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PM é preso por matar carcereiro


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

26/08/2005 | 08:11


O soldado Antônio Carlos da Silva Anastácio, 24 anos, foi preso quarta-feira à noite acusado de matar a tiros dentro de um ônibus o carcereiro Jorge Brasil dos Santos, 47, que trabalhava havia três anos no 3º Distrito Policial de Diadema. Segundo delegados, o policial militar se precipitou ao tentar revistar o carcereiro, que portava uma pistola em um coldre embaixo da camisa.

O assassinato ocorreu às 20h dentro em um ônibus que chegava ao Terminal Urbano e Rodoviário do Jabaquara, na zona Sul da capital. O coletivo vinha de Diadema e fazia a linha Piraporinha – Jabaquara.

O soldado, que trabalhava no Comando de Policiamento da Capital, desconfiou que o policial civil pudesse ser um bandido. Anastácio esperou todos os passageiros descerem do ônibus para abordar Santos. Ficaram no veículo os dois, além do motorista.

De acordo com o funcionário, Anastácio se aproximou do carcereiro e disse: "Eu vou te abordar". Santos deu dois passos para trás. Segundo a versão apresentada pelo soldado, o carcereiro teria se recusado a passar pela revista. Anastácio acabou atirando para se defender, supondo que Santos iria atirar.

O soldado deu dois tiros no peito da vítima com seu revólver calibre 38. Depois, saiu do ônibus e telefonou para o 190. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) levou Santos até o Hospital Sabóia, na zona Sul, mas ele não resistiu.

A equipe médica informou que a pistola do carcereiro estava presa ao corpo com o coldre, entre as costas e a calça. O caso foi registrado como homicídio no 35º DP (Jabaquara). Anastácio foi preso em flagrante e conduzido até o Presídio Romão Gomes, destinado a PMs.

"O soldado era jovem, tinha apenas dois anos na corporação e agiu com precipitação na abordagem. Foi uma ocorrência lamentável", afirmou o delegado-titular do 35º DP, Ubiraci Pires da Silva. "Ficamos muito tristes com o que ocorreu", disse o delegado-assistente de Diadema, Mitiaki Yamamoto.



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