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Setor automotivo tem forte revés em outubro


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

05/11/2005 | 08:01


O fraco desempenho do segmento de caminhões e o dólar baixo foram responsáveis pela desaceleração de até 7,9% nos principais indicadores da indústria automobilística em outubro, ante o mês anterior. Balanço divulgado sexta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) aponta quedas na produção, nas vendas no mercado interno e nas exportações de veículos no período. No acumulado do ano, o setor ainda apresenta bons resultados.

A redução mais acentuada ocorreu na produção de veículos. O número de automóveis fabricados de um mês para outro caiu de 207.692 para 191.326 unidades. Em relação a outubro do ano passado, houve um tímido crescimento de 0,5% com a montagem de 190.302 carros.

Na avaliação do presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, esse recuo é motivado por duas situações. Uma delas foi a baixa acentuada, de 11,8%, na produção de caminhões – passou de 11.492 para 10.138 unidades –, pressionada pelo desempenho negativo do setor agrícola no país. A área de caminhões é um dos segmentos que atende diretamente o ramo de atividade rural.

"A queda da renda agrícola acaba impactando diretamente nesse segmento porque os agricultores restringem investimentos, muitos deles na aquisição de caminhões, considerados bens de capital", disse Golfarb.

Calendário – Outro motivo apontado pelo presidente da Anfavea foi novamente o efeito calendário, pois outubro teve um menor número de dias úteis em relação a setembro. Foram 20 dias, contra 23 no mês anterior. Para ele, a greve nas três fábricas da Volkswagen no Estado, no mês passado – São Bernardo, Taubaté e São Carlos –, também contribuiu para a queda, mas em menor grau de importância.

Já o volume de exportações de veículos e tratores também contabilizou recuo expressivo: de 7,2% no período. Caiu de US$ 1,044 bilhão em setembro para US$ 969,24 milhões no mês passado. Segundo Golfarb, a atual taxa de câmbio (sexta-feira fechou em R$ 2,21) e a escalada dos custos de produção contribuíram para essa baixa.

Ele também destacou que a liberação das linhas de crédito para incentivar as exportações pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) atenua os prejuízos causados pela valorização do real ante o dólar. "No entanto, isso não resolve o problema totalmente." O crédito é de US$ 853 milhões e foi liberado para a Volks, Ford, GM e Fiat.

No anúncio de sexta-feira, a Anfavea também apontou a mesma tendência de queda no licenciamento de veículos, o principal termômetro das vendas. Pelos dados da entidade, a baixa foi de 4,6%. Recuou de 144.354 para 137.710 unidades.

Acumulado – Mesmo com o desempenho negativo em outubro, o acumulado do ano constata altas significativas, destaca o balanço mensal da Anfavea. De janeiro a outubro, houve um aumento de 35,9% nas exportações, se comparado ao mesmo período de 2004. O mesmo acontece com as vendas internas e produção. Os dois segmentos tiveram aumentos de 8,8% e de 11,8%, respectivamente.



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