamatórias intestinais costumam se manifestar entre 15 e 30 anos, mas também podem acometer crianças. “Casos em crianças são raros, mas elas estão mais sujeitas a complicações”, orienta a gastropediatra Adriana Nogueira da Silva Catapani.

O tratamento deve ser adaptado de acordo com a localização e gravidade da inflamação. “A finalidade dos remédios é controlar o processo inflamatório. O problema é que como os pacientes melhoram, acham que estão curados e não estão. O tratamento deve ser feito pelo resto da vida”, destaca Catapani.

DIAGNÓSTICO

Quando tinha 13 anos, a estudante Adryane de Marque Areias, hoje com 16, enfrentou via sacra para descobrir que tinha retocolite ulcerativa. “Comecei a ter dores abdominais intensas e diarreia com sangue. Fiquei um mês internada e ninguém sabia o que era.”

Com queda brusca de peso, passando dos 52 para os 33 quilos, Adryane só teve o diagnóstico final com exame de colonoscopia. “Tomei remédios fortes para sair da crise. Hoje, tomo um comprimido por dia e como de tudo.”

Para alertar a população sobre o diagnóstico precoce, o Gediib e a Federação Brasileira de Gastroenterologia lançaram a campanha Seu Intestino Mudou?, cujo objetivo é tratar as enfermidades o quanto antes para evitar complicações. 

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