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Gastos dos ex-prefeitos que concorrem nas eleições


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

24/07/2006 | 08:04


Os quatro ex-prefeitos do Grande ABC que concorrem a vagas para deputado estadual ou federal têm juntos patrimônio de R$ 3.882.650,65, mas pretendem gastar na campanha quase duas vezes mais – R$ 7 milhões, graças ao desembolso dos partidos e a doações. O mais rico do grupo é Newton Brandão (PSDB-Santo André), que declarou na Justiça Eleitoral ter R$ 2.906.022,86.

O segundo é o ex-petista e também tucano José Augusto da Silva Ramos, de Diadema, dono de R$ 549.145,82. Oswaldo Dias (PT-Mauá) declarou ter R$ 440.400,00. A mais pobre é Maria Inês Soares (PT-Ribeirão Pires), que diz ter R$ 135 mil.

Prefeito de Santo André por três gestões (1969-1973, 1983- 1988 e 1993-1996) e deputado estadual entre 1999 e 2002, o médico Newton Brandão, 79 anos, pretende gastar R$ 1,5 milhão para tentar voltar ao Legislativo paulista.

Prefeito de Diadema pelo PT entre 1989 e 1992 e deputado estadual pelo PSDB entre 1999 e 2003, o médico José Augusto da Silva Ramos pretende gastar na campanha R$ 1,5 milhão, três vezes mais do que seu patrimônio.

Já o professor de ensino médio Oswaldo Dias, que administrou Mauá de 1997 a 2004, vai gastar R$ 2,5 milhões, cinco vezes o valor de seus bens. Dirigente escolar e ex-prefeita de Ribeirão Pires por dois mandatos, Maria Inês Soares, 51 anos, pretende gastar R$ 1,5 milhão, 11 vezes mais do que tem.

Com trajetórias diferentes, os ex-prefeitos comungam profissões similares e um mesmo beco político. Os tucanos e médicos Newton Brandão e José Augusto encerraram mandatos de deputado estadual em 2002, foram derrotados no segundo turno de 2004, quando tentaram retomar o governo municipal de suas respectivas cidades, e agora buscam novos mandatos legislativos.

Os educadores petistas Maria Inês e Oswaldo Dias encerraram dois mandatos consecutivos em suas cidades em 2004, e não conseguiram emplacar sucessores. Agora tentam mandatos parlamentares para não cair no ostracismo político.

A riqueza de alguns dos ex-prefeitos locais, para efeito de comparação, é superior à do ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci (PT), candidato a federal que declarou R$ 292.481,97. No entanto, mesmo somada, a fortuna dos administradores locais representa menos de 10% da fortuna declarada pelo ex-prefeito da Capital Paulo Maluf (PP), que listou patrimônio de R$ 38.949.581,00, entre imóveis, cavalos e carros de luxo das marcas Porsche e Mitsubishi.



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