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Ultimato de Abbas ao Hamas chega ao fim


Da AFP

05/06/2006 | 11:36


O ultimato estabelecido pelo líder palestino Mahmud Abbas ao movimento islâmico Hamas para que modere suas posições expira nesta segunda-feira, um dia depois dos confrontos entre palestinos que deixaram cinco mortos em Gaza.

Representantes dos movimentos devem manter as discussões a noite em Ramallah, sob o intermédio de Abbas, assim como em Gaza, onde se encontram os principais líderes do Hamas.

Este "diálogo nacional" busca permitir às facções, sobretudo ao Fatah de Abbas e ao Hamas, chegar a um acordo sobre uma plataforma política que sirva para pôr fim à crise político-financeira que assola os territórios palestinos desde a vitória do Hamas nas eleições legislativas de janeiro.

O principal tema deste "diálogo nacional", que começou em 25 de maio, é a iniciativa elaborada pelos líderes dos grupos palestinos presos em Israel, que propõe o fim dos atentados em território israelense e um reconhecimento implícito do Estado judeu.

Abbas deu ao Hamas um prazo de dez dias para aceitar o chamado "documento dos prisioneiros" caso contrário, submeteria a iniciativa a um referendo dentro de 40 dias.

"O referendo não é um fim em si, e sim um meio. As discussões continuam e temos o dia todo para nos entendermos a respeito do documento dos prisioneiros e, nesse caso, o referendo não será necessário", declarou Abbas em uma entrevista coletiva à imprensa.

"Mas se fracassarmos não teremos outra alternativa a não ser consultar o povo", acrescentou.

O Hamas, que nega a Mahmud Abbas o direito de organizar um referendo, continua se recusando a considerar o documento dos prisioneiros.

Segundo fontes ligadas ao diálogo, o Hamas exige atualmente "uma nova rodada de negociações de duas semanas em Gaza" seguida por conversações no "exterior", para permitir a participação dos líderes no exílio.

O diálogo permanece estagnado enquanto a violência persiste entre partidários do Fatah e do Hamas na Faixa de Gaza.


Violência - Duas agências do Arab Bank em Gaza foram fechadas nesta segunda-feira após terem sido atacadas por funcionários palestinos que protestavam pelo não pagamento de seus salários.

"Houve agressões contra nossas agências por parte de funcionários enfurecidos por não terem recebido seus salários e fomos obrigados a fechá-las", disse este funcionário que pediu anonimato.

Parte dos funcionários palestinos, que não recebiam salários desde março, receberam no domingo o equivalente a um mês.

O Alto Representante para a Política Exterior da União Européia, Javier Solana, afirmou ao término de um encontro com Abbas em Ramallah que a União Européia continua discutindo os mecanismos para continuar a ajuda aos palestinos sem negociar com o governo do Hamas.

"A UE tranqüiliza os palestinos. Não vamos abandoná-los", disse Solana, que havia se reunido antes em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert.



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