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Lições de Independência


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

31/08/2010 | 07:04


Embora seja mais lembrado como o coadjuvante de Mia Farrow em O Bebê de Rosemary (1968), John Cassavetes (1929-1989) desempenhou como poucos o papel de precursor do chamado cinema independente, que tem suas bases em solo norte-americano. A partir de amanhã, às 20h, o cineasta ganha retrospectiva no teatro do Sesc Santo André durante o Ciclo Cassavetes. A entrada para as sessões é franca.

A homenagem se concentra na carreira atrás das câmeras de Cassavetes, que formou-se ator em Nova York, onde nasceu, filho de imigrantes gregos. Além de A Morte de um Bookmaker Chinês, que marca a estreia amanhã, a mostra apresenta mais quatro títulos do diretor. Os três primeiros serão exibidos às quartas, enquanto os dois últimos terão sessões às terças-feiras.

O diretor teve como exemplo o cinemão clássico, que admirava. "Quando comecei a fazer filmes, eu queria fazer como Frank Capra (diretor especialista em comédias românticas feitas nos anos 1940). Mas eu nunca pude fazer nada além desses filmes loucos e pesados. Você é o que você é", chegou a dizer em uma entrevista.

O que ele classifica como "filmes loucos" foi justamente o que o colocou na vanguarda. Seu estilo beira o improviso, com câmeras que se baseavam em uma maneira quase documental de registrar imagens, apesar de serem a maioria ficção.

Cassavetes também era bastante generoso com seu elenco, que acabava por se tornar co-autor dos roteiros: a maioria nascia a partir das improvisações de cada um dos atores durante os ensaios. "Como um artista, eu sinto que devemos experimentar muitas coisas - mas acima de tudo, nós devemos nos desafiar a errar", chegou a dizer.

Além do amigo pessoal Peter Falk, uma das atrizes que mais dirigiu foi sua mulher, Gena Rowlands. O casamento durou 35 anos, até a morte de Cassavetes. A dupla trabalhou junto em dez longas-metragens, incluindo Uma Mulher Sob Influência (1974) e Glória (1981), pelos quais ela foi indicada ao Oscar. Em 2004, Gena foi dirigida pelo primogênito do casal, Nick Cassavetes, em Diário de Uma Paixão, um dos filmes românticos mais amados da década.

PROGRAMAÇÃO
A seleção do Sesc começa com A Morte de um Bookmaker Chinês (1976), que apresenta um tipo bastante comum para o cinema de Cassavetes: o do sujeito marginalizado (Ben Gazzara) obrigado a usar de expedientes pouco éticos para sobreviver.

No dia 8, é a vez de Sombras (1959), estreia de Cassavetes atrás das câmeras. No dia 15, é a vez de Faces (1968), adaptada de uma peça teatral do próprio Cassavetes. Noite de Estreia (1977) também tem Gena como estrela e será exibido no dia 21. Encerrando a retrospectiva, a senhora Cassavetes e o amigo Peter Falk protagonizam o drama Uma Mulher Sob
Influência.

Ciclo Cassavetes Retrospectiva de cinema. Amanhã e dias 8, 15, 21 e 28, sempre às 20h. No Sesc Santo André - Rua Tamarutaca, 302 Tel.: 4469-1200. Entrada franca.



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Lições de Independência

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

31/08/2010 | 07:04


Embora seja mais lembrado como o coadjuvante de Mia Farrow em O Bebê de Rosemary (1968), John Cassavetes (1929-1989) desempenhou como poucos o papel de precursor do chamado cinema independente, que tem suas bases em solo norte-americano. A partir de amanhã, às 20h, o cineasta ganha retrospectiva no teatro do Sesc Santo André durante o Ciclo Cassavetes. A entrada para as sessões é franca.

A homenagem se concentra na carreira atrás das câmeras de Cassavetes, que formou-se ator em Nova York, onde nasceu, filho de imigrantes gregos. Além de A Morte de um Bookmaker Chinês, que marca a estreia amanhã, a mostra apresenta mais quatro títulos do diretor. Os três primeiros serão exibidos às quartas, enquanto os dois últimos terão sessões às terças-feiras.

O diretor teve como exemplo o cinemão clássico, que admirava. "Quando comecei a fazer filmes, eu queria fazer como Frank Capra (diretor especialista em comédias românticas feitas nos anos 1940). Mas eu nunca pude fazer nada além desses filmes loucos e pesados. Você é o que você é", chegou a dizer em uma entrevista.

O que ele classifica como "filmes loucos" foi justamente o que o colocou na vanguarda. Seu estilo beira o improviso, com câmeras que se baseavam em uma maneira quase documental de registrar imagens, apesar de serem a maioria ficção.

Cassavetes também era bastante generoso com seu elenco, que acabava por se tornar co-autor dos roteiros: a maioria nascia a partir das improvisações de cada um dos atores durante os ensaios. "Como um artista, eu sinto que devemos experimentar muitas coisas - mas acima de tudo, nós devemos nos desafiar a errar", chegou a dizer.

Além do amigo pessoal Peter Falk, uma das atrizes que mais dirigiu foi sua mulher, Gena Rowlands. O casamento durou 35 anos, até a morte de Cassavetes. A dupla trabalhou junto em dez longas-metragens, incluindo Uma Mulher Sob Influência (1974) e Glória (1981), pelos quais ela foi indicada ao Oscar. Em 2004, Gena foi dirigida pelo primogênito do casal, Nick Cassavetes, em Diário de Uma Paixão, um dos filmes românticos mais amados da década.

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A seleção do Sesc começa com A Morte de um Bookmaker Chinês (1976), que apresenta um tipo bastante comum para o cinema de Cassavetes: o do sujeito marginalizado (Ben Gazzara) obrigado a usar de expedientes pouco éticos para sobreviver.

No dia 8, é a vez de Sombras (1959), estreia de Cassavetes atrás das câmeras. No dia 15, é a vez de Faces (1968), adaptada de uma peça teatral do próprio Cassavetes. Noite de Estreia (1977) também tem Gena como estrela e será exibido no dia 21. Encerrando a retrospectiva, a senhora Cassavetes e o amigo Peter Falk protagonizam o drama Uma Mulher Sob
Influência.

Ciclo Cassavetes Retrospectiva de cinema. Amanhã e dias 8, 15, 21 e 28, sempre às 20h. No Sesc Santo André - Rua Tamarutaca, 302 Tel.: 4469-1200. Entrada franca.

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