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Parque Estoril
estuda fertilidade
de tamanduás

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisas são conduzidas com o intuito de realizar reprodução em cativeiro


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

24/06/2013 | 07:00


Os dois jovens tamanduás-bandeira machos acabaram de chegar à idade fértil. Com 1,85 metro de comprimento e 41 kg, na natureza estariam prontos para gerar filhotes da espécie, que está ameaçada de extinção. Mas eles vivem há quase um ano no Zoológico do Parque Estoril, em São Bernardo, onde estudos sobre o processo reprodutivo começaram a ser conduzidos neste ano.


Os bichinhos, que ainda não tem nome, passaram por bateria de exames a fim de saber se estão bem de saúde e se são férteis. “Além do checkup normal feito anualmente nos animais do zoológico, foi realizado ultrassom dos testículos para saber se são normais, além da coleta do sêmen para avaliar a possibilidade de inseminação artificial”, explica o veterinário responsável pelo espaço, Marcelo Silva Gomes. Diferentemente dos humanos, os testículos dos tamanduás-bandeira ficam dentro da cavidade abdominal, por isso a necessidade de realizar o diagnóstico por imagem.


Gomes destaca que mais importante que a reprodução é conhecer a espécie. “Hoje a reprodução dos tamanduás-bandeira em cativeiro é feita da maneira clássica: colocamos a fêmea com o macho e deixamos a natureza agir. Pouco se sabe sobre a inseminação, e é importante conduzir pesquisas neste sentido por conta da ameaça de extinção.”


O veterinário explica que, caso seja necessário reproduzir animais em cativeiro para repovoar as matas e campos inundáveis onde eles vivem, é preciso saber como ‘ajudá-los’. “Na natureza, a fêmea escolhe o macho mais forte, que briga por ela. No cativeiro, não podemos contar apenas com a boa vontade dos bichos, pois eles podem não se entender.”

CONVIVÊNCIA
Antes de conhecer uma possível fêmea, os animais do Estoril precisam aprender a conviver entre eles e no cativeiro que têm como lar. No habitat natural, a espécie é solitária.


No caso dos tamanduás-bandeira do zoo, eles se conhecem desde filhote, pois foram socorridos no mesmo hospital veterinário em São José dos Campos, no interior do Estado. Um deles se perdeu durante uma queimada e o outro teve a mãe atropelada.


Apesar de conviverem desde pequenos, um dos bichos é mais ousado e parece se sentir em casa: explora o local e se alimenta da ‘sopa’ fornecida pelo zoo, feita de ração de gato batida com leite de soja, frutas, couve e suplementos. Ele também brinca com o cupinzeiro que foi deixado na jaula para distração dos animais, já que, na natureza, o tamanduá-bandeira se alimenta não apenas de formigas, mas também de cupins, que alcança com sua longa língua.


Já o outro ainda estava um pouco tímido e medroso. Anda de um lado para o outro em frente à porta do viveiro onde eles descansam longe dos olhos dos visitantes. “A espécie tem hábitos de vespertinos para noturnos, e dorme de 11 a 15 horas durante o dia. Por isso ele quer se esconder, é um comportamento natural.”


Se os animais forem férteis, a ideia do zoológico é trocar um dos machos por uma fêmea. Se tudo der certo, nascerá um filhote por vez, que é gestado de cinco a seis meses e carregado pela mãe por igual período. “Pesquisas sobre a fauna brasileira são difíceis e caras, mas precisam ser realizadas para que possamos fazer mais pelos nossos animais”, garante Gomes.
 



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