Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 14 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Andrade Vieira acusa diretor do BC


Do Diário do Grande ABC

10/06/1999 | 09:03


No longo depoimento que prestou nesta quarta-feira à CPI do Sistema Financeiro, no Senado, o ex-ministro José Eduardo de Andrade Vieira acusou o atual diretor de Fiscalizaçao do Banco Central, Luiz Carlos Alvarez, de ter agido ilegalmente no papel de interventor no Bamerindus. "Ele comprou papéis lá fora no dia seguinte à intervençao (no Bamerindus) e nao poderia comprar nada", acusou.

Vieira, ex-senador e ex-controlador do Bamerindus, disse ainda que a revista "Veja", em agosto de 1996, noticiou que o funcionário do BC Paulo Roberto Simoes da Cunha seria o interventor no Banco. "E ele confirmou, quase um ano antes, a reportagem de que seria o interventor". Vieira disse que, por isso, afirma que os boatos sobre o Bamerindus saíam do Banco Central. Afirmou que o Bamerindus "foi doado" ao HSBC e que, além de este ter ficado com a parte boa do banco, recebeu "300 milhoes" para reestruturar o Bamerindus, que, segundo o ex-senador, nao precisava dessa reestruturaçao. "O HSBC ficou com o melhor e ainda recebeu milhoes e milhoes para ficar com a parte boa; eles ganharam de presente".

Andrade Vieira pediu uma investigaçao da CPI sobre a ajuda do BC ao HSBC. "Como esse corsário inglês veio para aqui pagando tao pouco e ganhando?", questionou o ex-senador. Ele se declarou ainda muito inconformado com a venda do banco e disse que nao vê explicaçao para a venda do Bamerindus da forma como foi feita.

Segundo Andrade Vieira, era um banco que tinha 1.200 agências no país, em todos os Estados brasileiros, com um sistema de informática preparado para o ano 2000, em que o cliente nao enfrentaria filas, e era uma instituiçao que ocupava o segundo lugar no ranking dos bancos brasileiros e controlava a quarta maior empresa de seguros do País. "A nossa seguradora foi vendida p elo valor patrimonial, sem ágio nenhum", disse.

Acrescentou que, hoje, a parte ruim do Bamerindus, que ficou com os controladores, já foi toda paga ao Banco Central. Vieira relatou aos senadores a decisao do HSBC de lançar no seu balanço de 1995, como prejuízo, o investimento que havia feito na compra de 6% das açoes do Bamerindus. Isso, segundo Vieira, piorou a situaçao do Bamerindus diante do mercado e foi feito com "intençao deliberada" do banco inglês de prejudicar o Bamerindus. Andrade Vieira afirmou ainda que, depois que o sócio do Bamerindus - o HSBC - lançou as açoes como prejuízo, nenhuma outra instituiçao financeira queria mais renovar o crédito com o banco brasileiro.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Andrade Vieira acusa diretor do BC

Do Diário do Grande ABC

10/06/1999 | 09:03


No longo depoimento que prestou nesta quarta-feira à CPI do Sistema Financeiro, no Senado, o ex-ministro José Eduardo de Andrade Vieira acusou o atual diretor de Fiscalizaçao do Banco Central, Luiz Carlos Alvarez, de ter agido ilegalmente no papel de interventor no Bamerindus. "Ele comprou papéis lá fora no dia seguinte à intervençao (no Bamerindus) e nao poderia comprar nada", acusou.

Vieira, ex-senador e ex-controlador do Bamerindus, disse ainda que a revista "Veja", em agosto de 1996, noticiou que o funcionário do BC Paulo Roberto Simoes da Cunha seria o interventor no Banco. "E ele confirmou, quase um ano antes, a reportagem de que seria o interventor". Vieira disse que, por isso, afirma que os boatos sobre o Bamerindus saíam do Banco Central. Afirmou que o Bamerindus "foi doado" ao HSBC e que, além de este ter ficado com a parte boa do banco, recebeu "300 milhoes" para reestruturar o Bamerindus, que, segundo o ex-senador, nao precisava dessa reestruturaçao. "O HSBC ficou com o melhor e ainda recebeu milhoes e milhoes para ficar com a parte boa; eles ganharam de presente".

Andrade Vieira pediu uma investigaçao da CPI sobre a ajuda do BC ao HSBC. "Como esse corsário inglês veio para aqui pagando tao pouco e ganhando?", questionou o ex-senador. Ele se declarou ainda muito inconformado com a venda do banco e disse que nao vê explicaçao para a venda do Bamerindus da forma como foi feita.

Segundo Andrade Vieira, era um banco que tinha 1.200 agências no país, em todos os Estados brasileiros, com um sistema de informática preparado para o ano 2000, em que o cliente nao enfrentaria filas, e era uma instituiçao que ocupava o segundo lugar no ranking dos bancos brasileiros e controlava a quarta maior empresa de seguros do País. "A nossa seguradora foi vendida p elo valor patrimonial, sem ágio nenhum", disse.

Acrescentou que, hoje, a parte ruim do Bamerindus, que ficou com os controladores, já foi toda paga ao Banco Central. Vieira relatou aos senadores a decisao do HSBC de lançar no seu balanço de 1995, como prejuízo, o investimento que havia feito na compra de 6% das açoes do Bamerindus. Isso, segundo Vieira, piorou a situaçao do Bamerindus diante do mercado e foi feito com "intençao deliberada" do banco inglês de prejudicar o Bamerindus. Andrade Vieira afirmou ainda que, depois que o sócio do Bamerindus - o HSBC - lançou as açoes como prejuízo, nenhuma outra instituiçao financeira queria mais renovar o crédito com o banco brasileiro.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;