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Parada Gay de Santo André tem vaia contra Feliciano

Ato reuniu 6.000 pessoas e teve protestos contra projeto que prevê ‘cura’ para homossexuais


Eliane de Souza
Do Diário do Grande ABC

24/06/2013 | 07:00


Santo André sediou a 9ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) na tarde de ontem. Cerca de 1.500 pessoas se concentraram na esquina da Avenida Dom Pedro II com a Rua Catequese, às 14h, e seguiram no sentido da Avenida Industrial, no bairro Jardim. O auge da passeata contou com mais de 6.000 pessoas na Rua Padre Vieira.

“Não sou doente. Doente é o seu preconceito. Fora Feliciano.” O cartaz levantado por Nicolas Norbeato, 23 anos, sintetizou o anseio dos participantes. O manifesto faz referência à ‘cura’ gay, projeto de lei do deputado João Campos (PSDB-Goiás), apoiado pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que determina o fim da proibição pelo Conselho Federal de Psicologia de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade.

“Tratar a condição sexual como doença só faz aumentar o preconceito na rede pública de Saúde, em igrejas e até na hora de procurar um emprego”, afirma o cabeleireiro Luan Carvalho, 25 anos.

A iniciativa da ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) e Prefeitura de Santo André prevê a conscientização da população em relação ao movimento e enfatiza a necessidade de criação de políticas públicas para o grupo.

A parada foi animada por três trios elétricos e multidão que aproveitou para expressar sua sexualidade, ousar no figurino e celebrar o encontro com taças e garrafas de espumante.

Durante a manifestação, grupos de evangélicos aproveitavam para distribuir panfletos. O evangelista da Igreja Cristã Novo Templo, Fabiano Nunes, 36, apresentava uma religião de doutrina inclusiva. “Muitos participantes são ex-evangélicos que se sentiram excluídos. Nossa igreja não tem preconceitos e atrai homossexuais e héteros”, defende.

Como gesto simbólico de combate à intolerância sexual, a parada LGBT teve até um minuto de vaias contra o deputado Marco Feliciano.

O presidente da ONG ABCD’S, Marcelo Gil, destacou que a manifestação obteve grande êxito quanto à sensibilização em prol de luta pela criação de coordenadoria que represente a causa LGBT na Prefeitura.

Além de Marcelo Gil, o trio elétrico contou com representações do Grupo Arco-Íris, que organiza a Parada do Orgulho Gay do Rio de Janeiro, e de Silmara Conchão, secretária do Departamento de Humanidades de Santo André.
 



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Parada Gay de Santo André tem vaia contra Feliciano

Ato reuniu 6.000 pessoas e teve protestos contra projeto que prevê ‘cura’ para homossexuais

Eliane de Souza
Do Diário do Grande ABC

24/06/2013 | 07:00


Santo André sediou a 9ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) na tarde de ontem. Cerca de 1.500 pessoas se concentraram na esquina da Avenida Dom Pedro II com a Rua Catequese, às 14h, e seguiram no sentido da Avenida Industrial, no bairro Jardim. O auge da passeata contou com mais de 6.000 pessoas na Rua Padre Vieira.

“Não sou doente. Doente é o seu preconceito. Fora Feliciano.” O cartaz levantado por Nicolas Norbeato, 23 anos, sintetizou o anseio dos participantes. O manifesto faz referência à ‘cura’ gay, projeto de lei do deputado João Campos (PSDB-Goiás), apoiado pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que determina o fim da proibição pelo Conselho Federal de Psicologia de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade.

“Tratar a condição sexual como doença só faz aumentar o preconceito na rede pública de Saúde, em igrejas e até na hora de procurar um emprego”, afirma o cabeleireiro Luan Carvalho, 25 anos.

A iniciativa da ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) e Prefeitura de Santo André prevê a conscientização da população em relação ao movimento e enfatiza a necessidade de criação de políticas públicas para o grupo.

A parada foi animada por três trios elétricos e multidão que aproveitou para expressar sua sexualidade, ousar no figurino e celebrar o encontro com taças e garrafas de espumante.

Durante a manifestação, grupos de evangélicos aproveitavam para distribuir panfletos. O evangelista da Igreja Cristã Novo Templo, Fabiano Nunes, 36, apresentava uma religião de doutrina inclusiva. “Muitos participantes são ex-evangélicos que se sentiram excluídos. Nossa igreja não tem preconceitos e atrai homossexuais e héteros”, defende.

Como gesto simbólico de combate à intolerância sexual, a parada LGBT teve até um minuto de vaias contra o deputado Marco Feliciano.

O presidente da ONG ABCD’S, Marcelo Gil, destacou que a manifestação obteve grande êxito quanto à sensibilização em prol de luta pela criação de coordenadoria que represente a causa LGBT na Prefeitura.

Além de Marcelo Gil, o trio elétrico contou com representações do Grupo Arco-Íris, que organiza a Parada do Orgulho Gay do Rio de Janeiro, e de Silmara Conchão, secretária do Departamento de Humanidades de Santo André.
 

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