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Itália e Uruguai
duelam pelo
terceiro lugar

Ricardo Trida/25.06.2013/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


30/06/2013 | 07:00


A disputa do 3º lugar na Copa das Confederações não é o maior dos estímulos, mas tanto Uruguai quanto Itália querem mostrar que o trabalho visando à Copa do Mundo de 2014 está no caminho certo. As duas seleções se enfrentam neste domingo, às 13 horas, na Arena Fonte Nova, em Salvador, para manter o embalo adquirido na disputa do torneio no Brasil.

A Itália lidera o Grupo B das Eliminatórias Europeias, com quatro pontos de vantagem sobre a Bulgária, e tem tudo para carimbar o passaporte para o Mundial. Já o Uruguai está em situação mais delicada nas Eliminatórias Sul-Americanas, mas com a vitória fora de casa sobre a Venezuela a equipe foi para o quinto lugar e deixou de respirar por aparelhos.

Agora, a Copa das Confederações dá um estímulo maior para as duas equipes, que fizeram boas campanhas e quase chegaram à decisão. O Uruguai fez o Brasil sofrer, perdeu um pênalti e acabou derrotado por 2 a 1 na semifinal. A Itália, por sua vez, brecou a favorita Espanha e só foi cair na disputa de pênaltis. Por tudo isso, o terceiro lugar virou o prêmio de consolação para duas equipes que apostam no crescimento nos próximos meses.

No lado italiano, o técnico Cesare Prandelli sabe das dificuldades e deve colocar em campo uma equipe mista, com atletas que estão mais descansados para encarar o calor de um jogo que será realizado no início da tarde na capital baiana. O zagueiro Bonucci, único a perder uma cobrança de pênalti diante da Espanha, tentará se redimir perante sua torcida.

Bonucci espera que a Itália continue mostrando sua força, já de olho em 2014. "Contra a Espanha nós vimos uma ótima Itália, colocamos a campeã do mundo em dificuldades e até poderíamos ter conquistado a vitória. Foi um jogo importante para o Mundial do próximo ano", contou.

Contra o Uruguai, ele terá a missão de brecar uma das principais estrelas ofensivas da atualidade: Luis Suárez. Aos 26 anos, o atacante do Liverpool já alcançou o status de protagonista da seleção uruguaia. Na equipe desde 2007, o jogador foi um dos destaques da equipe na campanha do quarto lugar na Copa do Mundo de 2010. No ano seguinte, "Luisito", como é conhecido entre os companheiros, foi eleito o melhor jogador na conquista da Copa América, encerrando um jejum de 16 anos sem títulos da seleção.

Para completar, ele se tornou, no último domingo, diante do Taiti, o maior artilheiro da história do Uruguai. São 35 gols marcados, passando os 34 do seu companheiro de ataque, Diego Forlán. Com o feito, deixou para trás nomes como Héctor Scarone - bicampeão olímpico e campeão do mundo em 1930 -, com 31 gols, e Óscar Míguez - campeão mundial em 1950 -, com 27.

Marca que Suárez pode aumentar neste domingo. Diante da importância do jogo, o atacante não se preocupa em se manter como maior artilheiro da equipe. "Ser o goleador histórico não tem nada a ver agora, não estou pensando nisso neste momento. Ainda tenho muitos anos de seleção", lembrou o atacante, oito anos mais novo que seu principal concorrente pela marca, Diego Forlán.

Na disputa, a Itália não poderá contar com o seu também craque, bad boy e artilheiro, Mario Balotelli. Suárez lamenta a ausência do rival, mas entende que a Azzurra não deixará de ser um adversário perigoso por causa disso. "Todos sabem que Balotelli é um grande jogador, mas eles mostraram contra a Espanha que podem jogar muito bem sem ele. A Itália quase chegou à final, foram até os pênaltis contra a seleção que melhor joga o futebol atualmente", lembrou o uruguaio.



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Itália e Uruguai
duelam pelo
terceiro lugar


30/06/2013 | 07:00


A disputa do 3º lugar na Copa das Confederações não é o maior dos estímulos, mas tanto Uruguai quanto Itália querem mostrar que o trabalho visando à Copa do Mundo de 2014 está no caminho certo. As duas seleções se enfrentam neste domingo, às 13 horas, na Arena Fonte Nova, em Salvador, para manter o embalo adquirido na disputa do torneio no Brasil.

A Itália lidera o Grupo B das Eliminatórias Europeias, com quatro pontos de vantagem sobre a Bulgária, e tem tudo para carimbar o passaporte para o Mundial. Já o Uruguai está em situação mais delicada nas Eliminatórias Sul-Americanas, mas com a vitória fora de casa sobre a Venezuela a equipe foi para o quinto lugar e deixou de respirar por aparelhos.

Agora, a Copa das Confederações dá um estímulo maior para as duas equipes, que fizeram boas campanhas e quase chegaram à decisão. O Uruguai fez o Brasil sofrer, perdeu um pênalti e acabou derrotado por 2 a 1 na semifinal. A Itália, por sua vez, brecou a favorita Espanha e só foi cair na disputa de pênaltis. Por tudo isso, o terceiro lugar virou o prêmio de consolação para duas equipes que apostam no crescimento nos próximos meses.

No lado italiano, o técnico Cesare Prandelli sabe das dificuldades e deve colocar em campo uma equipe mista, com atletas que estão mais descansados para encarar o calor de um jogo que será realizado no início da tarde na capital baiana. O zagueiro Bonucci, único a perder uma cobrança de pênalti diante da Espanha, tentará se redimir perante sua torcida.

Bonucci espera que a Itália continue mostrando sua força, já de olho em 2014. "Contra a Espanha nós vimos uma ótima Itália, colocamos a campeã do mundo em dificuldades e até poderíamos ter conquistado a vitória. Foi um jogo importante para o Mundial do próximo ano", contou.

Contra o Uruguai, ele terá a missão de brecar uma das principais estrelas ofensivas da atualidade: Luis Suárez. Aos 26 anos, o atacante do Liverpool já alcançou o status de protagonista da seleção uruguaia. Na equipe desde 2007, o jogador foi um dos destaques da equipe na campanha do quarto lugar na Copa do Mundo de 2010. No ano seguinte, "Luisito", como é conhecido entre os companheiros, foi eleito o melhor jogador na conquista da Copa América, encerrando um jejum de 16 anos sem títulos da seleção.

Para completar, ele se tornou, no último domingo, diante do Taiti, o maior artilheiro da história do Uruguai. São 35 gols marcados, passando os 34 do seu companheiro de ataque, Diego Forlán. Com o feito, deixou para trás nomes como Héctor Scarone - bicampeão olímpico e campeão do mundo em 1930 -, com 31 gols, e Óscar Míguez - campeão mundial em 1950 -, com 27.

Marca que Suárez pode aumentar neste domingo. Diante da importância do jogo, o atacante não se preocupa em se manter como maior artilheiro da equipe. "Ser o goleador histórico não tem nada a ver agora, não estou pensando nisso neste momento. Ainda tenho muitos anos de seleção", lembrou o atacante, oito anos mais novo que seu principal concorrente pela marca, Diego Forlán.

Na disputa, a Itália não poderá contar com o seu também craque, bad boy e artilheiro, Mario Balotelli. Suárez lamenta a ausência do rival, mas entende que a Azzurra não deixará de ser um adversário perigoso por causa disso. "Todos sabem que Balotelli é um grande jogador, mas eles mostraram contra a Espanha que podem jogar muito bem sem ele. A Itália quase chegou à final, foram até os pênaltis contra a seleção que melhor joga o futebol atualmente", lembrou o uruguaio.

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