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Polícia Técnico-Científica ganha destaque


Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

01/02/2009 | 07:00


Ao completar 11 anos de autonomia, no próximo dia 9, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica tem muito a comemorar. A partir de março, o prédio, que atualmente é dividido com o Denarc (Departamento Estadual de Narcóticos), passará a ser ocupado somente pela superintendência. Além disso, de um orçamento anual de R$ 2,5 milhões, passou a receber R$ 10 milhões para gerenciar as equipes. A SSP (Secretaria de Segurança Pública), que compreende o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e as polícias Civil e Militar, tem um orçamento anual de R$ 8,7 bilhões.

 Juntos, IC (Instituto de Criminalística) e IML (Instituto Médico-Legal), os dois órgãos que dão alicerce à superintendência, produzem anualmente um milhão de laudos. "Por determinação do governador (José Serra), teremos mais espaço. Temos equipamentos modernos chegando do Exterior e precisamos de um prédio à altura", diz o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli.

 Ao todo são 114 unidades do IC espalhadas pelo Estado para atender os 645 municípios. Na capital são seis unidades do IC e mais seis do IML. Estas unidades são divididas em núcleos e equipes. "Aqui na sede temos equipamentos de última geração que dão suporte para todas as unidades. Quando surge algum caso que exige análise mais bem elaborada, com equipamentos mais sofisticados, temos condição de fazer. Exemplo é o caso da menina que morreu em um navio no início do mês. O IML de São Sebastião colheu amostras e mandou para o laboratório de São Paulo para complementar o laudo", explica Perioli.

 A Polícia Técnico-Científica vem ganhando destaque nos últimos anos. Desde o acidente com o avião da TAM, em julho de 2007, o órgão tem recebido visitas de peritos do Brasil inteiro. "A Polícia Científica do Estado é a maior do Brasil e uma das maiores da América Latina. O trabalho realizado no acidente da TAM foi exemplo para o mundo. Fizemos o reconhecimento de todos os corpos em tempo recorde", afirma Perioli.

 Para se ter uma ideia de como a Polícia Técnico-Científica vem crescendo, no último concurso realizado, 18 mil pessoas se inscreveram para 369 cargos, média de 48,7 candidatos por vaga. O vestibular da USP (Universidade de São Paulo), um dos mais concorridos do Brasil, teve média de 12,9 candidato por vaga na primeira fase.

 A Polícia Técnico-Científica conta atualmente com 3.600 profissionais divididos entre IC e IML. O trabalho do perito é analisar tecnicamente o local do crime ou acidente. Ele deve observar todos os vestígios ao redor da cena, colher possíveis provas para análise em laboratório e, depois, chegar a uma conclusão sobre a verdade do fato. "Sempre que uma situação deixar vestígios, a autoridade policial solicita a presença do perito e ele se dirige ao local do fato em busca de vestígios para fornecer subsídios de ordem técnica e material para nortear a investigação e, se for o caso, chegar ao autor do delito", diz Perioli.

 Para o superintendente, o trabalho da perícia é extremamente importante. "Embora no sistema jurídico brasileiro não exista hierarquia entre as provas, a perícia é sempre a mais confiável porque trabalha com elementos de ordem técnica", finaliza Perioli.



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