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Autoexame é importante para diagnóstico

Neste ano, 14 mil pessoas devem desenvolver a doença, segundo estimativas do Inca


Thaís Moraes
Do Diário do Grande ABC

01/06/2013 | 07:00


No dia 21, a imprensa noticiou a morte do diretor do jornal O Estado de S. Paulo, Ruy Mesquita, aos 88 anos. O jornalista, que estava internado desde 25 de abril, foi vítima de câncer localizado na base da língua. No caso de Ruy, o tempo entre a descoberta da doença e sua morte foi de um mês, mas especialistas afirmam que o câncer bucal é curável se diagnosticado precocemente.

De acordo com o cirurgião-dentista e fundador do NEO (Núcleo de Estudos Odontológicos), José Luis Bretos, o autoexame é o primeiro método de diagnóstico. “Caso seja percebida qualquer lesão, o dentista deve ser procurado imediatamente. Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores são as chances de cura”, explica.

Os locais mais favoráveis ao aparecimento de tumor são lábios, língua (principalmente bordas), base da língua, gengiva, bochecha, céu da boca e amídalas. A enfermidade pode atingir qualquer faixa etária, mas é mais comum na meia-idade.

“Se existirem lesões como feridas, manchas, pontos brancos ou pretos e carocinhos por mais de 21 dias é sinal de predisposição ao câncer. O problema é que muitos não percebem a lesão porque ela geralmente não dói. O incômodo só é percebido quando o tecido começa a infeccionar”, esclarece a especialista em dor orofacial e integrante do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial Andréa Beder.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é que neste ano no Brasil sejam diagnosticados 14.170 casos, sendo 9.990 em homens e 4.180 em mulheres. Os números informam que dez a cada 100 mil pessoas do sexo masculino desenvolverão a doença e quatro a cada 100 mil do público feminino terão o tumor.

Tratamento

A cirurgiã-dentista Andréa Beder informa que quando há lesão de câncer em estágio inicial, toda a mancha é retirada. “Retiramos para biópsia e encaminhamos para um oncologista, que avaliará se há necessidade de quimioterapia ou radioterapia. O tratamento é multidisciplinar e pode envolver fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros”, explicou.

Bretos lembra que muitos casos exigem grandes remoções. “Lesões graves pedirão até remoção de parte da mandíbula, o que acarretará problemas na qualidade de vida do paciente”, alertou.

Álcool e fumo são principais fatores de risco

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o hábito de fumar e beber aumenta em 30 vezes o risco de desenvolvimento do câncer bucal. A estatística também informa que o cigarro é responsável por cerca de 42% dos óbitos e o uso abusivo de bebidas alcoólicas corresponde a aproximadamente 16% das mortes.

“A incidência é maior em homens por conta de hábitos relacionados a álcool e tabagismo. Porém, isso não significa que quem faz uso desses produtos terá câncer, é necessário que o indivíduo tenha predisposição”, relaciona o cirurgião-dentista José Luis Bretos.

Outro fator que favorece o aparecimento do câncer bucal é a presença do vírus HPV (Papilomavírus humano), adquirido por meio de relações sexuais desprotegidas, por isso a importância do uso do preservativo também durante o sexo oral.

Indivíduos que utilizam dentadura também devem ficar atentos. Higiene precária e machucados provocados pelo mau ajuste da prótese podem contribuir para o desenvolvimento do tumor.

Prevenção

Há diversas maneiras para prevenir o aparecimento de câncer. Além de evitar a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, não ser fumante, ter relações sexuais com proteção e fazer higiene adequada da boca, existem alguns alimentos que se ingeridos também colaboram para uma vida mais saudável.

“É comprovado que comer mais frutas, verduras e fibras diminui o risco de desenvolver o tumor. O que deve serevitado são temperos prontos, alimentos industrializados e enlatados que possuem grande quantidades de conservantes químicos”, alerta a cirurgiã-dentista Andrea Beder.



