Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 21 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Mauá entrega plano do Nardini à Justiça

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

30/05/2009 | 07:03


A Prefeitura de Mauá esperou até o último momento para responder ao pedido da Justiça por um plano de ação para o Hospital Doutor Radamés Nardini. O relatório foi protocolado ontem, minutos antes das 19h, prazo limite de adiamento concedido pelo juiz substituto da 2ª Vara Cível, Fábio Franco de Camargo, na terça-feira.

Questionada pelo Diário sobre quais pontos foram atendidos, a Prefeitura não quis se pronunciar. O fato de o documento ter sido protocolado no fechamento do expediente impediu o acesso ao que foi proposto ao juiz como "salvação" para a unidade hospitalar.

O documento entregue no Fórum deveria contar com uma série de determinações. Licitações para contratação de empresa para fornecimento de alimentação, compra de medicamentos, terceirização do serviço de lavanderia e estudo para terceirização do laboratório são pontos estruturais.

O setor de pessoal deveria abranger a Saúde do município como um todo. A Prefeitura precisaria demonstrar o encaminhamento de projeto de lei para conceder prêmios para pronto-socorristas, contratação de agentes comunitários e de combate a endemias, assim como auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos.

Há dois anos, a então promotora da Cidadania de Mauá, Adriana Ribeiro Soares de Morais, entrou com ação civil pública contra a administração municipal. Ela se baseou em relatórios do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) e do Cremesp (Conselho Regional de Medicina), que apontavam total precariedade no atendimento à população.

Irregularidades como falta de médicos e enfermeiros, falhas na infraestrutura e risco de contaminação entre pacientes e profissionais foram motivadores do processo. Em julho de 2007, a juíza da 2ª Vara Cível, Letícia Fraga Benitez, concedeu liminar contra a Prefeitura por entender que havia provas suficientes das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

Houve a exigência de resolução imediata dos problemas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O valor começou a se acumular em fevereiro de 2008 e o total já passa dos R$ 4 milhões. A promotoria não executa a cobrança por entender que seria algo ainda mais prejudicial à população de Mauá.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;