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Nunca vi política com faca no pescoço, diz Dinah Zekcer

Para vice-prefeita, decisão sobre dobrada com Aidan sai sábado


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

27/06/2012 | 07:00


Dando demonstração de que não pretende abrir mão do posto, a vice-prefeita de Santo André, Dinah Zekcer (PTB), repudiou ontem a postura do tucanato em dar ultimato no prefeito Aidan Ravin (PTB) pela definição hoje em abrir ou não a chapa majoritária governista. O PSDB deu esse prazo para fechar o acordo pela reeleição do chefe do Executivo e condiciona o apoio à indicação do companheiro do petebista, que, tamanho o impasse, adiou a convenção partidária do dia 24 para sábado.

Sem mostrar preocupação com o limite determinado pelo PSDB, Dinah considerou que o PTB tem mais três dias para discutir sobre a necessidade em ceder à exigência do eventual aliado. "Continuamos aguardando. Acredito que (a deliberação) ficará para sábado (quando o partido decidiu que homologará as chapas majoritária e proporcional)." O diretório estadual tucano mandou recado que espera a sinalização do acerto até o começo desta tarde.

Dirigente do PTB local e vereadora por 16 anos, Dinah afirmou que a fórmula de negociação feita pelo PSDB municipal é algo inédito - em 2008, a aliança de Aidan saiu sem aliados. "Nunca vi fazer política encostando a faca no pescoço, na base do ‘ou vai ou vai'. Mas cada um tem uma maneira de trabalhar. Nós não fazemos dessa forma", disse a vice, que no começo do mês se desincompatibilizou da Secretaria de Governo para ter direito, em acordo com a legislação eleitoral, de disputar novamente o Paço ao lado de Aidan.

A atual detentora do posto argumentou que, desde os tempos de parlamentar, quando era oposição, agia sobre o alicerce do diálogo, não de imposição de condições. "Não precisava fazer isso. A ocasião necessita de conversa." A petebista ganhou força com o fato da divulgação de que o nome indicado pelo ninho tucano, Ricardo Torres, não mora na cidade, o que implicaria em imbróglio na Justiça Eleitoral, caso algum partido entre com pedido de impugnação.

Se Aidan acatar a imposição tucana e oficializar a chapa mista na convenção, partidos oposicionistas prometem entrar com pedido de impugnação da candidatura na tentativa de inviabilizar a dobrada. Dinah busca a todo custo repetir a dupla vencedora da eleição de 2008. Não está descartado, nos bastidores, que a petebista esteja fora na campanha petebista, mas dependerá de muita conversa. E o tempo é curto.



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Nunca vi política com faca no pescoço, diz Dinah Zekcer

Para vice-prefeita, decisão sobre dobrada com Aidan sai sábado

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

27/06/2012 | 07:00


Dando demonstração de que não pretende abrir mão do posto, a vice-prefeita de Santo André, Dinah Zekcer (PTB), repudiou ontem a postura do tucanato em dar ultimato no prefeito Aidan Ravin (PTB) pela definição hoje em abrir ou não a chapa majoritária governista. O PSDB deu esse prazo para fechar o acordo pela reeleição do chefe do Executivo e condiciona o apoio à indicação do companheiro do petebista, que, tamanho o impasse, adiou a convenção partidária do dia 24 para sábado.

Sem mostrar preocupação com o limite determinado pelo PSDB, Dinah considerou que o PTB tem mais três dias para discutir sobre a necessidade em ceder à exigência do eventual aliado. "Continuamos aguardando. Acredito que (a deliberação) ficará para sábado (quando o partido decidiu que homologará as chapas majoritária e proporcional)." O diretório estadual tucano mandou recado que espera a sinalização do acerto até o começo desta tarde.

Dirigente do PTB local e vereadora por 16 anos, Dinah afirmou que a fórmula de negociação feita pelo PSDB municipal é algo inédito - em 2008, a aliança de Aidan saiu sem aliados. "Nunca vi fazer política encostando a faca no pescoço, na base do ‘ou vai ou vai'. Mas cada um tem uma maneira de trabalhar. Nós não fazemos dessa forma", disse a vice, que no começo do mês se desincompatibilizou da Secretaria de Governo para ter direito, em acordo com a legislação eleitoral, de disputar novamente o Paço ao lado de Aidan.

A atual detentora do posto argumentou que, desde os tempos de parlamentar, quando era oposição, agia sobre o alicerce do diálogo, não de imposição de condições. "Não precisava fazer isso. A ocasião necessita de conversa." A petebista ganhou força com o fato da divulgação de que o nome indicado pelo ninho tucano, Ricardo Torres, não mora na cidade, o que implicaria em imbróglio na Justiça Eleitoral, caso algum partido entre com pedido de impugnação.

Se Aidan acatar a imposição tucana e oficializar a chapa mista na convenção, partidos oposicionistas prometem entrar com pedido de impugnação da candidatura na tentativa de inviabilizar a dobrada. Dinah busca a todo custo repetir a dupla vencedora da eleição de 2008. Não está descartado, nos bastidores, que a petebista esteja fora na campanha petebista, mas dependerá de muita conversa. E o tempo é curto.

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