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Política

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Torres não descarta acordo com Salles

Tucano diz que vice-prefeita Dinah Zekcer se vitimiza no
processo de escolha do posto para as eleições de outubro


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

27/06/2012 | 07:00


O presidente do PSDB de Santo André, Ricardo Torres, disse ontem, em entrevista exclusiva ao Diário, que não cabe o veto do prefeito Aidan Ravin ao seu nome, que está sendo indicado por seu partido para ser vice do petebista. Há dúvida em escolher Torres por possíveis problemas jurídicos, pois tem residência em São Paulo. A sinalização de Aidan, se aceita ou não o tucano na chapa de reeleição, tem de sair hoje, segundo o dirigente. Caso contrário, "o PSDB se sente liberado do acordo para construir alternativa fora do PTB". E a opção mais viável é a do advogado Raimundo Salles, pré-candidato do PDT ao Paço. "É sujeito em que o partido tem boa relação", limita-se a dizer sobre o pedetista, apesar de a composição nos bastidores ser dada como certa se o prefeito rejeitar seu nome. Para Ricardo, a vice-prefeita Dinah Zekcer (PTB), que quer se manter no posto tem inviabilizado a parceria. "Há vitimização da figura da vice", analisa o presidente do tucanato local.

 

DIÁRIO - O PSDB faz avaliação que a indicação do seu nome pode prejudicar a campanha?

RICARDO TORRES - Estamos tranquilos. Nasci, me criei, estudei, tenho domicílio, escritório, toda minha vida é aqui. Fui trabalhar em São Paulo, na Assembleia Legislativa e na Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Por conta disso, tive a oportunidade de ter apartamento funcional, que eventualmente utilizo quando preciso ficar em São Paulo. A minha residência é aqui na rua Gamboa (bairro Paraíso). Temos duas casas. Apartamento em São Paulo é funcional mesmo, de 50 metros quadrados. Estou há 14 anos no PSDB. Só o fato de ser presidente do partido deixa claro que todas as minhas atividades políticas estão relacionadas à cidade. Do ponto de vista jurídico, para mim está claro, não representa nada. Sofrer pedido de impugnação não é sofrer impugnação. Todos os instrumentos possíveis a gente vai ter para comprovar e resolver esse problema.

 

DIÁRIO - Temos duas declarações de familiar, porteiros, site de relacionamento de sua mulher dizendo que a moradia fica em São Paulo, os presentes de seu casamento foram enviados para a Capital...

TORRES - É muito simples. Minha vida toda está aqui em Santo André, tenho residência aqui e apartamento funcional em São Paulo. Na lista de casamento estava cadastrado o endereço de Santo André também. Os dois recebiam presentes. Os porteiros disseram porque de fato vou lá, às vezes durmo lá. Isso é fato, mas meu domicílio eleitoral é Santo André. Está se criando celeuma grande em cima disso, quando na verdade do ponto de vista jurídico não é relevante. O trânsito e falta de políticas públicas aqui que dêem emprego à população na cidade é irrelevante essa questão.

 

DIÁRIO - Os adversários já disseram que entrarão com pedido de impugnação. Como o PSDB vai trabalhar isso?

TORRES - Certamente vai ser debatido na Justiça e tenho certeza que sairemos vencedores desse processo. Não será óbice para nós em hipótese alguma. Está sedimentado, nítido que é questão que não vai se sustentar.

 

DIÁRIO - Isso não inviabiliza a indicação do seu nome para vice?

TORRES - Acredito que não. Nossa composição passa ao largo do que a mídia ou a classe política tem feito de boataria. É composição política, que a gente faz de acordo com o processo interno dos partidos.

 

DIÁRIO - As declarações públicas não demonstram que o assunto está resolvido..

