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Salários estão ganhando da inflação


Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC
Com AE

06/09/2005 | 08:12


Os reajustes salariais dos trabalhadores brasileiros firmados no primeiro semestre de 2005 foram os melhores desde 1996. A conclusão é de um estudo divulgado segunda-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que aponta aumentos iguais ou superiores à inflação em 83,6% de 347 acordos fechados no período em todo o país.

A segunda melhor marca para os primeiros seis meses do ano foi alcançada em 2004, quando as campanhas do período resultaram em aumentos iguais ou maiores que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para 75,7% das categorias profissionais.

A indústria foi o setor que mais gerou resultados positivos: 78% das negociações tiveram aumento superior ao INPC; o comércio teve 72,5% de reajustes superiores à inflação; e serviços, 53,1%. No resultado global, 65,7% das categorias tiveram aumento real.

Para o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o resultado positivo das negociações foi fruto do decréscimo dos indicadores de inflação, da estabilidade macroeconômica e da expectativa de bom desempenho da economia, tanto neste ano quanto no próximo. "Também tivemos um ajuste bom porque viemos de uma base de reajustes bastante depreciada", afirmou.

A região Centro-Oeste, onde cerca de 80% das negociações implicaram aumento real, apresentou as maiores altas salariais. Em seguida, as regiões Sul e Sudeste apresentaram 71% dos reajustes acima do INPC. Na Região Nordeste, as correções superiores ao índice somaram 49%, enquanto no Norte as altas acima do INPC ficaram em 40%, mesmo porcentual das negociações que resultaram numa correção abaixo da inflação.

Outro levantamento divulgado recentemente também aponta bons resultados para as negociações salariais do primeiro semestre. Um estudo da CUT São Paulo em parceria com o Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), da Unicamp, mostra que 86% das 42 categorias filiadas à central sindical no Estado de São Paulo conseguiram aumentos acima da inflação.

A pesquisa do Dieese tem como base acordos e convenções coletivas de trabalho de diferentes regiões do país – captadas por meio do SAS (Sistema de Acompanhamento de Salários), da própria entidade – e informações prestadas por sindicatos ou publicadas na imprensa.



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