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Grande ABC registra 11.84 descargas elétricas neste ano


Evandro De Marco
Tiago Dantas

06/02/2010 | 07:01


A incidência de raios no Grande ABC foi 635% maior em janeiro se comparada ao mesmo período de 2009. O número de ocorrência subiu de 1.611 para 11.841, de acordo com dados do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A cidade mais atingida por relâmpagos é São Bernardo, com 4.940 registros, seguida por Santo André (2.735), Ribeirão Pires (1.450), Mauá (982), Rio Grande da Serra (863), Diadema (570) e São Caetano (301).

Segundo o coordenador do Elat, o pesquisador do Inpe Osmar Pinto Júnior, "os raios estão associados ao aumento de chuva e temperatura. Mas essa associação não pode ser feita de forma simplista." Para o especialista, uma das explicações para a maior incidência de raios pode estar no efeito El Niño - aquecimento das águas do Oceano Pacífico.

A opinião é compartilhada por Maria Glória da Silva Castro, professora de climatologia e hidrografia da FSA (Fundação Santo André). "Os raios estão associados a um tipo específico de nuvem, a acumulus nimbus. O El Niño ajuda a dar mais instabilidade e potencializa a formação de nuvens que, por sua vez, se estão carregadas, aumentam a incidência de raios", afirma a professora.

Osmar explica que "parte da região metropolitana de São Paulo e, mais intensamente o Grande ABC e parte da Zona Leste da Capital, concentram a formação de correntes de ar quente por causa de ‘ilhas de calor', que sobem e encontram ventos úmidos vindos do Litoral, o que provoca a maior incidência de relâmpagos."

Raio - O raio é formado pelo choque de partículas de gelo presentes nas nuvens de tempestade e pode vir tanto do alto quanto ter origem no solo. "São os mais arriscados e ocorrem, geralmente, no topo das montanhas ou de estruturas altas", explica Osmar.

Em geral um raio possui correntes da ordem de 1.000 a 5.000 Ampères (a corrente média de um chuveiro é de 30 Ampères) e possui tensões da ordem de 10 milhões a 100 milhões de Volts (tomadas comuns possuem tensões de 127 Volts ou 220 Volts). A intensidade de um raio que pode provocar uma morte depende muito das condições físicas em que a vítima se encontra. Correntes menores que 1 Ampère ou tensões da ordem de 500 volts já são suficientes para matar.



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