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Desemprego cai para 8,6% graças à construção civil


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

25/04/2008 | 07:02


A estabilidade da economia brasileira impulsionou a queda do índice de desemprego no País em março, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa recuou para 8,6%, enquanto que em março do ano passado era de 10,1%. Já na comparação com o mês anterior – fevereiro (8,7%) – houve ligeira queda, com variação de apenas de 0,1 ponto percentual.

O estudo, que tem como base seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador), mostra que o índice da população ocupada cresceu 3,5%, o equivalente a 713 mil trabalhadores a mais, ante o mesmo mês em 2007.

O setor da construção foi o que mais contratou em março, com alta de 4,3%, em relação a fevereiro deste ano. Já frente a março do ano passado, outros segmentos foram responsáveis pela alta da ocupação, sendo alguns deles: serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, com alta de 5,5%. Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, a alta foi de 5%.

RECORDE

O destaque ficou para o número de pessoas com carteira assinada no setor privado, que cresceu 8,7% (o que significa que 749 mil postos de trabalho foram abertos) em relação ao mesmo período do ano passado, e se manteve estável quando comparado à fevereiro. “Nesse ano, o mês de março foi inédito. Historicamente, esse período era marcado por um aumento na taxa de desempregados”, conta a economista da gerência da pesquisa, Adriana Beringuy.

Ela explica que 52% da população ocupada são contratadas com carteira assinada pelo setor privado, sendo recorde em ocupações formais desde o início de março de 2006 – quando a pesquisa mensal foi feita pela primeira vez. “Esse cenário é reflexo da baixa das taxas de juros e inflações, aumento dos investimentos estrangeiros e também da produção interna. As empresas se sentem seguras em ampliar o número de seus produtos já que o mercado de consumo está aquecido. Além de que isso traz modernização às linhas de produção, aquisição de novos equipamentos e, é claro, contratação de funcionário.”

Outro fator positivo é que o rendimento médio real dos contratados cresceu 2% em relação a março de 2007.



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Desemprego cai para 8,6% graças à construção civil

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

25/04/2008 | 07:02


A estabilidade da economia brasileira impulsionou a queda do índice de desemprego no País em março, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa recuou para 8,6%, enquanto que em março do ano passado era de 10,1%. Já na comparação com o mês anterior – fevereiro (8,7%) – houve ligeira queda, com variação de apenas de 0,1 ponto percentual.

O estudo, que tem como base seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador), mostra que o índice da população ocupada cresceu 3,5%, o equivalente a 713 mil trabalhadores a mais, ante o mesmo mês em 2007.

O setor da construção foi o que mais contratou em março, com alta de 4,3%, em relação a fevereiro deste ano. Já frente a março do ano passado, outros segmentos foram responsáveis pela alta da ocupação, sendo alguns deles: serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, com alta de 5,5%. Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, a alta foi de 5%.

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O destaque ficou para o número de pessoas com carteira assinada no setor privado, que cresceu 8,7% (o que significa que 749 mil postos de trabalho foram abertos) em relação ao mesmo período do ano passado, e se manteve estável quando comparado à fevereiro. “Nesse ano, o mês de março foi inédito. Historicamente, esse período era marcado por um aumento na taxa de desempregados”, conta a economista da gerência da pesquisa, Adriana Beringuy.

Ela explica que 52% da população ocupada são contratadas com carteira assinada pelo setor privado, sendo recorde em ocupações formais desde o início de março de 2006 – quando a pesquisa mensal foi feita pela primeira vez. “Esse cenário é reflexo da baixa das taxas de juros e inflações, aumento dos investimentos estrangeiros e também da produção interna. As empresas se sentem seguras em ampliar o número de seus produtos já que o mercado de consumo está aquecido. Além de que isso traz modernização às linhas de produção, aquisição de novos equipamentos e, é claro, contratação de funcionário.”

Outro fator positivo é que o rendimento médio real dos contratados cresceu 2% em relação a março de 2007.

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