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Engenheiro lança memórias da Cerâmica

Aos 88, Urames Pires dos Santos relembra os 30 anos de dedicação à empresa


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

17/06/2013 | 07:00


Fundada em 1913, a Cerâmica São Caetano S/A é um dos símbolos da industrialização da cidade e ficou famosa pelos ladrilhos, telhas e tijolos refratários que produzia. A qualidade do material ditava o padrão de excelência da época a tal ponto que a denominação ‘do tipo São Caetano’ era frequentemente utilizada.

Em 1942, quando a empresa vivia o seu auge, o então estudante de engenharia Urames Pires dos Santos, 20 anos, começou a frequentar os laboratórios a convite do presidente Roberto Simonsen, que bancava seus estudos.
Setenta e um anos depois, as três décadas de aprendizado que Santos viveu ali se transformaram na autobiografia Memórias de um Engenheiro da Cerâmica São Caetano, lançado na quarta-feira em comemoração ao aniversário de 22 anos da Fundação Pró-Memória. Na ocasião, o simpático senhor de 88 anos, que ainda conserva intactas as memórias daquela época, viveu noite de gala, com direito a discurso e autógrafos.

A narrativa rica em detalhes mostra o desenvolvimento da nascente cidade, do bairro Cerâmica, da Avenida Senador Roberto Simonsen, além de aspectos da sociedade e da política local da época. “Quando comecei a trabalhar, São Caetano era recém-separada de Santo André e ainda guardava resquícios de periferia: não tinha calçamento, água encanada, esgoto ou jardins. Apenas o entorno da Cerâmica era diferenciado, pois mantinha casas ‘moráveis’ graças aos bons salários e regalias que a empresa concedia.”

Roberto Simonsen, que após o término da Segunda Guerra Mundial ocuparia cadeira no Senado nacional, é lembrado por Santos pela forma como tratava os mais de 3.000 funcionários com respeito, e garantia a eles benefícios que não eram comuns no período, como escolas gratuitas para os filhos e auxílio moradia. “O relacionamento entre patrões e empregados era muito bom devido à política eminentemente social praticada por Roberto Simonsen”, garante Santos que, ao se casar, em 1950, ganhou casa no bairro Cerâmica construída pela empresa.

Além das memórias da Cerâmica, o livro traz ainda, ao longo de 12 capítulos, outras facetas do autor, que foi jornalista e vereador (nas gestões de 1953 e 1958). Exemplares podem ser obtidos gratuitamente na Fundação Pró-Memória (Avenida Dr. Augusto de Toledo, 255, bairro Santa Paula).



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