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Pólo de Cosméticos pode receber apoio do BNDES


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

16/06/2004 | 21:54


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) demonstrou interesse em apoiar o Pólo Brasileiro de Cosméticos, formado por empresas desse ramo de atividade de Diadema. A sinalização de apoio, para planos de exportação e de implementação de um centro tecnológico na cidade, foi dada nesta quarta-feira pelo presidente do banco, Carlos Lessa, em visita ao escritório do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no município.

Lessa afirmou que quer fortalecer os APLs (Arranjos Produtivos Locais), que são aglomerações de micro, pequenas e médias empresas de um mesmo segmento que têm atuações em conjunto, para alavancar resultados e reduzir custos. Ele disse que as companhias de pequeno porte, em um arranjo, atuam como uma grande e, por isso, podem receber suporte direto da instituição. Isso porque as linhas de financiamentos do BNDES para pequenos empresários (projetos de menos de R$ 10 milhões) são oferecidas por meio dos bancos comerciais.

Segundo levantamento da administração municipal, há em Diadema cerca de 100 empresas da cadeia produtiva de cosméticos (que inclui matérias-primas e embalagens) que geram em torno de 11 mil empregos. E o Pólo tem crescido em importância. No ano passado, o setor representou 3% da arrecadação total do município, ou em torno de R$ 90 milhões. Isso significou um salto de 100% em relação ao ano anterior, quando respondiam por 1,5% da receita. A perspectiva da prefeitura é de que esse percentual chegue a 4,5% neste ano.

Estratégia – Lessa afirmou que 35% dos recursos da instituição atualmente vão para o crédito a pequenas e médias empresas. Mas ele acrescentou que a mortalidade dos pequenos empreendimentos é muito elevada, ao chegar a 80% nos três primeiros anos após a abertura. Por conta disso, o banco iniciou contatos com APLs e oferece financiamento à exportação, como é o caso de 280 produtores de calçados femininos de Novo Hamburgo (RS), que exportam por meio de uma trading (empresa de comércio exterior). "Se vocês (do Pólo de Cosméticos) quiserem montar uma estrutura para exportar, estamos prontos para apoiar", disse.

O dirigente também viu com bons olhos a intenção do grupo de empresários de receber financiamento para a implementação de um centro tecnológico, que faça o desenvolvimento e certificação de produtos, a produção de laudos e testes. "A instalação do centro tecnológico poderia coroar Diadema como um centro da beleza", afirmou o prefeito José de Fillipi. "Uma indústria como essa precisa de um centro de desenvolvimento de tecnologia e de análise de materiais. Estamos dispostos a financiar", disse Lessa, que convidou o empresariado a marcar uma reunião com o Departamento de Novos Produtos do banco e a levar, nesse encontro, projetos detalhados do que pleiteia.



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