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Linha 18-Bronze
tem chance de
ficar só no papel

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-presidente do Metrô diz que levar o monotrilho ao bairro de S.Bernardo é ‘risco muito grande’


Rafael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/06/2013 | 07:02


A expansão da Linha 18-Bronze para o bairro Alvarenga, em São Bernardo, corre risco de ficar apenas no discurso. Ex-presidente do Metrô e atual secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos do Estado, Peter Walker afirma que levar o monotrilho do Grande ABC para uma das maiores regiões da cidade é “um risco muito grande” porque o projeto apresentado pela Prefeitura utiliza o Corredor ABD do trólebus, hoje sob concessão da Metra.


O aumento do trajeto foi reivindicação pessoal do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), quando a obra foi anunciada, no início de 2010, pelo então governador José Serra (PSDB). Contando com recursos do governo federal, o petista desenvolveu o projeto executivo e, em outubro daquele ano, apresentou ao governo do Estado, que havia reconhecido o Alvarenga como ponto final do curso do monotrilho.


No planejamento de Marinho, o corredor do trólebus seria utilizado para acolher parte da estrutura do veículo. E é justamente essa via que, segundo Walker, concentra os principais problemas para execução da Linha 18-Bronze até um dos bairros mais populosos de São Bernardo. Por isso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em visita à região no fim de maio, anunciou que o destino final da primeira etapa do sistema será a estação Djalma Dutra, na Avenida Prestes Maia, no Centro.


Para o secretário-adjunto de Transportes, o sistema de trólebus da Metra tem boa aceitação popular e considerável IPK (Índice de Passageiros por Quilômetro, utilizado para medir a qualidade do transporte), além de estar em vigência até 2017. Se o contrato fosse quebrado haveria pagamento de indenização à concessionária. “Chegamos à conclusão que fazer a PPP (Parceria Público-Privada, modelo adotado para o monotrilho do Grande ABC) até o bairro Alvarenga é um risco muito grande.”


Outro receio do Palácio dos Bandeirantes, de acordo com Walker, são as dificuldades de desapropriação de terrenos irregularmente ocupados. Cálculos do Executivo paulista estimam que o tempo de obra quase dobra somente para retirar famílias que estão ilegalmente em áreas projetadas pelo Metrô para acolher um terminal ou se tornar ponto de passagem do monotrilho.


Pelo plano inicial, o Metrô previa a desapropriação de 51 áreas, que somavam mais de 200 mil metros quadrados nas cidades de São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo – por onde o sistema vai passar, tendo início na Estação Tamanduateí. Serão 14 estações na primeira etapa, com investimento de R$ 4,1 bilhões.
A previsão de abertura dos editais de licitação é para o fim do ano, e o governo estima entregar o trecho de Tamanduateí a Djalma Dutra em 2016.

Ligação da Linha 17-Ouro para Diadema é incerta
Se a condução da Linha 18-Bronze para o bairro Alvarenga, em São Bernardo, tem possibilidade de não ser executada, a ligação da Linha 17-Ouro com Diadema é ainda mais remota. O ex-presidente do Metrô e secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos, Peter Walker, foi categórico ao comentar a chance de a cidade ter elo direto com o metrô. “Não podemos jogar dinheiro fora sobrepondo um sistema ao outro.”


Walker se referiu ao corredor Diadema-Brooklin, que interliga por trólebus e ônibus convencionais o município à rede de metrô pela Estação Jabaquara. Para baldeação, no entanto, é cobrada tarifa cheia de passagem.


O secretário-adjunto de Transportes afiançou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não faz exigências de localidade de instalação da rede metroviária. “Ele pede estudos técnicos para definir onde será a linha. E então começa a cobrar para que a obra fique pronta o mais rápido possível”, discorreu Walker. “Em qualquer local da Região Metropolitana haverá demanda. A gente precisa ver onde há mais”, complementou.


Ele utilizou exemplo da construção do Terminal Urbano Capelinha, na Zona Sul de São Paulo. A obra, entregue em 1999, não foi feita em conformidade com o plano de expansão do Metrô. “(Para justificar os gastos) Colocaram uma linha de ônibus que sai de Capelinha e vai ao Anhangabaú (região central da Capital), mas que não tem intersecção com o metrô.” O Terminal Capelinha é o maior da América Latina, com 2.710 metros quadrados.


“É preciso ter muito cuidado para fazer uma definição para onde deve ir a linha. Todos a querem na porta da sua casa, próximo ao empreendimento e terreno para desenvolvimento imobiliário”, afirmou Walker.


A possibilidade de ligação da Linha 17-Ouro com Diadema foi levantada pela deputada estadual Regina Gonçalves (PV), que tem base eleitoral na cidade. Ela encampa o projeto e articula convencer técnicos do governo do Estado e do Metrô sobre a viabilidade da extensão.


A Linha 17-Ouro tem previsão de conectar o Morumbi ao Jabaquara, passando pelo Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul. O Palácio dos Bandeirantes iniciou processo de desapropriação dos terrenos no Jabaquara, no entanto, as obras não têm previsão de início. O investimento estimado é de R$ 4,8 bilhões, com 17,7 quilômetros de extensão e 18 estações.

Estado prevê malha com 100 km de metrô em 2014

Principal pilar de sustentação da campanha de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para a área de mobilidade urbana, o plano de expansão do Metrô prevê aumentar de 74,3 quilômetros para mais de 100 quilômetros a malha metroviária da Região Metropolitana até o fim de 2014.


Segundo o governo do Estado, são quatro frentes na primeira etapa do projeto, que não envolve ainda a Linha 18-Bronze, do Grande ABC.


No cronograma estão o prolongamento da Linha 5-Lilás, ligando Santo Amaro à Estação Chácara Klabin, na Linha 2-Verde; a construção da Linha 15-Prata, de Vila Prudente para Cidade Tiradentes; instalação da Linha 17-Ouro, do Morumbi ao Jabaquara, passando pelo Aeroporto de Congonhas; e a segunda fase da Linha 4-Amarela, terá as estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia.


Atualmente a Linha 4-Amarela funciona com algumas estações, como República e Paulista. O aumento de linhas será de 12, 8 quilômetros, com 11 novos terminais.


A Linha 5-Lilás está em execução desde maio de 2011 e, na etapa inicial do plano de expansão, conta com as estações Adolfo Pinheiro e Largo Treze. A segunda parte, prevista para 2016, incluirá os terminais Alto da Boa Vista, Borba Gato, Brooklin, Campo Belo, Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.

COMPARAÇÃO
Embora haja em todo o projeto andamento para expandir o sistema, a rede metroviária de São Paulo é uma das menores em relação às principais cidades do mundo.


A maior estrutura de metrô do planeta está em Londres, na Inglaterra, com 415 quilômetros de trilhos. Em seguida estão Nova Iorque, nos Estados Unidos (398 quilômetros); Madri, na Espanha (283 quilômetros); Paris, na França (211 quilômetros); Cidade do México (201 quilômetros) e Tóquio (195,1 quilômetros).


A malha paulistana, inclusive, é menor do que a de Santiago, no Chile, que possui 84 quilômetros de linhas. Só supera a de Buenos Aires, na Argentina, que tem 44 quilômetros.
 



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