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Hospitais precisam de doações de sangue e leite


Do Diário do Grande ABC

03/02/2005 | 13:27


No período que antecede o Carnaval, os bancos de sangue enfrentam problemas para captar doadores voluntários. O mesmo ocorre nos meses de dezembro e janeiro a cada ano. No Grande ABC, o número de doadores caiu 30% desde as festas de fim de ano. O motivo para a queda, de acordo com profissionais que trabalham nos postos de coleta, diz respeito às férias. Os voluntários começaram a desaparecer no início de dezembro.

De acordo com Ana Maria Brigatti, coordenadora do banco de sangue do Hospital Anchieta, em São Bernardo, as pessoas também se negam a doar sangue por medo. “Acho engraçado o receio que alguns têm. Todo o material é descartável. Além disso, 30 dias após a doação, a pessoa tem acesso a resultados de seis tipos de exame – HIV, chagas, sífilis e hepatite do tipo A, B e C.”.

O sangue de que os bancos mais necessitam são os de fator Rh negativo. Somente cerca de 25% da população tem esse fator, por isso, o número de bolsas armazenadas é pequeno. No Grande ABC, há sete postos de coleta.

Leite – Não só os bancos de sangue sofrem com a falta de doadores nesse período do ano. Nos bancos de leite humano do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e do HMU (Hospital Municipal Universitário) de São Bernardo, o sumiço de voluntários também é sentido.

De acordo com a nutricionista Nerli Pascoal Andreassa, responsável pelo banco de leite do HMU, a redução de doadoras nessa época do ano é normal. “As doações caem principalmente por causa das férias.” Para se ter uma idéia, em novembro, a quantidade de leite arrecadada pelo HMU foi de 230 litros. Em janeiro, caiu para 123 litros. “O problema é que o número de bebês que necessitam do leite não diminuiu”, diz Nerli.

A situação no Hospital Estadual Mário Covas é ainda pior. O banco de leite trabalha com apenas dez litros no estoque, quando o ideal seria 140 litros. De acordo com a nutricionista e responsável pelo setor, Shirlei Tessarini, com a chegada do Carnaval a tendência é de que o estoque diminua ainda mais. “O hospital necessita de novas doadoras que complementem o estoque. Atualmente, tudo que coletamos é utilizado de imediato.”

A coleta do leite materno é domiciliar. Os hospitais se encarregam de mandar buscá-lo na residência da doadora. A curiosidade é que o leite é retirado na casa da voluntária pelo Corpo de Bombeiros. Uma nutricionista segue até a residência de cada doadora para acompanhar o processo e armazenar corretamente o leite.

O pré-requisito é que a doadora tenha dado à luz há pelo menos 40 dias e esteja amamentando o bebê até o sexto mês. A doadora também tem de ter feito pré-natal e não pode ter histórico de doenças como hepatite ou Aids. O leite coletado deve ser colocado no congelador ou freezer.


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