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Instituto Butanta inaugura 4 laboratórios esta 3ª


Do Diário do Grande ABC

25/10/1999 | 08:36


O Instituto Butanta inaugura esta terça-feira (26) quatro laboratórios. Com as novas unidades e a reconstruçao e ampliaçao das instalaçoes existentes, o Brasil dá um passo definitivo para a auto-suficiência na produçao de vacinas, segundo declaraçoes do presidente da Fundaçao Butanta, Isaías Raw. A expectativa é a de que o país passe a exportar, em breve, os excedentes produzidos, o que poderá criar renda para aumentar as pesquisas nacionais na área de imunologia.

O instituto vai fabricar, entre outros, imunizantes contra a gripe e a meningite do tipo B. O valor total da construçao dos quatro laboratórios e das reformas em execuçao está estimado em US$ 10 milhoes. Parte da verba está prevista no orçamento do instituto. O restante será coberto pela Fundaçao Butanta.

"Esses investimentos fazem parte de um esforço para resolver problemas em que a iniciativa privada nao tem interesse", disse Raw. O presidente da fundaçao cita como exemplo o desenvolvimento de vacinas para doenças típicas de países pobres, como a esquistossomose e a malária.

Nos novos laboratórios, será produzida a vacina contra a meningite do tipo B, desenvolvida pelo próprio Butanta, em associaçao com o Instituto Adolfo Lutz e a Fundaçao Instituto Oswaldo Cruz. A vacina cubana, usada até agora na imunizaçao durante epidemias localizadas, nao funciona bem em crianças de até 2 anos - período em que a doença é mais perigosa. O instituto também produzirá a toxina botulínica, usada no tratamento do botulismo (doença causada pela ingestao de alimentos contaminados, especialmente o palmito), o surfactante peitoral (espécie de detergente que facilita o funcionamento dos pulmoes de bebês prematuros) e a eritropoietina (hormônio produzido pelos rins, usado em pacientes em tratamento de hemodiálise para evitar a morte por anemia).

Hoje, o Instituto Butanta é considerado pela Organizaçao Mundial da Saúde (OMS) um dos laboratórios líderes no campo de vacinas. Conhecido pela produçao de soros antiofídicos, atualmente, o Butanta fornece metade das vacinas usadas no Brasil. O restante é produzido por pequenos laboratórios ou importado.

Na mesma solenidade, será assinado um convênio entre o instituto e a empresa francesa Pasteur Mérieux Connaught, líder mundial no setor de imunizaçao, para a transferência da tecnologia da vacina contra a gripe. Já em 2000, o Butanta produzirá o imunizante a partir de um imunizante pré-fabricado na França. Segundo o presidente da Fundaçao Butanta, com essa aquisiçao, será possível desenvolver em três ou quatro anos a tecnologia própria para a fabricaçao integral da vacina no Brasil.

"Sem esse convênio poderíamos levar uma década para desenvolvê-la", afirmou Raw. Nessa parceria com a Pasteur, o Ministério da Saúde investirá US$ 16,4 milhoes e o Instituto Butanta, mais US$ 4 milhoes.



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