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A bicicleta e o transporte público

Os acidentes com bicicletas voltaram à ordem do dia. Ocorre manifestação...


Dgabc

19/03/2012 | 00:00


Artigo

Os acidentes com bicicletas voltaram à ordem do dia. Ocorre manifestação em busca do respeito ao ciclista, e o tema repercute em diversos pontos do País, onde os condutores das magrelas frequentemente são vítimas na disputa de espaço com automóveis, ônibus e caminhões. Mas, mesmo com o grande número de ocorrências, setores da comunidade e até autoridades insistem em fazer a bicicleta voltar a ser meio de transporte nas metrópoles. Ignoram que a preferência de décadas pelo veículo motorizado engoliu os espaços antigamente ocupados pelas bicicletas nas ruas e avenidas. O aumento da frota torna esses espaços insuficientes até para o próprio carro.

Os defensores da bike como meio de transporte argumentam que o veículo de propulsão humana é largamente utilizado na Europa, Japão e em outras partes do mundo. Mas se esquecem que nesses lugares há a tradição de se andar de bicicleta, nunca rompida como aqui, e o seu uso como meio de transporte é opção, não modismo. Também não se atentam para o rigor lá existente no trânsito, onde qualquer dos entes que comete infrações recebe pesadas multas e, dependendo da gravidade, pode até ir para a cadeia. Ainda poderiam levar em consideração questões topográficas e de distância entre origem e destino. Andar de bicicleta pode ser saudável, econômico e até divertido, mas fazê-lo com segurança depende de uma série de variáveis infelizmente ausentes no trânsito de nossas grandes e médias cidades.

Numa sociedade como a brasileira, onde além de meio de transporte o automóvel é considerado símbolo de status e poder, as ruas e avenidas foram preparadas exclusivamente para o veículo automotor. As bicicletas foram relegadas às condições de brinquedo de criança, transporte de trabalhador muito pobre e periférico, ou de equipamento esportivo. Seu uso pela grande massa não é uma das prioridades brasileiras, apesar do esforço dos aficinados e até da demagogia de governantes que implantam ciclovias inviáveis e perigosas. No entanto, o grande fator de risco ao uso de bicicletas em nossas vias públicas não está no trânsito, mas na educação, tanto dos motoristas quanto dos próprios ciclistas. Diante de tantos problemas, seria mais fácil os defensores da bicicleta, em vez de tentar impor o seu uso no caótico trânsito das cidades, exigirem das autoridades a implantação de meios eficientes e seguros de transporte público.

Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente e dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo.

PALAVRA DO LEITOR

Piora na situação

A presidente Dilma acertou ao trocar os líderes do governo na Câmara e no Senado, mas poucos apostam no êxito dos substitutos. O irritadiço Arlindo Chinaglia (PT-SP) colecionou desavenças quando presidiu a Câmara, e faltam ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM) jogo de cintura e experiência. Tidos como arrogantes, eles não conhecem a paciência e a humildade, atributos essenciais a um líder do governo. Chinaglia é de facção rival à liderada por Lula, no PT, e Eduardo Braga contesta Renan Calheiros, que lidera a maioria do PMDB. A escolha de Arlindo Chinaglia, político desprezado por Lula, pode agravar o desagrado do ex-presidente com algumas decisões de Dilma. A troca do líder afrontou José Sarney e Renan Calheiros, cuja força no PMDB e no Senado a presidente Dilma faz mal em subestimar. Contra bebidas alcoólicas na Copa, o novo líder do governo, Arlindo Chinaglia, já mudou de posição. Propõe agora aumentar a fiscalização.

Luizinho Fernandes, São Bernardo

Resposta

Em resposta à carta do leitor Cecél Garcia (Nair Lacerda, dia 10), a Prefeitura de Santo André informa que: as observações do munícipe só são pertinentes com relação ao item iluminação, cuja manutenção já está agendada conforme cronograma. A Biblioteca Nair Lacerda recebe atenção constante no que se refere às instalações e ao acervo. No último ano, a Prefeitura de Santo André melhorou a infraestrutura de acesso com a instalação de corrimãos em todas as escadas internas da Nair Lacerda. Também comprou computadores para o Telecentro, que funciona no local, além de outros equipamentos de informática para a área administrativa. Investiu, ainda, R$ 30 mil na compra de acervo. Estabeleceu convênio com a Fundação Biblioteca Nacional para doação de 10 mil volumes, além de ter implementado o espaço infantil e adquiriu novo acervo para esse público.

Prefeitura de Santo André

Prédios velhos Iapi

Venho por meio deste espaço mostrar a indignação de parte da população do Iapi, Vila Guiomar, Santo André, com a administração andreense quanto à manutenção das áreas públicas desse conjunto residencial denominado popularmente como ‘prédios velhos'. O parque infantil do local está coberto de mato; a cancha de malha, escondida entre o matagal, não permite seu acesso; o campinho nesses quase quatro anos de administração não recebeu uma única manutenção. Tudo isso foi alvo de pedido de vereador na Câmara, mas parece que o prefeito e seus secretários têm coisas mais importante para fazer do que atender essas solicitações. Portanto, prefeito, o senhor está convidado a passear no Iapi e ver pessoalmente o estado em que se encontram as áreas públicas em questão. Com certeza será bem recebido, pois somos povo ordeiro e pacífico, mas honrados e com direito a escolher nossos mandatários.

Roberto Gomes da Silva, Santo André

Mauá

Em resposta ao leitor Paulo Roberto Pereira (Vanessa Damo, dia 16), manifesto minha indignação com a postura deste senhor de defender a malversação do dinheiro público. Exigir que o prefeito da cidade de Mauá esclareça as suspeitas de fraude que pesam sobre as licitações da Sama é minha obrigação como representante do povo. Quanto aos ataques gratuitos feitos a mim, à minha família e especificamente ao meu pai, devo dizer que tenho um profundo orgulho de ser filha de quem sou, de pertencer à família Damo, que, desde os primeiros anos de Mauá, ajudou a cidade a crescer e desenvolver-se social e politicamente. A família Damo tem empresas na cidade, emprega muitas pessoas, paga impostos e também faz muita ação social em Mauá. Se o senhor e o seu partido vermelho, para acobertar as maracutaias deste governo que está esmagando o cidadão mauaense, querem me criticar como pessoa pública, têm direito, mas lembrem-se de observar os atos da vereadora ou da deputada Vanessa Damo. Orgulho-me das conquistas para Mauá. Quanto ao meu partido, é preciso lembrar que o PMDB foi um dos responsáveis pelo restabelecimento da democracia no Brasil. Se hoje o senhor tem liberdade para me atacar, deve-a, em grande parte, à luta do PMDB contra o arbítrio. Como democrata que sou, defendo e defenderei sempre essa liberdade, mesmo que ela se exerça com o objetivo torpe de desviar a atenção da opinião pública dos malfeitos da atual administração de Mauá.

Deputada estadual Vanessa Damo, Mauá 



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