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Ex-prefeito Zé Augusto
anuncia aposentadoria

Fernando Nonato/24.09.2008 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fora das urnas, tucano de Diadema diz que
missão é reeleger Lauro na eleição de 2016


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/06/2013 | 06:59


Secretário de Saúde de Diadema, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB) anunciou a aposentadoria das urnas. Aos 66 anos, o tucano comunicou a decisão ao partido e ratificou a saída da vida eleitoral na terça-feira, durante a visita do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à cidade.

“Pendurei minhas chuteiras. Agora quero cuidar da minha saúde e da saúde do povo de Diadema”, afirmou José Augusto, que foi prefeito de Diadema entre 1989 e 1992, pelo PT, deputado federal, deputado estadual e subprefeito de Capela do Socorro na gestão de José Serra (PSDB) como chefe do Executivo da Capital.

O cacique tucano voltou a ser especulado como candidato após conquistar a absolvição no STJ (Superior Tribunal de Justiça) de condenação por improbidade, por ter sido aprovado em concurso público aberto por ele mesmo para contratação de médicos. Além de José Augusto, passaram na prova a mulher do tucano, Maridite Cristóvão de Oliveira, e a eterna aliada Arabela Fonseca.

No domingo, a filiados do PSDB diademense, José Augusto fez discurso de aposentadoria e afirmou que a missão agora é reeleger o prefeito Lauro Michels (PV) na eleição de 2016. O apoio do ex-chefe do Executivo no segundo turno do pleito do ano passado foi determinante para a vitória de Lauro e para a quebra de hegemonia petista, que governava Diadema há três décadas.

Natural da cidade pernambucana de São José do Egito, José Augusto iniciou a vida pública em Diadema em 1983, na gestão de Gilson Menezes (hoje no PSB), primeiro prefeito pelo PT no País. À época petista, ele foi secretário de Saúde de Gilson, mas rompeu com o então chefe do Paço durante a definição da escolha para o sucessor do projeto do partido na cidade.

José Augusto conquistou o apoio do diretório e tinha como principal cabo eleitoral o então secretário de Obras do governo Gilson, José de Filippi Júnior (PT). Foi eleito prefeito de Diadema em 1988, superando Lauro Michels (tio-avô do atual prefeito e que tinha administrado o município por dois mandatos). Quatro anos depois, apoiou a bem-sucedida empreitada de Filippi rumo à principal cadeira do Executivo.

O cacique foi eleito deputado federal 1994. Dois anos depois, a relação com o petismo local começou a estremecer. José Augusto exigiu ser candidato do PT à sucessão de Filippi, que por sua vez entendia pela renovação partidária, apostando no sindicalista Joel Fonseca. Com o comando do diretório local, José Augusto bancou a candidatura e, com um PT completamente rachado, perdeu a eleição municipal para Gilson.

Ele foi expulso do PT um ano depois, migrando para o PPS. Foi o início de uma longa rivalidade com o petismo diademense. Em 2000, José Augusto tentou retornar à Prefeitura, porém, foi superado por Filippi no segundo turno. Em 2004, o tucano foi novamente derrotado por Filippi, no entanto, numa eleição bem mais disputada. Ambos foram ao segundo turno, com José Augusto tendo vencido a primeira etapa eleitoral. A parte final do pleito revelou uma reviravolta histórica, com o petista superando o tucano por 554 votos.

Quatro anos depois, José Augusto enfrentou o pupilo de Filippi, Mário Reali (PT), e perdeu no primeiro turno. Em 2012, abdicou da disputa pelo Paço, apostou na candidatura de Maridite e concorreu a uma das 21 cadeiras da Câmara Municipal. Foi eleito o vereador mais bem votado da história da cidade, com 7.254 votos.

Durante o período de rivalidade com o PT nas eleições municipais, José Augusto foi deputado estadual até 2010, quando não conquistou a reeleição, gerando uma crise no PSDB que culminou com a saída de Lauro do partido.



