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Casal homoafetivo diz sim em casamento

Juntas há três anos e cinco meses, Aline Maia e Fernanda Torres oficializam união no domingo


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

07/06/2013 | 07:00


O amor de Aline Maia, 23 anos, e Fernanda Torres, 24, está tatuado na pele e, a partir de domingo, ficará também gravado no papel. Elas serão o primeiro casal homoafetivo a oficializar a união no Casamento Comunitário de Ribeirão Pires, realizado pela Prefeitura desde 2007. Concretizar esse sonho só será possível graças à decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), divulgada em maio, que autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os cartórios do País.

Aline e Fernanda estão juntas há três anos e cinco meses após se apaixonarem à primeira vista no trabalho. Para Aline, a situação foi totalmente nova. Ela era noiva de um rapaz, com quem namorava há seis anos. “A Fernanda foi a primeira mulher com quem me relacionei. Antes dela, tive vontade, mas não concretizei. Foi um susto para minha família, que tem dificuldades em lidar com isso até hoje.”

As jovens moram juntas há um ano e quatro meses, mas a mãe de Aline só conheceu Fernanda em viagem à praia na virada deste ano. “Ainda não sei se meus pais vão ao casamento. Acho que minha mãe sim, mas meu pai, não”, afirma Aline.

Já a família de Fernanda, que se diz homossexual “desde sempre”, aceita melhor o relacionamento. Tanto que, após o casamento em Ribeirão, a festa será na casa da mãe de Fernanda, em Mauá. “Vai ser algo simples, um churrasco mesmo. E a decoração e as lembrancinhas somos nós mesmas quem vamos fazer também”, explica Fernanda.

O casal teve pouco tempo para preparar a celebração. Foram dois meses e meio entre a decisão de se inscrever no casamento comunitário e a realização da cerimônia conjunta com outros 50 casais. “Planejávamos nos casar no fim do ano, mas uma amiga minha que está grávida viu a divulgação do casamento comunitário na UBS (Unidade Básica de Saúde) e me avisou na hora, pois o prazo estava para terminar. A Aline fez a inscrição.”

A aliança de compromisso que usam na mão direita será trocada no domingo por uma de ouro na esquerda, mesmo lado do pulso onde a tatuagem simboliza a união: um ‘A’ e um ‘F’ entrelaçados com uma estrela vermelha.

E como quem casa quer casa, o casal prepara a mudança: elas sairão do imóvel alugado onde vivem para morar na casa da avó de Fernanda, que já morreu. “O plano é ficar lá por cinco anos até darmos um jeito na vida e comprarmos nosso cantinho”, garante Fernanda.

E esse não é o único plano do casal. Elas querem ter um filho daqui há três anos. “Já está decidido: vamos fazer inseminação artificial e a Aline vai carregar o nosso bebê. Queria que fosse com meu óvulo, mas o procedimento é caro, então, não sei se vamos conseguir.”

O casal também planeja voltar a estudar. “Quero fazer faculdade de Psicologia, e a Fernanda, essa doida, Educação Física”, brinca Aline antes de abraçar a companheira de uma vida. “Para nós, casamento é coisa séria. Não estamos fazendo isso para nos separarmos amanhã. Claro que pode acontecer, mas o plano é envelhecermos juntas, comemorar bodas de ouro, como qualquer casal.”  



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Casal homoafetivo diz sim em casamento

Juntas há três anos e cinco meses, Aline Maia e Fernanda Torres oficializam união no domingo

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

07/06/2013 | 07:00


O amor de Aline Maia, 23 anos, e Fernanda Torres, 24, está tatuado na pele e, a partir de domingo, ficará também gravado no papel. Elas serão o primeiro casal homoafetivo a oficializar a união no Casamento Comunitário de Ribeirão Pires, realizado pela Prefeitura desde 2007. Concretizar esse sonho só será possível graças à decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), divulgada em maio, que autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os cartórios do País.

Aline e Fernanda estão juntas há três anos e cinco meses após se apaixonarem à primeira vista no trabalho. Para Aline, a situação foi totalmente nova. Ela era noiva de um rapaz, com quem namorava há seis anos. “A Fernanda foi a primeira mulher com quem me relacionei. Antes dela, tive vontade, mas não concretizei. Foi um susto para minha família, que tem dificuldades em lidar com isso até hoje.”

As jovens moram juntas há um ano e quatro meses, mas a mãe de Aline só conheceu Fernanda em viagem à praia na virada deste ano. “Ainda não sei se meus pais vão ao casamento. Acho que minha mãe sim, mas meu pai, não”, afirma Aline.

Já a família de Fernanda, que se diz homossexual “desde sempre”, aceita melhor o relacionamento. Tanto que, após o casamento em Ribeirão, a festa será na casa da mãe de Fernanda, em Mauá. “Vai ser algo simples, um churrasco mesmo. E a decoração e as lembrancinhas somos nós mesmas quem vamos fazer também”, explica Fernanda.

O casal teve pouco tempo para preparar a celebração. Foram dois meses e meio entre a decisão de se inscrever no casamento comunitário e a realização da cerimônia conjunta com outros 50 casais. “Planejávamos nos casar no fim do ano, mas uma amiga minha que está grávida viu a divulgação do casamento comunitário na UBS (Unidade Básica de Saúde) e me avisou na hora, pois o prazo estava para terminar. A Aline fez a inscrição.”

A aliança de compromisso que usam na mão direita será trocada no domingo por uma de ouro na esquerda, mesmo lado do pulso onde a tatuagem simboliza a união: um ‘A’ e um ‘F’ entrelaçados com uma estrela vermelha.

E como quem casa quer casa, o casal prepara a mudança: elas sairão do imóvel alugado onde vivem para morar na casa da avó de Fernanda, que já morreu. “O plano é ficar lá por cinco anos até darmos um jeito na vida e comprarmos nosso cantinho”, garante Fernanda.

E esse não é o único plano do casal. Elas querem ter um filho daqui há três anos. “Já está decidido: vamos fazer inseminação artificial e a Aline vai carregar o nosso bebê. Queria que fosse com meu óvulo, mas o procedimento é caro, então, não sei se vamos conseguir.”

O casal também planeja voltar a estudar. “Quero fazer faculdade de Psicologia, e a Fernanda, essa doida, Educação Física”, brinca Aline antes de abraçar a companheira de uma vida. “Para nós, casamento é coisa séria. Não estamos fazendo isso para nos separarmos amanhã. Claro que pode acontecer, mas o plano é envelhecermos juntas, comemorar bodas de ouro, como qualquer casal.”  

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