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A cor da rua

Estamos todos esperando pelo Natal e por um Ano-Novo repleto de esperança e oportunidades. Mas, nem para todos é assim


Cláudio Conz

21/12/2012 | 00:00


Esta época do ano nos inspira generosidade. Estamos todos esperando pelo Natal e por um Ano-Novo repleto de esperança e oportunidades. Mas, nem para todos é assim.

Nos últimos 15 anos, além das minhas atividades de mercado, tenho me dedicado a buscar soluções práticas que envolvam a situação dos moradores de rua da cidade de São Paulo. Presidi a Associação Minha Rua Minha Casa, um centro de convivência no viaduto do Glicério, em São Paulo, cujo principal objetivo era construir uma escada para aqueles que, de alguma forma, tinham vontade de se integrar à sociedade e não conseguiam nenhum tipo de ajuda.

Com o tempo, foi ficando muito claro que o maior problema da rua estava na falta de uma política pública de saúde que abrisse as portas do sistema em áreas onde as ONGs (Organizações Não Governamentais) tinham dificuldade de operar, pela necessária especialização no tratamento de doenças mentais na questão das drogas e, principalmente, do alcoolismo.

Desde 2010, tenho também trabalhado como presidente da OAF (Organização de Auxílio Fraterno), entidade que há 57 anos atua para a melhoria da qualidade de vida da população carente. O Projeto A Cor da Rua é fruto de uma análise do cenário das necessidades da população em situação de rua na cidade de São Paulo, da experiência do projeto "Terapia pela Arte" realizado em 2010 na Tenda do Parque Dom Pedro e pela experiência do projeto "Queremos Viver" realizado em 2012 na OAF.

O objetivo principal é o de integrar os recursos comunitários (formais e informais) no cuidado às pessoas em situação de vulnerabilidade social. O modelo integra intervenções culturais às ações de saúde e da assistência social. É estruturado na educação popular e na formação de profissionais da rede pública. As ações de aprendizagem participativa e intervenções culturais são desenvolvidas de maneira integrada às ações da saúde e assistência social.

O projeto é apoiado pela USP e Unifesp, entidades que acompanham e avaliam os resultados.

Entender o que acontece com essas pessoas e combinar ações do poder público com a atuação das ONGs é de suma importância para que possamos conseguir dar conta deste problema que aflige as grandes cidades brasileiras, em especial, o Centro de São Paulo. É preciso unir forças e entender que estas pessoas precisam de cuidados mentais, precisam conseguir se livrar das drogas e do álcool e isso é, sem dúvida, uma questão de saúde pública. Apenas com ação conjunta entre o poder público, o privado e o voluntariado será possível vislumbrar a solução do problema e a reintegração total dessas pessoas à sociedade.



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