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BBB em tempo de Twitter


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

07/02/2010 | 07:02


São dois fenômenos: o Big Brother Brasil 10 e o Twitter. É difícil mensurar qual impulsiona qual, mas o fato é que ambos se complementam em notoriedade.

A casa é repercutida na maior parte do Brasil pelas edições que a Globo exibe após a novela. No Twitter, com presença maciça de fãs do BBB, o debate entra em pauta 24 horas por dia, com o escoamento dos acontecimentos, a amplificação da participação do público e a polemização do dia a dia dos participantes.

Tessália, participante que recebeu convite para participar do programa através da notoriedade que adquiriu no Twitter, viveu situação inédita e no mínimo irônica. Ficou entre os termos mais falados no mesmo site, a maioria contra ela.

Em maior parte dos casos dotados de bom humor, os tweets revelam verdadeiras pérolas que interrelacionam temas e acirram o debate.

Brincando com os 78% de votos que Tessalia recebeu para sair da casa em um paredão que teve mais de 30 milhões de votos, e culpando a porcentagem pela suposta relação sexual que a participante teve na casa, um usuário postou que Dilma Roussef, provável candidata à presidência pelo PT, também deveria ir para debaixo do edredom para conseguir o mesmo número de votos.

"O Twitter elimina as barreiras da comunicação. Nele, todos não só recebem informação e opiniões, mas trocam", conta Carlos Augusto Pinheiro, especialista em mídias sociais da PUC-RJ

Para Hilário Júnior, o @metheoro, que com mais seis pessoas escreve o blog www.afinidadebrasil.com.br, através do Twitter, o público, que só tinha opinião através do voto, tem voz ativa nos rumos do programa. "Prova disso é o @Ticostacruz ter mobilizado fãs e conseguido convite para levar a banda Detonautas no BBB ou então o @boninho (diretor do programa), que sempre toca, nas festas da casa, as músicas que pedem pelo twitter."

Há boa oferta de cultura na rede

Sites de relacionamento como o Orkut e o Facebook já ajudam a turma ligada em cultura e entretenimento a se manter informada. Quem tem interesses mais específicos, no entanto, tem à disposição uma série de redes virtuais que se dedicam à troca de conteúdo.
Plataformas como a Last.FM, Skoob, Icecreen, MovieMobz e DevianART (veja mais no quadro à esquerda) são exemplos de como é possível consumir cultura, de quebra, fazer parcerias que facilmente transcendem a web.

"Por meio das mídias sociais, você tem condições de levar as pessoas para as ruas para difundir determinado acontecimento. Isso aconteceu e ainda acontece para os protestos no Irã e até para brincadeiras do tipo: ‘vamos nos encontrar no metrô para dançarmos'", lembra o historiador da ciência José Luiz Goldfarb, professor da PUC-SP que conseguiu arrecadar 78 mil livros em uma campanha de incentivo à leitura que teve na internet sua principal base.

A internet como vilã do isolamento social é uma discussão ultrapassada, acredita o especialista. "Se você desligasse os computadores não resolveria esse problema. Acho o contrário: por essas redes, você consegue resgatar pessoas que costumam ficar sozinhas."

A informação concentrada é das principais vantagens das redes específicas apontadas pelos usuários. "Gosto bastante dos eventos relacionados, pois você pode informar a localização e acompanhar eventos próximos ou até mesmo ver o que está rolando pelo mundo", aponta Josélia Leite Costa, 21 anos, estudante de Publicidade de São Bernardo. Usuária da Last.FM, a garota não aprofundou amizades feitas via site, mas diz apreciar encontrar pessoas de perfil semelhante. "Às vezes mesmo sem esse lance da internet a gente faz esse tipo de coisa, tenta se aproximar de algo ou alguém pelos interesses musicais, por literatura, e por aí vai", diz. (Ângela Corrêa)



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