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Ex-prefeito Zé Augusto
anuncia aposentadoria

Fora das urnas, tucano de Diadema diz que
missão é reeleger Lauro na eleição de 2016

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/06/2013 | 06:59


Secretário de Saúde de Diadema, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB) anunciou a aposentadoria das urnas. Aos 66 anos, o tucano comunicou a decisão ao partido e ratificou a saída da vida eleitoral na terça-feira, durante a visita do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à cidade.

“Pendurei minhas chuteiras. Agora quero cuidar da minha saúde e da saúde do povo de Diadema”, afirmou José Augusto, que foi prefeito de Diadema entre 1989 e 1992, pelo PT, deputado federal, deputado estadual e subprefeito de Capela do Socorro na gestão de José Serra (PSDB) como chefe do Executivo da Capital.

O cacique tucano voltou a ser especulado como candidato após conquistar a absolvição no STJ (Superior Tribunal de Justiça) de condenação por improbidade, por ter sido aprovado em concurso público aberto por ele mesmo para contratação de médicos. Além de José Augusto, passaram na prova a mulher do tucano, Maridite Cristóvão de Oliveira, e a eterna aliada Arabela Fonseca.

No domingo, a filiados do PSDB diademense, José Augusto fez discurso de aposentadoria e afirmou que a missão agora é reeleger o prefeito Lauro Michels (PV) na eleição de 2016. O apoio do ex-chefe do Executivo no segundo turno do pleito do ano passado foi determinante para a vitória de Lauro e para a quebra de hegemonia petista, que governava Diadema há três décadas.

Natural da cidade pernambucana de São José do Egito, José Augusto iniciou a vida pública em Diadema em 1983, na gestão de Gilson Menezes (hoje no PSB), primeiro prefeito pelo PT no País. À época petista, ele foi secretário de Saúde de Gilson, mas rompeu com o então chefe do Paço durante a definição da escolha para o sucessor do projeto do partido na cidade.

José Augusto conquistou o apoio do diretório e tinha como principal cabo eleitoral o então secretário de Obras do governo Gilson, José de Filippi Júnior (PT). Foi eleito prefeito de Diadema em 1988, superando Lauro Michels (tio-avô do atual prefeito e que tinha administrado o município por dois mandatos). Quatro anos depois, apoiou a bem-sucedida empreitada de Filippi rumo à principal cadeira do Executivo.

O cacique foi eleito deputado federal 1994. Dois anos depois, a relação com o petismo local começou a estremecer. José Augusto exigiu ser candidato do PT à sucessão de Filippi, que por sua vez entendia pela renovação partidária, apostando no sindicalista Joel Fonseca. Com o comando do diretório local, José Augusto bancou a candidatura e, com um PT completamente rachado, perdeu a eleição municipal para Gilson.

Ele foi expulso do PT um ano depois, migrando para o PPS. Foi o início de uma longa rivalidade com o petismo diademense. Em 2000, José Augusto tentou retornar à Prefeitura, porém, foi superado por Filippi no segundo turno. Em 2004, o tucano foi novamente derrotado por Filippi, no entanto, numa eleição bem mais disputada. Ambos foram ao segundo turno, com José Augusto tendo vencido a primeira etapa eleitoral. A parte final do pleito revelou uma reviravolta histórica, com o petista superando o tucano por 554 votos.

Quatro anos depois, José Augusto enfrentou o pupilo de Filippi, Mário Reali (PT), e perdeu no primeiro turno. Em 2012, abdicou da disputa pelo Paço, apostou na candidatura de Maridite e concorreu a uma das 21 cadeiras da Câmara Municipal. Foi eleito o vereador mais bem votado da história da cidade, com 7.254 votos.

Durante o período de rivalidade com o PT nas eleições municipais, José Augusto foi deputado estadual até 2010, quando não conquistou a reeleição, gerando uma crise no PSDB que culminou com a saída de Lauro do partido.

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