Economia Titulo Carga tributária

Situação da pequena indústria tem piora

18/05/2013 | 07:43
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 

O cenário de negócios para os pequenos industriais mostra sinais de piora, de acordo com estudo realizado em abril pelo Simpi (Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias no Estado de São Paulo).

De forma geral, o levantamento revela quadro de pessimismo entre o empresariado, justificado em parte pela expectativa de mais inflação. Do total de entrevistados, 68% acreditam que a taxa inflacionária deve subir nos próximos meses e 33%, que o desemprego deve aumentar, o que pode levar a elevação no volume de clientes inadimplentes. Outro fator que atrapalha é a concorrência com os importados. Boa parte dos pesquisados (76%) enxerga dificuldades para competir com os itens do Exterior.

Em meio a esse quadro, caiu o número de micro e pequenas empresas que acreditam que os negócios vão ganhar impulso neste mês. Em março, 15% esperavam melhora significativa e 29% apostavam em pequeno avanço. Em abril, esses índices caíram, respectivamente, para 11% e 23%. Ao mesmo tempo, agora 50% acham que seus resultados vão ficar no empate (antes eram 48%) e 13% veem piora (bem mais que os 4% que viam situação menos favorável).

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Com isso, os industriais se mostram menos dispostos a contratar e a investir na ampliação de suas fábricas, apesar de a maior parte deles (52%) já considerar que está no limite de sua capacidade de produção.

Segundo o presidente do Simpi, Joseph Couri, a situação é preocupante, principalmente pela concorrência crescente dos produtos importados. Ele acrescenta que, para piorar, o micro e pequeno industrial é penalizado por carga tributária maior do que a do grande empresário. Com a desoneração da folha de pagamento, a cobrança da contribuição previdenciária passou a 1% do faturamento, mas as empresas que estão no regime do Simples Nacional permanecem pagando 4,6%.

 

CONCORRÊNCIA

Diversos segmentos enfrentam concorrência com os itens do Exterior. O setor de autopeças, por exemplo, viu as importações crescerem 10% no primeiro bimestre na comparação com igual período de 2012, de acordo com dados do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotores).

Na área têxtil, a entrada de produtos do Exterior também é crescente, embora em ritmo um pouco menor (expansão de 1,5% ante os dois primeiros meses do ano passado). Edgar Theodoro Brigagão, gerente da RWG Sports, de Santo André e que atua no ramo de confecções de uniformes esportivos, cita que o mercado é competitivo, mas a fabricante procura se diferenciar pela qualidade de seus produtos. Ele diz ainda que essa época mais fria do ano, tradicionalmente, ajuda a impulsionar a demanda por itens mais caros, como moletons e blusas.

Apesar de boas vendas, a RWG não tem planos de investir em ampliação da capacidade fabril neste ano e também segue com cautela, em relação a contratações. "Hoje (o quadro) está completo", diz. A companhia conta atualmente com dez funcionários".

 

 




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