TORRES - Tenho clareza do sentimento do partido. Não é empecilho para a candidatura. PSDB está unido, Não teve ressonância. É algo que será feito internamente, claro que depende da posição do PTB, só que a gente espera sinalização de abertura. Mas o PSDB é quem vai decidir e assumir as responsabilidade da decisão. Do ponto de vista jurídico não tem complicação, apenas de mídia.

 

DIÁRIO - Há chance de acordo sem sequelas?

TORRES - A ideia é essa. Não estamos contra a Dinah Zekcer (PTB). O PSDB tem tamanho, governa o Estado, limpo, tem lideranças, fez retrocesso em candidatura própria para viabilizar a composição. Agrega propostas e presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

 

DIÁRIO - O prefeito Aidan Ravin (PTB) não tem direito de avaliar o nome?

TORRES - Não acho que vai se opor à proposta do partido. É uma questão do PSDB. O PTB precisa resolver problema interno para viabilizar nossa indicação. Toda a construção dos últimos três meses foi baseada em que a parte do PSDB era construir processo de coligação e indicar o vice que o PSDB assim desejasse. Ponto. Não cabe o veto do prefeito ao nome. A gente assume junto a responsabilidade pela decisão tomada. Como vai influir numa deliberação interna? É ônus que tem de assumir, assim como assumimos quando fizemos (manifestação de apoio) em meio a série de denúncias (do caso Semasa) contra o governo. Até porque não há nada de fato e vemos que não vai se comprovar nada.

 

DIÁRIO - Por que o sr. acha que o prefeito retrocedeu?

TORRES - Acredito que seja por questão relacionada a Dinah, que não deseja sair da posição de vice e está inviabilizando o acordo. Não há crise. Há vitimização da figura da vice. Acho que é pessoa respeitada, tem histórico político, muito mais votos, mas não estamos falando de pessoas e sim de partidos.

DIÁRIO - É possível ter todo mundo junto?

TORRES - Quando se fala em composição de partidos, não em nomes, sim.

 

DIÁRIO - Por que, então, o PSDB não abre mão para a Dinah?

TORRES - Porque entendemos que temos de participar, ter espaço, que passa em ter espaço na chapa majoritária, coisa que a gente retrocedeu lá atrás inviabilizando candidatura própria. Podemos estar juntos num casamento, sendo bons para os dois lados.

 

DIÁRIO - O Aidan aceita o seu nome?

TORRES - Entendo que ele aceita o PSDB e aceita o que o PSDB indicar. Se houver impugnação, vai ser defendido como em qualquer processo. A última palavra se é ou não culpado é judicial. Sem contar que a impugnação ocorre em relação ao nome, não à chapa. Isso não existe. Não há nenhum risco. Se a Justiça disser em última instância que há problema, é evidente que o PSDB se conscientizando disso não vai viabilizar a indicação e que avalie esse processo. Enquanto não houver, é mera especulação política.

 

DIÁRIO - Candidatura própria é inviável?

TORRES - Vejo o vereador Paulinho Serra dizendo que já excluiu essa possibilidade, que não dá tempo para construir essa alternativa. O partido tem excelentes nomes, nenhum formado para candidatura própria. Até sábado vamos ter solução.

 

DIÁRIO - Se o importante é tudo que o PSDB carrega consigo, por que carregar esse risco jurídico e político?

TORRES - Essa é decisão que cabe ao partido.

 

DIÁRIO - Quais são as vantagens, então, do seu nome na chapa?

TORRES - Hoje é ter o PSDB como diretório unido e interlocução com Estado.

 

DIÁRIO - Vale a pena o risco?

TORRES - Eles vão dizer.

 

DIÁRIO - O PSDB vai ficar refém desse processo?

TORRES - Em absoluto. É por isso que colocamos o prazo de quarta-feira (hoje). A nossa convenção está marcada no mesmo dia, em horário e local diferentes (da do PTB). Se houver a sinalização de que vai compor, vamos cumprir aquilo que se predestinou. Se não houver, vamos procurar outra solução. Assim teremos tempo dentro do partido para levar propostas e tomar decisão sábado.

