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Em Santo André, Lula critica Serra e desafia governos tucanos


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

04/06/2006 | 08:34


O tom de campanha marcou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sábado, durante a cerimônia de inauguração do novo centro do Consórcio Social da Juventude do Grande ABC, em Santo André. Aproveitando o ambiente ligado ao ensino profissionalizante, Lula afirmou que pretende realizar o “milagre da Educação no País”. A afirmação futurista reafirma a disposição cada mais explícita do petista em disputar a reeleição. Assim como tem feito nos últimos dias, voltou a atacar os governos Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin. A novidade de sábado ficou por conta da inclusão do nome do ex-prefeito de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, às críticas na área de Educação. “Não chegamos nem a quatro anos de governo e vocês podem pegar na história do Brasil quem foi que fez mais”, desafiou.

Mesmo sem usar o nome de Serra, Lula reclamou que durante um ano aguardou, por parte da prefeitura paulistana, o preenchimento das vagas do Projovem, programa federal de qualificação profissional, o que acabou não acontecendo. “Nem todos os prefeitos entenderam que o Projovem seria a princípio um programa para as capitais, onde estavam as grandes concentrações de jovens morando em periferias. Em São Paulo nós colocamos 30 mil vagas a disposição do prefeito e lamentavelmente ficamos um ano esperando e ele não preencheu as vagas. Aí nós tomamos a decisão de estender para as regiões metropolitanas”.

Lula falou da falta de investimentos em universidades públicas no estado de São Paulo, em clara referência à gestão de Alckmin, com quem Lula disputa, por enquanto nas pesquisas, a preferência do eleitorado para a sucessão presidencial. “Em São Paulo, que é o estado mais rico, 82% dos jovens estudam em universidades privadas. Apenas 18% estudam em universidade pública”.

Décadas perdidas – O assunto Segurança também marcou presença no discurso de sábado de Lula, em mais um ataque aos tucanos. Ele disse que os membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) e internos da Febem são resultados das “décadas perdidas”, referindo-se ao período de 1980 a 2000. “Nesses anos a economia brasileira esteve estagnada. É uma geração de jovens. Precisamos investir nos jovens agora, ontem e não depois de amanhã, porque será tarde”.

Lembrando a campanha de 2002, Lula terminou o pronunciamento falando de esperança. “Vocês não podem perder a esperança. Vocês têm de acreditar que o Brasil não vai jogar fora a oportunidade dele no século XXI”, disse, referindo-se ao cerca de dois mil jovens de entidades sociais presentes no evento.

A tarefa de reafirmar as críticas a Serra na área de Educação ficou com o senador Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT ao governo estadual. “Ele não preencheu as vagas do Projovem porque deveria estar muito preocupado com a candidatura à presidência da República (chegou a disputar com Alckmin a escolha do partido, mas foi vencido pelo ex-governador). O compromisso de Serra com São Paulo nunca existiu. Ele não está motivado a ser candidato ao governo do Estado. O grande adversário do Serra é o Alckmin”.

Além de Lula e Mercadante, também marcaram presença no evento o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o prefeito de Santo André, João Avamileno, o vice-prefeito de Diadema, Joel Fonseca, além de deputados estaduais e federais da legenda.


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Em Santo André, Lula critica Serra e desafia governos tucanos

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

04/06/2006 | 08:34


O tom de campanha marcou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sábado, durante a cerimônia de inauguração do novo centro do Consórcio Social da Juventude do Grande ABC, em Santo André. Aproveitando o ambiente ligado ao ensino profissionalizante, Lula afirmou que pretende realizar o “milagre da Educação no País”. A afirmação futurista reafirma a disposição cada mais explícita do petista em disputar a reeleição. Assim como tem feito nos últimos dias, voltou a atacar os governos Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin. A novidade de sábado ficou por conta da inclusão do nome do ex-prefeito de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, às críticas na área de Educação. “Não chegamos nem a quatro anos de governo e vocês podem pegar na história do Brasil quem foi que fez mais”, desafiou.

Mesmo sem usar o nome de Serra, Lula reclamou que durante um ano aguardou, por parte da prefeitura paulistana, o preenchimento das vagas do Projovem, programa federal de qualificação profissional, o que acabou não acontecendo. “Nem todos os prefeitos entenderam que o Projovem seria a princípio um programa para as capitais, onde estavam as grandes concentrações de jovens morando em periferias. Em São Paulo nós colocamos 30 mil vagas a disposição do prefeito e lamentavelmente ficamos um ano esperando e ele não preencheu as vagas. Aí nós tomamos a decisão de estender para as regiões metropolitanas”.

Lula falou da falta de investimentos em universidades públicas no estado de São Paulo, em clara referência à gestão de Alckmin, com quem Lula disputa, por enquanto nas pesquisas, a preferência do eleitorado para a sucessão presidencial. “Em São Paulo, que é o estado mais rico, 82% dos jovens estudam em universidades privadas. Apenas 18% estudam em universidade pública”.

Décadas perdidas – O assunto Segurança também marcou presença no discurso de sábado de Lula, em mais um ataque aos tucanos. Ele disse que os membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) e internos da Febem são resultados das “décadas perdidas”, referindo-se ao período de 1980 a 2000. “Nesses anos a economia brasileira esteve estagnada. É uma geração de jovens. Precisamos investir nos jovens agora, ontem e não depois de amanhã, porque será tarde”.

Lembrando a campanha de 2002, Lula terminou o pronunciamento falando de esperança. “Vocês não podem perder a esperança. Vocês têm de acreditar que o Brasil não vai jogar fora a oportunidade dele no século XXI”, disse, referindo-se ao cerca de dois mil jovens de entidades sociais presentes no evento.

A tarefa de reafirmar as críticas a Serra na área de Educação ficou com o senador Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT ao governo estadual. “Ele não preencheu as vagas do Projovem porque deveria estar muito preocupado com a candidatura à presidência da República (chegou a disputar com Alckmin a escolha do partido, mas foi vencido pelo ex-governador). O compromisso de Serra com São Paulo nunca existiu. Ele não está motivado a ser candidato ao governo do Estado. O grande adversário do Serra é o Alckmin”.

Além de Lula e Mercadante, também marcaram presença no evento o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o prefeito de Santo André, João Avamileno, o vice-prefeito de Diadema, Joel Fonseca, além de deputados estaduais e federais da legenda.

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