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Onde ocorrem os protestos

Logo no comecinho da onda de protestos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que as revoltas eram “estaduais e municipais”.


Wilson Marini

27/06/2013 | 07:00


Logo no comecinho da onda de protestos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que as revoltas eram “estaduais e municipais”. Mereceu comentário irônico do jornalista e escritor Guilherme Fiuza, na revista Época: “Não deixa de ser um alívio. Quem quiser ficar a salvo da confusão, já sabe: refugie-se no Brasil federal. Nada de ficar vagando pelo Brasil estadual e municipal, porque esse anda muito perigoso, cheio de gente insatisfeita e nervosa. No Brasil federal não, está tudo tranquilo”.

Ilha da fantasia

Não é de hoje que governantes de Brasília são caricaturados pela imagem de equidistância que aparentam ter em relação à realidade da população nos estados e municípios. A imprensa cunhou a expressão ‘ilha da fantasia’ para se referir à capital do País. A crítica se fundamenta na percepção de que o Brasil real é diferente daquele idealizado no governo federal. O ex-governador Franco Montoro costumava dizer: as pessoas não vivem no país ou nos estados, mas nas cidades. É onde se dão agora os protestos.

Globalização

“Pressão global, reação regional” – essa pode ser uma variação do axioma que virou refrão nos anos 90 como receita para agir localmente diante da inevitável globalização da economia e das informações (“visão global, ação local”, pregava-se então). A grande mudança ocorrida de lá para cá é que a cidade deixou de ser o mundo da maioria das pessoas e o mundo passou a ser uma grande cidade. Daí as analogias em relação aos movimentos de protesto em várias partes do mundo. Há similaridade entre as manifestações na Turquia e no Brasil?

Novo olhar

Para encontrar um sentido no mundo global, as pessoas são estimuladas a prestar mais atenção ao que se passa nos bairros, nas esquinas, nos valores comunitários. Afinal, ninguém mora no planeta ou num país. Vive-se numa cidade – ou numa região. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, enquanto interagem com os locais onde vivem, as pessoas pertencem cada vez mais ao ilimitado mundo de interesses que criam. As fronteiras mentais se alargam na proporção da inovação tecnológica. A noção de aldeia global é anterior a este início do século 21, mas é espantosa a velocidade atual das mudanças e dos novos entrelaçamentos.

Opinião

Trecho de editorial de O Diário, de Mogi das Cruzes, da Rede APJ – Associação Paulista de Jornais: “As manifestações deixam clara a indignação da maioria com os rumos do País. Um recado para a classe política, colocada na berlinda, a menos de um ano das eleições. O Brasil não aguenta mais a corrupção, a ingerência política, os altos gastos públicos, e principalmente, a violência moral e social ratificada todos os dias (...) Há muito tempo, o povo não se mostrava tão forte, como ele se torna quando se organiza”.

Concorrência desleal

Os micro e pequenos empresários industriais paulistas reclamam, mais uma vez, que seus produtos concorrem em situação desfavorável com mercadorias vindas do exterior. Micro indústrias são as que empregam até 9 funcionários e pequenas, de 10 a 50. A percepção faz parte de levantamento sobre a conjuntura do setor em 200 mil empresas no Estado feito pelo Datafolha em maio e divulgado esta semana. Outra conclusão: o nível de endividamento aumentou consideravelmente em maio. O fato revela equívocos do governo federal na concessão de linhas de crédito, na avaliação do Simpi (Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo), segundo o qual há dependência de cheque especial – com elevadas taxas de juros –, empréstimos de amigos e parentes, cartões de crédito e até agiotas.

Música clássica

Piracicaba promoverá de 21 a 27 de julho a quarta edição do Feimep (Festival Internacional de Música Erudita). São 140 vagas para cursos em violino, viola, violoncelo, contrabaixo e piano, ministrados por docentes renomados. A participação é aberta a jovens estudantes de diversas faixas etárias de universidades e conservatórios do Brasil e do exterior. “O Feimep contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional de novos músicos e a ampliação do acesso à música clássica”, afirma o coordenador do festival, André Micheletti. O Jornal de Piracicaba, da Rede APJ, é um dos promotores. Os interessados devem se inscrever até o dia 30 de junho pelo site www.feimep.com.br.

Breves

– A CCR AutoBAn distribui esta semana 22 mil peças de roupa e cobertores arrecadados durante sua Campanha do Agasalho. Os beneficiados são os fundos sociais dos municípios ao longo das rodovias Anhanguera e Bandeirantes.

– A Assembleia Legislativa vai convocar representantes das empresas que prestam serviços de cobrança eletrônica nas praças de pedágio em rodovias no Estado para discutir o funcionamento do serviço.

– O deputado Orlando Morando (PSDB) propõe a redução dos tributos estaduais sobre o gás de cozinha.



