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Carnes ficam até
8,57% mais baratas
na região até junho

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aumento de oferta e substituição de consumo podem explicar deflação acumulada


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

23/06/2013 | 07:03


O consumidor enfrentou nesses quase seis meses deste ano inflações que há tempos não tinha visto. Preparar uma salada tornou-se bem caro para várias famílias. O quilo do tomate, por exemplo, chegou a custar R$ 15. Preparar o café da manhã dos filhos também pesou no bolso. O leite, até este mês, não para de encarecer. Mas, ao menos, um dos produtos básicos da alimentação da maioria dos moradores, a carne, deu um alívio.

Nos supermercados de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá as carnes de primeira, mais caras normalmente, tiveram uma deflação de 8,57% neste ano. Em média, a dona de casa paga R$ 1,40 a menos pelo quilo do produto.

Para as de segunda, a deflação neste ano na região foi um pouco menor, de 7,78%. Em reais, o quilo está, em média, R$ 0,85 mais barato. As informações são de pesquisa da Cesta Básica da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na Grande São Paulo, o preço das carnes caiu, em média, 3,42% neste ano até maio. Essa variação é totalmente oposta à inflação geral para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos da Região Metropolitana, que acumula alta de 2,91% nos cinco primeiros meses de 2013.

OUTRAS ESPÉCIES

Como apontou o IBGE, a redução dos preços das carnes em geral foi de 3,42% no ano. E isso não foi resultado isolado das vermelhas. O frango inteiro teve deflação média de 5,27% na Grande São Paulo. Porém, quem optar pela carne branca separada em pedaços vai gastar mais do que desembolsava no fim do ano passado. Como o preço desses tipos de produtos têm incorporado o serviço de corte e embalagem diferenciada, houve descolamento da deflação do frango inteiro, com inflação de 6,66% no ano.

O porco também apresentou queda média nos preços, de 4,24% no acumulado dos primeiros cinco meses. Por outro lado, os pescados tiveram inflação de 2,86%.

O engenheiro agrônomo da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) Fábio Vezza Benedetto acredita que a redução é resultado de normalização de preços, que estavam acima do patamar habitual nos anos anteriores.

Para o pesquisador de Gado de Corte da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Ezequiel do Valle, os preços das carnes vermelhas podem ter tido um impacto de substituição de consumo, o que teria proporcionado uma pressão para que o varejo promovesse ofertas.

Somado a isso, a produção de gado de corte está em alta, pontua o diretor executivo da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Fernando Sampaio. E o aumento de oferta também gera pressão deflacionária. “Estamos entrando no período de entressafra”, avisa. E é justamente nesta época que os cortes ficam mais valorizados, portanto, é possível que no próximo mês a inflação também coma o bife. 



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Carnes ficam até
8,57% mais baratas
na região até junho

Aumento de oferta e substituição de consumo podem explicar deflação acumulada

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

23/06/2013 | 07:03


O consumidor enfrentou nesses quase seis meses deste ano inflações que há tempos não tinha visto. Preparar uma salada tornou-se bem caro para várias famílias. O quilo do tomate, por exemplo, chegou a custar R$ 15. Preparar o café da manhã dos filhos também pesou no bolso. O leite, até este mês, não para de encarecer. Mas, ao menos, um dos produtos básicos da alimentação da maioria dos moradores, a carne, deu um alívio.

Nos supermercados de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá as carnes de primeira, mais caras normalmente, tiveram uma deflação de 8,57% neste ano. Em média, a dona de casa paga R$ 1,40 a menos pelo quilo do produto.

Para as de segunda, a deflação neste ano na região foi um pouco menor, de 7,78%. Em reais, o quilo está, em média, R$ 0,85 mais barato. As informações são de pesquisa da Cesta Básica da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na Grande São Paulo, o preço das carnes caiu, em média, 3,42% neste ano até maio. Essa variação é totalmente oposta à inflação geral para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos da Região Metropolitana, que acumula alta de 2,91% nos cinco primeiros meses de 2013.

OUTRAS ESPÉCIES

Como apontou o IBGE, a redução dos preços das carnes em geral foi de 3,42% no ano. E isso não foi resultado isolado das vermelhas. O frango inteiro teve deflação média de 5,27% na Grande São Paulo. Porém, quem optar pela carne branca separada em pedaços vai gastar mais do que desembolsava no fim do ano passado. Como o preço desses tipos de produtos têm incorporado o serviço de corte e embalagem diferenciada, houve descolamento da deflação do frango inteiro, com inflação de 6,66% no ano.

O porco também apresentou queda média nos preços, de 4,24% no acumulado dos primeiros cinco meses. Por outro lado, os pescados tiveram inflação de 2,86%.

O engenheiro agrônomo da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) Fábio Vezza Benedetto acredita que a redução é resultado de normalização de preços, que estavam acima do patamar habitual nos anos anteriores.

Para o pesquisador de Gado de Corte da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Ezequiel do Valle, os preços das carnes vermelhas podem ter tido um impacto de substituição de consumo, o que teria proporcionado uma pressão para que o varejo promovesse ofertas.

Somado a isso, a produção de gado de corte está em alta, pontua o diretor executivo da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Fernando Sampaio. E o aumento de oferta também gera pressão deflacionária. “Estamos entrando no período de entressafra”, avisa. E é justamente nesta época que os cortes ficam mais valorizados, portanto, é possível que no próximo mês a inflação também coma o bife. 

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