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Ônibus viaja para salvar
o menino João Pedro

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereador disponibiliza o transporte para potenciais
doadores de medula realizarem cadastro na Capital


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

19/05/2013 | 07:00


O rostinho mais fofo da região tem uma missão pela frente: encher o terceiro ônibus para levar potenciais doadores de medula óssea à Santa Casa da Capital a fim de fazer cadastro no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Essa foi a forma que a professora de São Bernardo Luciana Lorenzoni, 32 anos, mãe do João Pedro, 10 meses, achou para ampliar as chances de o filho encontrar doador 100% compatível para a realização de transplante de medula, única cura para a Síndrome de Wiskott-Aldrich. No Brasil, a chance de achar doador não aparentado é de uma para cada 100 mil pessoas.

O ônibus foi cedido pelo vereador de São Caetano Fabio Palacio (PR) e realizou duas viagens em abril. A primeira saiu de São Caetano e foi organizada pela prima de Luciana, a dona de casa Margarete Fantin Pinheiro, 41 anos. "Não conheço o João Pedro pessoalmente por causa da falta de imunidade, que o deixa suscetível a doenças. Mas acompanho a história da família desde o primeiro dia em que ele foi internado. A luta da Luciana me inspirou a ajudar."

A lotação do primeiro ônibus não foi total: apenas 20 pessoas compareceram. "É difícil mobilizar participantes. Mesmo com o ônibus, o posto fica muito longe para quem mora na região."

O filho da dona de casa, Lucas, 19, foi um dos que se cadastraram. Aos 13 anos, o jovem teve problema na coluna e se submeteu à cirurgia para colocação de 22 pinos. "Ele está ansioso e não para de falar que vai ser compatível com o João Pedro", diz Margarete.

A analista de folha de pagamento Barbara Penas, 31, fez o cadastro no Redome no segundo ônibus, que partiu lotado de São Bernardo. "É a solidariedade que move as pessoas a ajudarem o João Pedro, que merece a chance de cura."

A meta agora é organizar mais uma viagem até o fim deste mês, saindo de Diadema. "Esperamos lotar o ônibus, mas é difícil tirar as pessoas de casa. Precisamos de um posto de cadastramento na região", solicita Luciana.

A prima Margarete pede ajuda para divulgar as viagens em prol da vida. "Precisamos de parceiros para imprimir folders com fotos e o histórico do João Pedro para distribuir pela região e fazer com que mais gente se disponha a doar."

Para os interessados em ir à Santa Casa no próximo ônibus, basta entrar em contato com a Luciana em sua página no Facebook: (www.facebook.com/luciana.lorenzoni.7).

Quem quiser doar diretamente no local, a Santa Casa fica na Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque, São Paulo, e funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 15h. Será retirada pela veia a quantidade de 5 ml de sangue e preenchida ficha com informações pessoais. Os dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante e, caso haja compatibilidade, o doador será procurado e outros exames serão necessários.

Fabio Palacio quer trazer posto do Redome para o Grande ABC

O vereador Fabio Palacio (PR) estuda forma de trazer um posto do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) à região. "Solicitei à minha assessoria jurídica que verifique com o Ministério da Saúde o que é necessário. De posse dessas informações, levarei a questão à Câmara de São Caetano."

Atualmente, 1.150 pessoas aguardam pelo transplante, e há 3 milhões de pessoas cadastradas em todo o País. O ministério foi procurado, mas não informou o que é necessário para a instalação do posto.

SÍNDROME - João Pedro foi diagnosticado com a Síndrome de Wiskott-Aldrich após ficar internado durante 33 dias, 23 deles na UTI. Ele apresentava anemia e baixo número de plaquetas, sintomas da doença. A expectativa de vida não passa dos 10 anos.

"Trata-se de uma patologia genética ligada ao cromossomo X, que ocorre somente em meninos. A única solução é o transplante e, se for bem-sucedido, a cura é de 100%", destaca a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC, Anete Sevciovic Grumach.



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