 

DIÁRIO - Qual é o plano B?

TORRES - Ainda não tem isso sedimentado. Há várias hipóteses, que passam por lançamento de candidatura própria, composição com outras chapas, não preciso nem dizer, sabe-se qual o cenário político.

 

DIÁRIO - Se PTB manter a Dinah, existe a possibilidade de compor com o Salles?

TORRES - Está em avaliação. Não consigo dizer hoje (ontem). Mas certamente a resposta será dada na convenção pelo diretório (130 convencionais). Esperar resultado antes do sábado é precipitado. A menos que tenha a sinalização (hoje).

 

DIÁRIO - Caso contrário, o PSDB estará em outra chapa majoritária?

TORRES - Sim. O PSDB se sente liberado do acordo para construir alternativa fora do PTB.

 

DIÁRIO - O PSDB toparia ser vice de outra chapa?

TORRES - Não é hipótese descartada.

DIÁRIO - E se não fechar nesta quarta-feira a união?

TORRES - Há manifestação clara de que não há possibilidade de acordo. A alternativa, até então, é de compor com a administração para levar nossas propostas. Era processo que poderia ter se resolvido. Mas há visão da vice de que precisa manter espaço e acha que PSDB pode vir no segundo turno. Essa é questão que o partido vai responder. Não posso dizer hoje o que esse eventual rompimento pode reproduzir. Pode ser que o PSDB integre projeto que esteja no segundo turno.

 

DIÁRIO - Como vocês veem a candidatura do Salles? É viável?

TORRES - Ele está adotando linha de não bater na atual administração nem na anterior (do PT) e está fazendo suas propostas. Sem dúvida tem boa representatividade eleitoral, as pesquisas apontam isso. É sujeito em que o partido tem boa relação. Sempre foi do DEM e está no PDT por questão circunstancial. Tem boa relação com o William Dib, que tem interferência no processo por ser coordenador regional do PSDB. Por isso, o Salles tem candidatura colocada e não é de se afastar possibilidade de composição.

 

Pedetista diz que fará proposta irrecusável

Diante do imbróglio entre PSDB e PTB, o pré-candidato ao Paço de Santo André pelo PDT, Raimundo Salles, aposta na chance de receptar o ninho tucano das mãos do prefeito Aidan Ravin (PTB). O pedetista fará reunião hoje com a executiva tucana local para buscar aliança ao seu projeto, caso o acordo com a administração não seja selado. Para consolidar a estratégia, Salles adianta que oferecerá "a melhor proposta da história do PSDB". "Quero dividir o governo metade a metade", disse, referindo-se à composição de secretarias.

Se o PTB não abrir hoje a chapa majoritária, a cúpula tucana estudará as alternativas. Salles tornaria-se a principal opção ao PSDB, especialmente pela proximidade do ex-secretário de Comunicação de São Bernardo com o deputado federal William Dib (PSDB), prefeito à época em que o advogado atuou na Pasta na cidade vizinha. O PDT também possui ligação com o Estado, capitaneado por Geraldo Alckmin (PSDB). O partido gere a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.

O pedetista desviou-se do questionamento se daria o posto de vice ao PSDB, ocupado por Edgard Brandão (PSC) em sua chapa. Salles afirmou que essa proposta ainda será discutida. "Não posso responder sobre isso nesse momento. Não conversamos, por isso não dá para falar sobre essa hipótese." Até agora, Salles, que disputa em outubro sua segunda eleição majoritária, fechou a coligação com seis partidos.

O DEM pode ser o próximo a entrar no arco de alianças do pedetista. Os vereadores demonstraram ontem insatisfação em ficar na aliança com Aidan. "Quem quer governar sozinho, pode ficar sozinho", disse Evilásio Santana (DEM), o Bahia, avaliando que o petebista não cumpre acordo de coligação proporcional.



