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Tropas do governo da Somália entram na capital Mogadíscio


Da AFP

28/12/2006 | 13:03


O primeiro-ministro somali, Ali Mohamed Gedi, anunciou nesta quinta-feira que as tropas do governo da Somália, apoiadas pelo Exército da Etiópia, entraram em algumas áreas de Mogadíscio, a capital do país, abandonada pelas milícias dos tribunais islâmicos.

"Já estamos em Mogadíscio, em algumas áreas", declarou Gedi à imprensa em Afgoye, 20 km ao oeste da capital.

"Quero organizar a coordenação das forças (governamentais) com as autoridades (locais) para controlar Mogadíscio", explicou.

Os islamitas anunciaram na manhã desta quinta-feira a retirada de suas tropas de Mogadíscio, cidade que controlavam desde junho.

Paralelamente, milicianos aliados do governo da Somália tomaram o controle de várias infraestruturas-chave de Mogadíscio, entre elas o porto e o aeroporto internacional, depois que os combatentes islamitas abandonaram a cidade.

"Tomamos o controle do porto e do aeroporto internacional depois que os tribunais islâmicos abandonaram a área nesta manhã", declarou o comandante de uma das facções, Salad Ahmed Mohamed. Segundo ele, outra facção tomou o controle do palácio presidencial.

Estado de Emergência – O governo somali decretou nesta quinta-feira estado de emergência neste país do Chifre da África arrasado por uma guerra civil que começou em 1991.

"O comitê de segurança nacional decretou estado de emergência na Somália", anunciou um porta-voz oficial, Abdirahman Dinari, em Baidoa, sede das instituições de transição somalis, 250 km a noroeste da capital.

"Graças a este estado de emergência, o governo fará com que a paz seja restaurada no país, em particular em Mogadíscio, e que todos sejam desarmados", afirmou.

No entanto, segundo testemunhas, pelo menos cinco pessoas morreram nesta quinta-feira na capital somali em trocas de tiros entre milícias locais que lutavam pelo controle de um depósito de armas, depois da fuga dos combatentes islamitas.

Após uma semana de violentos combates com as forças governamentais, os islamitas somalis anunciaram nesta quinta-feira que suas tropas haviam se retirado da capital, cujo controle haviam tomado em junho após quatro meses de combates contra uma aliança de senhores da guerra apoiada por Estados Unidos.

O chefe dos Tribunais Islâmicos, o xeque Sharif Cheij Ahmed, anunciou na rede Al-Jazeera que suas tropas haviam se retirado de Mogadíscio. "Retiramos nossas tropas de Mogadíscio, onde já não restam forças dos Tribunais Islâmicos", disse nesta rede.

"Não deixamos a capital afogada no caos, só queremos evitar que a cidade e a população sejam alvo dos bombardeios das forças etíopes que praticam um genocídio contra o povo somali", ressaltou este dirigente islamita.

As forças governamentais somalis haviam tomado na quarta-feira Jowhar, cidade estratégica e bastião islamita, 90 km ao norte da capital.

A Etiópia reconheceu esta semana pela primeira vez a sua intervenção na Somália ao anunciar um "contra-ataque" motivado por "seu direito à legítima defesa".



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Tropas do governo da Somália entram na capital Mogadíscio

Da AFP

28/12/2006 | 13:03


O primeiro-ministro somali, Ali Mohamed Gedi, anunciou nesta quinta-feira que as tropas do governo da Somália, apoiadas pelo Exército da Etiópia, entraram em algumas áreas de Mogadíscio, a capital do país, abandonada pelas milícias dos tribunais islâmicos.

"Já estamos em Mogadíscio, em algumas áreas", declarou Gedi à imprensa em Afgoye, 20 km ao oeste da capital.

"Quero organizar a coordenação das forças (governamentais) com as autoridades (locais) para controlar Mogadíscio", explicou.

Os islamitas anunciaram na manhã desta quinta-feira a retirada de suas tropas de Mogadíscio, cidade que controlavam desde junho.

Paralelamente, milicianos aliados do governo da Somália tomaram o controle de várias infraestruturas-chave de Mogadíscio, entre elas o porto e o aeroporto internacional, depois que os combatentes islamitas abandonaram a cidade.

"Tomamos o controle do porto e do aeroporto internacional depois que os tribunais islâmicos abandonaram a área nesta manhã", declarou o comandante de uma das facções, Salad Ahmed Mohamed. Segundo ele, outra facção tomou o controle do palácio presidencial.

Estado de Emergência – O governo somali decretou nesta quinta-feira estado de emergência neste país do Chifre da África arrasado por uma guerra civil que começou em 1991.

"O comitê de segurança nacional decretou estado de emergência na Somália", anunciou um porta-voz oficial, Abdirahman Dinari, em Baidoa, sede das instituições de transição somalis, 250 km a noroeste da capital.

"Graças a este estado de emergência, o governo fará com que a paz seja restaurada no país, em particular em Mogadíscio, e que todos sejam desarmados", afirmou.

No entanto, segundo testemunhas, pelo menos cinco pessoas morreram nesta quinta-feira na capital somali em trocas de tiros entre milícias locais que lutavam pelo controle de um depósito de armas, depois da fuga dos combatentes islamitas.

Após uma semana de violentos combates com as forças governamentais, os islamitas somalis anunciaram nesta quinta-feira que suas tropas haviam se retirado da capital, cujo controle haviam tomado em junho após quatro meses de combates contra uma aliança de senhores da guerra apoiada por Estados Unidos.

O chefe dos Tribunais Islâmicos, o xeque Sharif Cheij Ahmed, anunciou na rede Al-Jazeera que suas tropas haviam se retirado de Mogadíscio. "Retiramos nossas tropas de Mogadíscio, onde já não restam forças dos Tribunais Islâmicos", disse nesta rede.

"Não deixamos a capital afogada no caos, só queremos evitar que a cidade e a população sejam alvo dos bombardeios das forças etíopes que praticam um genocídio contra o povo somali", ressaltou este dirigente islamita.

As forças governamentais somalis haviam tomado na quarta-feira Jowhar, cidade estratégica e bastião islamita, 90 km ao norte da capital.

A Etiópia reconheceu esta semana pela primeira vez a sua intervenção na Somália ao anunciar um "contra-ataque" motivado por "seu direito à legítima defesa".

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