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Mania de bloquinhos

Com os bloquinhos dá para montar muitas formas e ainda desenvolver habilidades


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

30/06/2013 | 07:00


Sozinhos parecem até sem graça e iguais. Mas unidos podem ganhar milhares de formas diferentes e coloridas. Para isso, basta usar a imaginação. Talvez seja esse o segredo para que os bloquinhos de montar, que surgiram há muito tempo, ainda façam tanto sucesso.

Os irmãos Nathan de Melo Vieira, 10 anos, e João Victor, 9, de São Bernardo, são superfãs das pecinhas. Conheceram o brinquedo na casa da prima mais velha, que guarda alguns da época de infância. “É muito legal, porque a gente pode criar histórias e usar a criatividade. Sempre pedimos de aniversário”, afirma João Victor. Assim como o irmão, ele prefere deixar o manual do brinquedo de lado e inventar. “É ruim ter de seguir o passo a passo. Misturamos todas as peças e um sempre ajuda o outro”, diz João Victor. Quando têm dificuldade ou não encontram o bloquinho de plástico ideal, pedem ajuda para a mãe.

Os meninos deixam as criações que fazem com as pecinhas na mesa da sala. Ninguém pode mexer. “Uma vez a moça que limpa a casa tirou do lugar e acabou desmontando. Levou tempo para construir de novo”, conta Nathan.

Os irmãos montam e desmontam os bloquinhos várias vezes até que fiquem do jeitinho que desejam. “É bem melhor do que os brinquedos prontos”, acredita Nathan.

Todo tipo de brincadeira é importante para desenvolver corpo, mente e o relacionamento com outras pessoas. As pecinhas de encaixar transformam quem brinca com elas em um tipo de arquiteto, que coloca suas ideias em prática. Além de incentivar a imaginação, criatividade e coordenação motora, ajuda a melhorar a concentração. A turma que segue os manuais desenvolve ainda a habilidade de interpretação, importante para toda a vida.
 

Bloquinhos no videogame e computador
Os bloquinhos também invadiram as telas do videogame e computador. Além de jogos para o console, Marcella Rappoli Bedinelli, 10 anos, de São Bernardo, é fã de Minecraft, game de computador criado em 2009 que utiliza cubinhos para construir mundo virtual.

Quando ouviu falar sobre o jogo, a menina fez questão de pesquisar na internet e assistir a vários vídeos para entender melhor como funciona, além de pegar dicas.

“Não é tão simples porque você começa do zero. Precisa vencer alguns obstáculos, ter muita atenção e concentração para evoluir. À noite, aparecem monstros que deixam o jogo ainda mais difícil.”

Para Marcella, as aulas de xadrez a ajudam a brincar com o Minecraft. “Tenho paciência e penso nas estratégias na hora de fazer as construções.”

Além de ter liberdade de montar formas e até cidades inteiras, destruir e reposicionar os blocos, com o game é possível fazer centenas de itens e ferramentas (como picaretas, espadas e cercas) tudo a partir de materiais recolhidos no próprio mundo virtual.
“Prefiro o Minecraft. Você pode usar a imaginação, e as peças são infinitas. Já no Lego, a quantidade de bloquinhos é limitada e ainda corre o risco de perdê-las se não guardar direito. Também nem sempre dá para deixar o brinquedo montado.”


Aprendendo com as pecinhas na sala de aula
Os bloquinhos também podem ser usados na escola. No Centro Educacional Sesi 166, de Santo André, as turmas dos ensinos Fundamental e Médio têm aulas com o método Lego Education.

Divididos em grupos, os alunos recebem a tarefa de montar um objeto relacionado às matérias que aprendem. Para isso, seguem instruções de uma apostila. A cada aula também enfrentam um desafio em que devem usar a criatividade para solucionar um problema. “Para dar certo a gente tem de prestar atenção nas instruções e usar a imaginação”, diz João Pedro de Almeida, 7 anos.

Cada equipe é formada por quatro integrantes que se revezam em funções diferentes. Tem o organizador (cuida e conta o número de pecinhas da caixa), construtor (monta o objeto), relator (registra o passo a passo) e apresentador (mostra aos outros grupos o resultado).

A função preferida de Thifany Casa Grandi, 8, é a de construtor. “Precisa de concentração. É importante ter a ajuda dos colegas porque, às vezes, é complexo”, diz a menina, que já fez uma escavadeira.

Para Pedro Henrique Fernandes, 9, o mais legal é que todos aprendem brincando. “A tarefa é séria, mas dá para se divertir com as pecinhas.” Fã dos bloquinhos, Davi Moraes dos Santos, 7, aprendeu na escola a ter mais paciência na hora de montar. “Não pode ter pressa. É preciso pensar bastante para chegar no resultado certo."
 


Saiba mais
O Lego foi criado na década de 1930 pelo carpinteiro dinamarquês Ole Kirk Christiansen.

O Playmobil, também formado por bonequinhos e pecinhas de montar, foi criado em 1974 por Hans Beck, na Alemanha.

Entre os dias 5 e 28 de julho acontece a oficina de criação da Lego no Shopping Eldorado, em Sampa.
 


Imagine frequentar parque de diversões feito com pecinhas de montar? Atualmente, existem seis Legoland Parks no mundo: dois nos Estados Unidos, além de um na Inglaterra, Alemanha, Malásia e Dinamarca. O do último país é o mais antigo, construído na cidade de Billund, em 1968. Os brasileiros estão entre os principais visitantes. Cada parque é dividido em áreas temáticas (como Star Wars e terra dos piratas) com atrações. Além disso, há reproduções de locais famosos, como a Estátua da Liberdade e o Kennedy Space Center (foto), centro espacial onde são lançados foguetes e satélites da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).


Consultoria da psicopedagoga Sandreilane Cano, de Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP, e de Maria Regina Machado, professora do Centro Educacional Sesi 166 de Santo André.

 



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