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Torres não descarta acordo com Salles

Tucano diz que vice-prefeita Dinah Zekcer se vitimiza no
processo de escolha do posto para as eleições de outubro

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

27/06/2012 | 07:00


O presidente do PSDB de Santo André, Ricardo Torres, disse ontem, em entrevista exclusiva ao Diário, que não cabe o veto do prefeito Aidan Ravin ao seu nome, que está sendo indicado por seu partido para ser vice do petebista. Há dúvida em escolher Torres por possíveis problemas jurídicos, pois tem residência em São Paulo. A sinalização de Aidan, se aceita ou não o tucano na chapa de reeleição, tem de sair hoje, segundo o dirigente. Caso contrário, "o PSDB se sente liberado do acordo para construir alternativa fora do PTB". E a opção mais viável é a do advogado Raimundo Salles, pré-candidato do PDT ao Paço. "É sujeito em que o partido tem boa relação", limita-se a dizer sobre o pedetista, apesar de a composição nos bastidores ser dada como certa se o prefeito rejeitar seu nome. Para Ricardo, a vice-prefeita Dinah Zekcer (PTB), que quer se manter no posto tem inviabilizado a parceria. "Há vitimização da figura da vice", analisa o presidente do tucanato local.

 

DIÁRIO - O PSDB faz avaliação que a indicação do seu nome pode prejudicar a campanha?

RICARDO TORRES - Estamos tranquilos. Nasci, me criei, estudei, tenho domicílio, escritório, toda minha vida é aqui. Fui trabalhar em São Paulo, na Assembleia Legislativa e na Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Por conta disso, tive a oportunidade de ter apartamento funcional, que eventualmente utilizo quando preciso ficar em São Paulo. A minha residência é aqui na rua Gamboa (bairro Paraíso). Temos duas casas. Apartamento em São Paulo é funcional mesmo, de 50 metros quadrados. Estou há 14 anos no PSDB. Só o fato de ser presidente do partido deixa claro que todas as minhas atividades políticas estão relacionadas à cidade. Do ponto de vista jurídico, para mim está claro, não representa nada. Sofrer pedido de impugnação não é sofrer impugnação. Todos os instrumentos possíveis a gente vai ter para comprovar e resolver esse problema.

 

DIÁRIO - Temos duas declarações de familiar, porteiros, site de relacionamento de sua mulher dizendo que a moradia fica em São Paulo, os presentes de seu casamento foram enviados para a Capital...

TORRES - É muito simples. Minha vida toda está aqui em Santo André, tenho residência aqui e apartamento funcional em São Paulo. Na lista de casamento estava cadastrado o endereço de Santo André também. Os dois recebiam presentes. Os porteiros disseram porque de fato vou lá, às vezes durmo lá. Isso é fato, mas meu domicílio eleitoral é Santo André. Está se criando celeuma grande em cima disso, quando na verdade do ponto de vista jurídico não é relevante. O trânsito e falta de políticas públicas aqui que dêem emprego à população na cidade é irrelevante essa questão.

 

DIÁRIO - Os adversários já disseram que entrarão com pedido de impugnação. Como o PSDB vai trabalhar isso?

TORRES - Certamente vai ser debatido na Justiça e tenho certeza que sairemos vencedores desse processo. Não será óbice para nós em hipótese alguma. Está sedimentado, nítido que é questão que não vai se sustentar.

 

DIÁRIO - Isso não inviabiliza a indicação do seu nome para vice?

TORRES - Acredito que não. Nossa composição passa ao largo do que a mídia ou a classe política tem feito de boataria. É composição política, que a gente faz de acordo com o processo interno dos partidos.

 

DIÁRIO - As declarações públicas não demonstram que o assunto está resolvido..

