Integração regional Iniciativa visa evitar burocracia, ampliar acesso a fornecedores e reduzir despesas nos municípios
Celso Luiz/DGABC

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC anunciou em assembleia geral, realizada nesta segunda-feira (8), que pretende lançar uma nova ferramenta para compras públicas entre os sete municípios integrantes, baseada em um modelo de marketplace. A intenção, segundo o presidente do colegiado e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), é concluir a modelagem em até seis meses, inspirada em experiências observadas pela entidade durante visita técnica a Santa Catarina, no início do ano.
Diferentemente da compra consorciada tradicional – na qual os municípios se unem para uma única licitação –, o modelo de marketplace permitirá que as prefeituras acessem fornecedores e atas de preços já disponíveis em ambiente digital, aderindo às aquisições conforme a demanda de cada cidade. A proposta teve como referência o Cincatarina (Consórcio Interfederativo Santa Catarina), que reúne compras compartilhadas entre 295 municípios e serviu de base técnica para evoluir o projeto no Grande ABC.
“Estivemos no Sul do País para ver esse modelo lá neste ano. Hoje (segunda), tivemos a primeira apresentação para os prefeitos e é possível sim termos esse mecanismo aqui no Consórcio Intermunicipal. Isso não exclui outras licitações dos municípios consorciados. Pelo contrário, queremos criar novas oportunidades, nas quais as prefeituras, em vez de perderem tempo em formatar uma nova licitação, podem encontrar tudo pronto aqui no formato do marketplace”, explicou Guto Volpi.
A proposta prevê que o Consórcio Intermunicipal concentre opções de compras para os municípios, incluindo desde insumos de menor porte até maquinários, veículos e drones, por exemplo. O trabalho deverá ser executado por equipe própria da entidade, responsável pela modelagem e operacionalização da ferramenta. A expectativa é que o sistema amplie o leque de fornecedores e facilite adesões
Para apontar a economicidade do marketplace, o Consórcio Intermunicipal divulgou estudo elaborado pela FIA (Fundação Instituto de Administração), da USP (Universidade de São Paulo), no qual aponta que um cenário com sete licitações em torno de R$ 60,6 mil cada, que somariam custo de R$ 424,2 mil. Com a plataforma proposta, a redução de custos aos cofres públicos poderia ser de R$ 363,6 mil.
A iniciativa tem respaldo na legislação federal 14.133/2021, conhecida como Lei de Licitações, que estimula a criação de centrais de compras e mecanismos de credenciamento para mercados dinâmicos, além da resolução 002/2026 do Consórcio Intermunicipal, que institui formalmente a Central Regional de Compras Públicas.
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