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Metalúrgicos recebem
entidade sindical dos EUA

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da USW elogia movimentos dos
trabalhadores; visita visa trocar experiências


Tauana Marin

05/06/2013 | 07:08


As mobilizações e conquistas que marcam a história do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC têm atraído os olhares de representantes sindicais da América do Norte. Ontem, a entidade regional recebeu o sindicalista Leo Gerard, presidente da maior entidade sindical da América do Norte – a USW (United Steelworkers). Com sede em Pittsburgh, nos Estados Unidos, a USW representa os trabalhadores dos Estados Unidos, Canadá e Caribe nos setores de metais, produtos químicos, vidro, borracha, correias transportadoras, pneus, transporte e recipientes industriais.
 

 O objetivo da visita é trocar experiências que possam fortalecer a ação dos sindicatos nas portas de fábricas, garantindo, cada vez mais, os direitos trabalhistas. “É importante vir ao Brasil para saber como se criou o movimento por justiça social, já que no Norte (América), a ação sindical está em declínio”, diz o norte-americano.

 Ele destaca que desde a década de 1980 o poder de compra e, consequentemente, de vida dos norte-americanos têm caído muito. “Isso é reflexo do achatamento salarial. Tento ‘colher’ a experiência de vocês hoje para que meus netos e as próximas gerações tenham condições de trabalho melhores”, enfatiza.
 
 A delegação da USW foi recebida pelo presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, pelo secretário de relações internacionais da CNM, João Cayres, e pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da Agência de Desenvolvimento da região, Rafael Marques.
 
 Na ocasião, Marques ressalta a importância da visita internacional. “É sempre muito bom trocar experiências e, acima de tudo, discutir sobre a competitividade no mercado externo. Estamos de olho na China, por exemplo, e estudando maneiras de fortalecer nossa cadeia industrial produtiva, desde as micro e pequenas empresas até as grandes. Isso certamente se refletirá nas condições garantidas aos funcionários.”
 

 Hoje, todos seguem para Brasília para se encontrar com o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. “Queremos discutir a criação de uma plataforma industrial por meio de um movimento globalizado. Vamos propor mais visitas e seminários. No próximo mês, inclusive, já temos outra reunião agendada. Com ações conjuntas vamos nos fortalecendo diante das empresas que barram as ações sindicais”, argumenta Henrique.

 Vale destacar que, atualmente, a USW , que é parceira da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT), congrega cerca de 860 mil filiados e representa, entre outros, os trabalhadores das subsidiárias norte-americanas e canadenses da Gerdau e da Vale do Rio Doce. 



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Metalúrgicos recebem
entidade sindical dos EUA

Presidente da USW elogia movimentos dos
trabalhadores; visita visa trocar experiências

Tauana Marin

05/06/2013 | 07:08


As mobilizações e conquistas que marcam a história do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC têm atraído os olhares de representantes sindicais da América do Norte. Ontem, a entidade regional recebeu o sindicalista Leo Gerard, presidente da maior entidade sindical da América do Norte – a USW (United Steelworkers). Com sede em Pittsburgh, nos Estados Unidos, a USW representa os trabalhadores dos Estados Unidos, Canadá e Caribe nos setores de metais, produtos químicos, vidro, borracha, correias transportadoras, pneus, transporte e recipientes industriais.
 

 O objetivo da visita é trocar experiências que possam fortalecer a ação dos sindicatos nas portas de fábricas, garantindo, cada vez mais, os direitos trabalhistas. “É importante vir ao Brasil para saber como se criou o movimento por justiça social, já que no Norte (América), a ação sindical está em declínio”, diz o norte-americano.

 Ele destaca que desde a década de 1980 o poder de compra e, consequentemente, de vida dos norte-americanos têm caído muito. “Isso é reflexo do achatamento salarial. Tento ‘colher’ a experiência de vocês hoje para que meus netos e as próximas gerações tenham condições de trabalho melhores”, enfatiza.
 
 A delegação da USW foi recebida pelo presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, pelo secretário de relações internacionais da CNM, João Cayres, e pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da Agência de Desenvolvimento da região, Rafael Marques.
 
 Na ocasião, Marques ressalta a importância da visita internacional. “É sempre muito bom trocar experiências e, acima de tudo, discutir sobre a competitividade no mercado externo. Estamos de olho na China, por exemplo, e estudando maneiras de fortalecer nossa cadeia industrial produtiva, desde as micro e pequenas empresas até as grandes. Isso certamente se refletirá nas condições garantidas aos funcionários.”
 

 Hoje, todos seguem para Brasília para se encontrar com o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. “Queremos discutir a criação de uma plataforma industrial por meio de um movimento globalizado. Vamos propor mais visitas e seminários. No próximo mês, inclusive, já temos outra reunião agendada. Com ações conjuntas vamos nos fortalecendo diante das empresas que barram as ações sindicais”, argumenta Henrique.

 Vale destacar que, atualmente, a USW , que é parceira da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT), congrega cerca de 860 mil filiados e representa, entre outros, os trabalhadores das subsidiárias norte-americanas e canadenses da Gerdau e da Vale do Rio Doce. 

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