TORRES - Tenho clareza do sentimento do partido. Não é empecilho para a candidatura. PSDB está unido, Não teve ressonância. É algo que será feito internamente, claro que depende da posição do PTB, só que a gente espera sinalização de abertura. Mas o PSDB é quem vai decidir e assumir as responsabilidade da decisão. Do ponto de vista jurídico não tem complicação, apenas de mídia.

 

DIÁRIO - Há chance de acordo sem sequelas?

TORRES - A ideia é essa. Não estamos contra a Dinah Zekcer (PTB). O PSDB tem tamanho, governa o Estado, limpo, tem lideranças, fez retrocesso em candidatura própria para viabilizar a composição. Agrega propostas e presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

 

DIÁRIO - O prefeito Aidan Ravin (PTB) não tem direito de avaliar o nome?

TORRES - Não acho que vai se opor à proposta do partido. É uma questão do PSDB. O PTB precisa resolver problema interno para viabilizar nossa indicação. Toda a construção dos últimos três meses foi baseada em que a parte do PSDB era construir processo de coligação e indicar o vice que o PSDB assim desejasse. Ponto. Não cabe o veto do prefeito ao nome. A gente assume junto a responsabilidade pela decisão tomada. Como vai influir numa deliberação interna? É ônus que tem de assumir, assim como assumimos quando fizemos (manifestação de apoio) em meio a série de denúncias (do caso Semasa) contra o governo. Até porque não há nada de fato e vemos que não vai se comprovar nada.

 

DIÁRIO - Por que o sr. acha que o prefeito retrocedeu?

TORRES - Acredito que seja por questão relacionada a Dinah, que não deseja sair da posição de vice e está inviabilizando o acordo. Não há crise. Há vitimização da figura da vice. Acho que é pessoa respeitada, tem histórico político, muito mais votos, mas não estamos falando de pessoas e sim de partidos.

DIÁRIO - É possível ter todo mundo junto?

TORRES - Quando se fala em composição de partidos, não em nomes, sim.

 

DIÁRIO - Por que, então, o PSDB não abre mão para a Dinah?

TORRES - Porque entendemos que temos de participar, ter espaço, que passa em ter espaço na chapa majoritária, coisa que a gente retrocedeu lá atrás inviabilizando candidatura própria. Podemos estar juntos num casamento, sendo bons para os dois lados.

 

DIÁRIO - O Aidan aceita o seu nome?

TORRES - Entendo que ele aceita o PSDB e aceita o que o PSDB indicar. Se houver impugnação, vai ser defendido como em qualquer processo. A última palavra se é ou não culpado é judicial. Sem contar que a impugnação ocorre em relação ao nome, não à chapa. Isso não existe. Não há nenhum risco. Se a Justiça disser em última instância que há problema, é evidente que o PSDB se conscientizando disso não vai viabilizar a indicação e que avalie esse processo. Enquanto não houver, é mera especulação política.

 

DIÁRIO - Candidatura própria é inviável?

TORRES - Vejo o vereador Paulinho Serra dizendo que já excluiu essa possibilidade, que não dá tempo para construir essa alternativa. O partido tem excelentes nomes, nenhum formado para candidatura própria. Até sábado vamos ter solução.

 

DIÁRIO - Se o importante é tudo que o PSDB carrega consigo, por que carregar esse risco jurídico e político?

TORRES - Essa é decisão que cabe ao partido.

 

DIÁRIO - Quais são as vantagens, então, do seu nome na chapa?

TORRES - Hoje é ter o PSDB como diretório unido e interlocução com Estado.

 

DIÁRIO - Vale a pena o risco?

TORRES - Eles vão dizer.

 

DIÁRIO - O PSDB vai ficar refém desse processo?

TORRES - Em absoluto. É por isso que colocamos o prazo de quarta-feira (hoje). A nossa convenção está marcada no mesmo dia, em horário e local diferentes (da do PTB). Se houver a sinalização de que vai compor, vamos cumprir aquilo que se predestinou. Se não houver, vamos procurar outra solução. Assim teremos tempo dentro do partido para levar propostas e tomar decisão sábado.