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Onde ocorrem os protestos

Logo no comecinho da onda de protestos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que as revoltas eram “estaduais e municipais”.

Wilson Marini

27/06/2013 | 07:00


Logo no comecinho da onda de protestos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que as revoltas eram “estaduais e municipais”. Mereceu comentário irônico do jornalista e escritor Guilherme Fiuza, na revista Época: “Não deixa de ser um alívio. Quem quiser ficar a salvo da confusão, já sabe: refugie-se no Brasil federal. Nada de ficar vagando pelo Brasil estadual e municipal, porque esse anda muito perigoso, cheio de gente insatisfeita e nervosa. No Brasil federal não, está tudo tranquilo”.

Ilha da fantasia

Não é de hoje que governantes de Brasília são caricaturados pela imagem de equidistância que aparentam ter em relação à realidade da população nos estados e municípios. A imprensa cunhou a expressão ‘ilha da fantasia’ para se referir à capital do País. A crítica se fundamenta na percepção de que o Brasil real é diferente daquele idealizado no governo federal. O ex-governador Franco Montoro costumava dizer: as pessoas não vivem no país ou nos estados, mas nas cidades. É onde se dão agora os protestos.

Globalização

“Pressão global, reação regional” – essa pode ser uma variação do axioma que virou refrão nos anos 90 como receita para agir localmente diante da inevitável globalização da economia e das informações (“visão global, ação local”, pregava-se então). A grande mudança ocorrida de lá para cá é que a cidade deixou de ser o mundo da maioria das pessoas e o mundo passou a ser uma grande cidade. Daí as analogias em relação aos movimentos de protesto em várias partes do mundo. Há similaridade entre as manifestações na Turquia e no Brasil?

Novo olhar

Para encontrar um sentido no mundo global, as pessoas são estimuladas a prestar mais atenção ao que se passa nos bairros, nas esquinas, nos valores comunitários. Afinal, ninguém mora no planeta ou num país. Vive-se numa cidade – ou numa região. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, enquanto interagem com os locais onde vivem, as pessoas pertencem cada vez mais ao ilimitado mundo de interesses que criam. As fronteiras mentais se alargam na proporção da inovação tecnológica. A noção de aldeia global é anterior a este início do século 21, mas é espantosa a velocidade atual das mudanças e dos novos entrelaçamentos.

Opinião

Trecho de editorial de O Diário, de Mogi das Cruzes, da Rede APJ – Associação Paulista de Jornais: “As manifestações deixam clara a indignação da maioria com os rumos do País. Um recado para a classe política, colocada na berlinda, a menos de um ano das eleições. O Brasil não aguenta mais a corrupção, a ingerência política, os altos gastos públicos, e principalmente, a violência moral e social ratificada todos os dias (...) Há muito tempo, o povo não se mostrava tão forte, como ele se torna quando se organiza”.

Concorrência desleal

Os micro e pequenos empresários industriais paulistas reclamam, mais uma vez, que seus produtos concorrem em situação desfavorável com mercadorias vindas do exterior. Micro indústrias são as que empregam até 9 funcionários e pequenas, de 10 a 50. A percepção faz parte de levantamento sobre a conjuntura do setor em 200 mil empresas no Estado feito pelo Datafolha em maio e divulgado esta semana. Outra conclusão: o nível de endividamento aumentou consideravelmente em maio. O fato revela equívocos do governo federal na concessão de linhas de crédito, na avaliação do Simpi (Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo), segundo o qual há dependência de cheque especial – com elevadas taxas de juros –, empréstimos de amigos e parentes, cartões de crédito e até agiotas.

Música clássica

Piracicaba promoverá de 21 a 27 de julho a quarta edição do Feimep (Festival Internacional de Música Erudita). São 140 vagas para cursos em violino, viola, violoncelo, contrabaixo e piano, ministrados por docentes renomados. A participação é aberta a jovens estudantes de diversas faixas etárias de universidades e conservatórios do Brasil e do exterior. “O Feimep contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional de novos músicos e a ampliação do acesso à música clássica”, afirma o coordenador do festival, André Micheletti. O Jornal de Piracicaba, da Rede APJ, é um dos promotores. Os interessados devem se inscrever até o dia 30 de junho pelo site www.feimep.com.br.

Breves

– A CCR AutoBAn distribui esta semana 22 mil peças de roupa e cobertores arrecadados durante sua Campanha do Agasalho. Os beneficiados são os fundos sociais dos municípios ao longo das rodovias Anhanguera e Bandeirantes.

– A Assembleia Legislativa vai convocar representantes das empresas que prestam serviços de cobrança eletrônica nas praças de pedágio em rodovias no Estado para discutir o funcionamento do serviço.

– O deputado Orlando Morando (PSDB) propõe a redução dos tributos estaduais sobre o gás de cozinha.

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