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Mensagens no Orkut tentam localizar Amanda


Angela Martins e Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

28/05/2006 | 08:11


Um mês sem Amanda. Um mês de espera, angústia e preces. A família da menina de 8 anos que desapareceu da porta de casa, numa tarde ensolarada de domingo, no dia 30 de abril, não perdeu a esperança de vê-la novamente. O caso de Amanda Oliveira Mendes mobilizou os moradores do Jardim Santo André, periferia de Santo André. Fotos foram espalhadas pelo bairro e passeatas foram feitas pela cidade. Mas nada trouxe Amanda de volta. Agora, pessoas que são desconhecidas da família tentam chamar a atenção dos internautas para o caso. No site de relacionamentos Orkut, o apelo pela volta de Amanda é reproduzido para páginas de todo Brasil.

“Não sei quem está fazendo isso. Com certeza não é ninguém da minha família, nem amigos”, surpreende-se Silvana Maria de Oliveira, 24 anos, mãe de Amanda. Silvana ainda não recebeu qualquer pista do paradeiro da filha. Anonimamente, pessoas sensibilizadas pela dor da família enviam recados para os integrantes do Orkut atrás de notícias. As mensagens já foram parar em outros Estados.

É o caso da secretária Cleunice Maria Leite Ribeiro, 46 anos, moradora da cidade mineira de Guaxupé, que recebeu um recado na página do Orkut. “Uma pessoa que não conheço entrou na minha página e deixou o apelo. Também sou mãe, fiquei sensibilizada e repassei o recado para todas as pessoas da minha lista de amigos na rede”, diz.

Os internautas que participam da rede de relacionamento se sensibilizaram com o sofrimento dos pais da garota e tentam ajudar a descobrir o paradeiro da menina. No Orkut, a comunidade Criança desaparecida – Amanda possui 650 membros em dez dias. “Montei a comunidade para que qualquer pessoa até mesmo anônimos possam entrar e dar notícias sobre a Amanda”, explica a moderadora da página, a psicóloga Ana Lúcia Mattioli, 27 anos.

A moradora de São Bernardo viu os pais da menina em um programa de televisão e se comoveu com o drama da família. “Tive contato com eles duas vezes e estamos sempre nos falando por telefone. Achei que divulgando na rede poderíamos conseguir alguma pista sobre a menina. Os pais dela são pessoas maravilhosas e muito humildes. Não têm acesso à internet. Fiz o cadastro da Amanda em uma ONG de Santos que ajuda nas investigações de desaparecimento de crianças”, afirma a psicóloga.

O retrato falado do suspeito do desaparecimento da garota também está percorrendo a rede. “Fiz uma página dedicada a divulgar a cara do suspeito de ter levado a Amanda. Existem pessoas muito solidárias que querem que esta história tenha um final feliz”, afirma Ana Lúcia. Na comunidade, pessoas de todo país demostram solidariedade com os familiares e repulsa ao sequestrador.

No dia 12 de maio, somente duas semanas após o desaparecimento da menina, a polícia publicou o retrato falado do suposto seqüestrador. O desenho foi feito a partir de depoimentos de duas testemunhas que afirmam ter visto a menina acompanhada de um homem branco, com cerca de 1,70 metro, cabelos lisos pretos e olhos claros, no mesmo dia em que Amanda sumiu de casa.

Quem tiver informações sobre o paradeiro da garota ou do homem do retrato falado pode ligar para 4051-2021 (6ºDP de Santo André), 181 (Disque-Denúncia) ou 190 (Polícia Militar). A identidade do denunciante será mantida em sigilo. (Supervisão de Cláudia Fernandes)



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