 

DIÁRIO - Qual é o plano B?

TORRES - Ainda não tem isso sedimentado. Há várias hipóteses, que passam por lançamento de candidatura própria, composição com outras chapas, não preciso nem dizer, sabe-se qual o cenário político.

 

DIÁRIO - Se PTB manter a Dinah, existe a possibilidade de compor com o Salles?

TORRES - Está em avaliação. Não consigo dizer hoje (ontem). Mas certamente a resposta será dada na convenção pelo diretório (130 convencionais). Esperar resultado antes do sábado é precipitado. A menos que tenha a sinalização (hoje).

 

DIÁRIO - Caso contrário, o PSDB estará em outra chapa majoritária?

TORRES - Sim. O PSDB se sente liberado do acordo para construir alternativa fora do PTB.

 

DIÁRIO - O PSDB toparia ser vice de outra chapa?

TORRES - Não é hipótese descartada.

DIÁRIO - E se não fechar nesta quarta-feira a união?

TORRES - Há manifestação clara de que não há possibilidade de acordo. A alternativa, até então, é de compor com a administração para levar nossas propostas. Era processo que poderia ter se resolvido. Mas há visão da vice de que precisa manter espaço e acha que PSDB pode vir no segundo turno. Essa é questão que o partido vai responder. Não posso dizer hoje o que esse eventual rompimento pode reproduzir. Pode ser que o PSDB integre projeto que esteja no segundo turno.

 

DIÁRIO - Como vocês veem a candidatura do Salles? É viável?

TORRES - Ele está adotando linha de não bater na atual administração nem na anterior (do PT) e está fazendo suas propostas. Sem dúvida tem boa representatividade eleitoral, as pesquisas apontam isso. É sujeito em que o partido tem boa relação. Sempre foi do DEM e está no PDT por questão circunstancial. Tem boa relação com o William Dib, que tem interferência no processo por ser coordenador regional do PSDB. Por isso, o Salles tem candidatura colocada e não é de se afastar possibilidade de composição.

 

Pedetista diz que fará proposta irrecusável

Diante do imbróglio entre PSDB e PTB, o pré-candidato ao Paço de Santo André pelo PDT, Raimundo Salles, aposta na chance de receptar o ninho tucano das mãos do prefeito Aidan Ravin (PTB). O pedetista fará reunião hoje com a executiva tucana local para buscar aliança ao seu projeto, caso o acordo com a administração não seja selado. Para consolidar a estratégia, Salles adianta que oferecerá "a melhor proposta da história do PSDB". "Quero dividir o governo metade a metade", disse, referindo-se à composição de secretarias.

Se o PTB não abrir hoje a chapa majoritária, a cúpula tucana estudará as alternativas. Salles tornaria-se a principal opção ao PSDB, especialmente pela proximidade do ex-secretário de Comunicação de São Bernardo com o deputado federal William Dib (PSDB), prefeito à época em que o advogado atuou na Pasta na cidade vizinha. O PDT também possui ligação com o Estado, capitaneado por Geraldo Alckmin (PSDB). O partido gere a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.

O pedetista desviou-se do questionamento se daria o posto de vice ao PSDB, ocupado por Edgard Brandão (PSC) em sua chapa. Salles afirmou que essa proposta ainda será discutida. "Não posso responder sobre isso nesse momento. Não conversamos, por isso não dá para falar sobre essa hipótese." Até agora, Salles, que disputa em outubro sua segunda eleição majoritária, fechou a coligação com seis partidos.

O DEM pode ser o próximo a entrar no arco de alianças do pedetista. Os vereadores demonstraram ontem insatisfação em ficar na aliança com Aidan. "Quem quer governar sozinho, pode ficar sozinho", disse Evilásio Santana (DEM), o Bahia, avaliando que o petebista não cumpre acordo de coligação proporcional.

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