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Autoexame é importante para diagnóstico

Neste ano, 14 mil pessoas devem desenvolver a doença, segundo estimativas do Inca

Thaís Moraes
Do Diário do Grande ABC

01/06/2013 | 07:00


No dia 21, a imprensa noticiou a morte do diretor do jornal O Estado de S. Paulo, Ruy Mesquita, aos 88 anos. O jornalista, que estava internado desde 25 de abril, foi vítima de câncer localizado na base da língua. No caso de Ruy, o tempo entre a descoberta da doença e sua morte foi de um mês, mas especialistas afirmam que o câncer bucal é curável se diagnosticado precocemente.

De acordo com o cirurgião-dentista e fundador do NEO (Núcleo de Estudos Odontológicos), José Luis Bretos, o autoexame é o primeiro método de diagnóstico. “Caso seja percebida qualquer lesão, o dentista deve ser procurado imediatamente. Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores são as chances de cura”, explica.

Os locais mais favoráveis ao aparecimento de tumor são lábios, língua (principalmente bordas), base da língua, gengiva, bochecha, céu da boca e amídalas. A enfermidade pode atingir qualquer faixa etária, mas é mais comum na meia-idade.

“Se existirem lesões como feridas, manchas, pontos brancos ou pretos e carocinhos por mais de 21 dias é sinal de predisposição ao câncer. O problema é que muitos não percebem a lesão porque ela geralmente não dói. O incômodo só é percebido quando o tecido começa a infeccionar”, esclarece a especialista em dor orofacial e integrante do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial Andréa Beder.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é que neste ano no Brasil sejam diagnosticados 14.170 casos, sendo 9.990 em homens e 4.180 em mulheres. Os números informam que dez a cada 100 mil pessoas do sexo masculino desenvolverão a doença e quatro a cada 100 mil do público feminino terão o tumor.

Tratamento

A cirurgiã-dentista Andréa Beder informa que quando há lesão de câncer em estágio inicial, toda a mancha é retirada. “Retiramos para biópsia e encaminhamos para um oncologista, que avaliará se há necessidade de quimioterapia ou radioterapia. O tratamento é multidisciplinar e pode envolver fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros”, explicou.

Bretos lembra que muitos casos exigem grandes remoções. “Lesões graves pedirão até remoção de parte da mandíbula, o que acarretará problemas na qualidade de vida do paciente”, alertou.

Álcool e fumo são principais fatores de risco

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o hábito de fumar e beber aumenta em 30 vezes o risco de desenvolvimento do câncer bucal. A estatística também informa que o cigarro é responsável por cerca de 42% dos óbitos e o uso abusivo de bebidas alcoólicas corresponde a aproximadamente 16% das mortes.

“A incidência é maior em homens por conta de hábitos relacionados a álcool e tabagismo. Porém, isso não significa que quem faz uso desses produtos terá câncer, é necessário que o indivíduo tenha predisposição”, relaciona o cirurgião-dentista José Luis Bretos.

Outro fator que favorece o aparecimento do câncer bucal é a presença do vírus HPV (Papilomavírus humano), adquirido por meio de relações sexuais desprotegidas, por isso a importância do uso do preservativo também durante o sexo oral.

Indivíduos que utilizam dentadura também devem ficar atentos. Higiene precária e machucados provocados pelo mau ajuste da prótese podem contribuir para o desenvolvimento do tumor.

Prevenção

Há diversas maneiras para prevenir o aparecimento de câncer. Além de evitar a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, não ser fumante, ter relações sexuais com proteção e fazer higiene adequada da boca, existem alguns alimentos que se ingeridos também colaboram para uma vida mais saudável.

“É comprovado que comer mais frutas, verduras e fibras diminui o risco de desenvolver o tumor. O que deve serevitado são temperos prontos, alimentos industrializados e enlatados que possuem grande quantidades de conservantes químicos”, alerta a cirurgiã-dentista Andrea Beder.

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