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S.Bernardo assina acordo para reurbanizar favelas


Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

21/02/2001 | 01:06


A Prefeitura de São Bernardo e a Caixa (a antiga Caixa Econômica Federal) deram início nesta terça a um convênio com investimentos totais de R$ 80 milhões (R$ 48 milhões da Caixa e R$ 32 milhões da Prefeitura) para obras de recuperação ambiental e reurbanização em cinco favelas da cidade, incluindo a construção de 2.252 apartamentos populares para abrigar os moradores.

O primeiro convênio foi assinado terça à tarde no gabinete do prefeito Maurício Soares, liberando R$ 1,6 milhão para obras de infra-estrutura na favela do Jardim Esmeralda, na parte Sul da cidade. Também serão reurbanizados os jardins Silvina, do Lago, Ipê e Esperança. As obras devem começar ainda este mês, e estão a cargo da construtora OAS.

O projeto todo deve durar cerca de 4 anos. A reurbanização inclui saneamento, reassentamento das famílias em prédios, recuperação ambiental das áreas degradadas e regularização dos lotes. O convênio prevê também a canalização de 8,7 km de córregos, beneficiando 16,7 mil famílias. As áreas já têm rede elétrica. As famílias que irão comprar os 2.252 apartamentos previstos no convênio terão financiamento da Caixa para adquiri-los.

A primeira etapa do projeto consumirá R$ 1,6 milhão e deve ser concluída até o fim do ano. “A verba será liberada aos poucos, até porque a Prefeitura tem de dar uma contrapartida de 40% em cada investimento da Caixa e temos de obedecer nosso próprio orçamento”, disse o prefeito Maurício Soares.

“Com este primeiro investimento de R$ 1,6 milhão, construiremos moradia para as primeiras 28 famílias e faremos a infra-estrutura para as outras 300 que serão reassentadas no Jardim Esmeralda. Somente neste núcleo, o investimento será de R$ 26 milhões, sendo R$ 15 milhões para habitação e R$ 11 milhões para canalização e urbanização”, explicou o prefeito.

Enquanto a construtora estiver preparando a estrutura e construindo os prédios novos, as famílias ficarão em alojamentos provisórios. “Enquanto isso, preparamos a infra-estrutura e construímos os apartamentos. Quando estiver tudo pronto, podemos levar as famílias de volta para o lugar já reurbanizado, com ruas pavimentadas, prédios e canalização de água e esgoto.”

Além das áreas que serão reurbanizadas, outros trechos degradados terão recuperação ambiental. “Vamos regularizar a situação destas áreas com água, esgoto, drenagem de águas pluviais, pavimentação das favelas e reassentamento das famílias. O plano ainda prevê a recuperação das áreas ambientais degradadas pela presença destas favelas e pela ação humana em geral”, contou Maurício Soares.



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