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Kandahar é abandonada por maioria da população


Das Agências

31/10/2001 | 08:48


O quartel general dos talibãs foi arrasado, a transmissão de sua rádio interrompida pelos Estados Unidos e os símbolos do poder da milícia islamita duramente atingidos em sua praça forte de Kandahar, informam os habitantes ainda presentes na cidade.

Objetivo primordial por ser a sede do poder talibã, esta cidade do sudeste do Afeganistão, que tinha 200 mil habitantes, é atualmente um local destroçado e abandonado por 80% de sua população, segundo as agências humanitárias.

Em Kandahar se encontram as residêncais do chefe supremo dos talibãs, o mulá Mohammad Omar, e seu "convidado" Osama Bin Laden.

"Suas casas foram completamente arrasadas. O Estado Maior dos talibãs no centro da cidade está completamente destruído", relatou um dos habitantes que, junto com um grupo de jornalistas estrangeiros, foi autorizado a entrar em Kandahar.

"Inclusive o Departamento da Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (a temida polícia religiosa dos talibãs) foi destruído, e, aparentemente, quando souberam da notícia, as pessoas começaram a comemorar nas ruas", relatou a testemunha. O Departamento da Promoção da Virtude e Prevenção do Vício encarna o aspecto mais visivelmente repressivo dos talibãs.

Os Estados Unidos também conseguiram interferir nas ondas da rádio dos talibãs para difundir música (proibida pelo regime) e mensagens de propaganda pedindo aos habitantes que não apóiem o regime e para que os combatentes desertem das fileiras dos talibãs. Mensagens que aparentemente até agora não produziram efeito, pois os habitantes indicaram fazer pouco caso desta "propaganda mentirosa".

Com fatalismo, um motorista de táxi, Mohammad Sarwar, explica que os civis que ficaram em Kandahar "já não estão assustados com os bombardeios americanos". "No começo, havia um pouco de medo. Mas agora nos acostumamos", explicou.

Segundo outro habitante, os bombardeios americanos não estão dirigidos contra os civis e sim contra as instalações militares dos talibãs, situadas na periferia da cidade. "Os aviões sobrevoam os objetivos, largam as bombas, e então as pessoas contém a respiração e espera onda vai cair", acrescentou. "Antes, tinham o costume de bombardear à noite, mas parece que mudaram de tática e agora atacam de manhã".

A cidade se converteu num cenário devastado e tomado pelas moscas. Sem água, eletricidade ou instalações sanitárias, entre o frio glacial das noites e o calor infernal do dia, os habitantes que ficaram procuram sobreviver. As pessoas saem à noite em busca de comida, revirando entre os escombros das casas, como "cães", segundo um habitante.

Por sua parte, os talibãs circulam durante o dia e parecem desaparecer da cidade quando cai a noite, precisou.



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