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Imóvel: Consórcio já detém 35% do mercado


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

11/07/2006 | 09:01


O consórcio de imóveis é hoje uma das principais ferramentas usadas pelo consumidor para a aquisição da casa própria. Um sinal disso, é a forte expansão dos empreendimentos habitacionais adquiridos através dessa modalidade, que hoje já representam 35% dos negócios no mercado de imóveis. Somente no primeiro trimestre deste ano, o número de consorciados para aquisição de bens imobiliários cresceu 44% em relação ao mesmo período do ano passado.

É o que conta o gerente da Porto Seguro Consórcios, Fábio Braga. “Quando eu comecei a trabalhar nesse mercado, há seis anos, os consórcios não eram nem 1% do canal de compra de imóveis”, diz. Segundo ele, os consórcios registram essa trajetória pois se apresentam como uma saída mais barata para quem quer adquirir a casa própria. Na ponta do lápis, a compra fica 50% mais barata do que em um financiamento tradicional.

Apesar de ficar mais barato, o consórcio tem uma desvantagem em relação aos financiamentos bancários: o tempo para receber o bem. No caso dos empréstimos bancários, a partir da aprovação do crédito, o dinheiro já está em mãos para comprar o que se deseja. “No consórcio funciona como uma compra cooperativada, pois é formado por um grupo de interessados, e se conta com o fator sorte. A pessoa pode ser sorteada logo no começo e entrar no imóvel ou esperar a contemplação, que pode acontecer só no fim do plano”, alerta Cesar Pissetti, diretor da Randon Consórcios.

Para superar essa desvantagem, o consorciado pode dar lances e ser beneficiado mais rapidamente. “Todo mês é realizada uma assembléia do grupo. O interessado oferece uma quantia, como se fosse adiantar as parcelas, que serão abatidas de acordo com o valor desse lance. A maior oferta é a que ganha. Hoje, nos grupos há um cliente contemplado por sorteio e dois por lance. em média”, explica Braga.

O gerente da Porto Seguro explica que o crescimento de pessoas interessadas em entrar em consórcios imobiliários se concentra, principalmente, em quem quer realizar o sonho da casa própria, e não fazer apenas um investimento ou comprar um segundo imóvel (para lazer). Na empresa, 65% dos consorciados estão adquirindo o bem pela primeira vez e utilizam o valor relativo a uma entrada (que fariam num financiamento comum) para dar o lance.

Diferente do financiamento, os consorciados também podem saber exatamente quanto irão gastar ao fim do plano com a compra do imóvel, pois a empresas apresentam um custo de 1,9% de juros ao ano, com parcelas fixas. No outro método de crédito imobiliário são 12% ao ano, em média, podendo variar conforme os índices que compõem o juros.

Os especialistas da área explicam que o ideal seria o interessado guardar o dinheiro para aquisição do bem, mas isso é muito raro. “O consórcio é uma poupança forçada, com a possibilidade de pegar o bem logo no início”, afirma Pissetti. “As pessoas têm o hábito de só guardar dinheiro quando tem uma conta para pagar”, diz Braga.

Para a segurança de quem entra em um plano de consórcio, as empresas devem ser registradas no Banco Central, pois são obrigadas a apresentar relatórios para serem auditados mensalmente, e filiadas a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). Hoje, quase todos os bancos oferecem esse serviço, até o tradicionais em financiamento.

Já na outra ponta, a entrada em um grupo de consórcio deve ser muito bem pensada, já que se o consorciado desistir de participar do grupo, o dinheiro será restituído com correção somente no final do plano. Há também a opção de vender a cota já paga para outra pessoa, porém o retorno do valor integral não é garantido nesse caso.



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