Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 18 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Primeira mulher chega à Suprema Corte da Argentina


Da AFP

28/06/2004 | 18:09


A advogada Elena Highton tornou-se, nesta segunda-feira, a primeira mulher a chegar à Suprema Corte de Justiça da Argentina, marcando assim a democracia no país e dando mais um passo na renovação do alto tribunal que está sendo empreendida pelo presidente Néstor Kirchner.

Além dela, Carmen Argibay, membro do TPI (Tribunal Penal Internacional), está prestes a se juntar ao corpo supremo da corte depois de ter participado na semana passada de uma audiência pública, uma nova instância criada por Kirchner e pela qual também passou Highton.

A advogada, 62 anos, prestou juramento nesta segunda-feira ante o titular da Corte, Enrique Petracchi, em uma cerimônia realizada em Buenos Aires, capital. A atual juíza da Suprema Corte é especialista em mediação, que advoga desde 1973.

Elena Highton substituiu o destituído vice-presidente do máximo tribunal, Eduardo Moliné O'Connor. Ele e outros membros de destaque da maior instância jurídica argentina tiveram de abandonar o cargo por acusações de corrupção durante o governo de Menem (1989-1999).

Argibay, 65 anos, é membro do TPI em Haia, na Holanda, onde são julgados os crimes cometidos durante a guerra da ex-Iugoslávia. Se o Senado aprovar sua nomeação, a Corte será integrada por duas mulheres pela primeira vez na história da Argentina.

Highton formou-se em advocacia em 1966, fez inúmeros cursos de pós-graduação na Universidade de Harvard (EUA) e é autora de cerca de 30 livros, a maioria de direito civil, sua especialidade.

A nomeação de Argibay foi questionada por setores da Igreja que denunciaram seu ateísmo declarado, enquanto Highton teve a oposição da organização Pró-Vida e setores ultracatólicos por sua posição a favor do aborto em alguns casos.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;