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Condomínio atingido por bomba em Santo André continua em pânico


Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

24/09/2005 | 08:05


Um sentimento de medo misturado com tristeza. Assim estava o clima no Conjunto Habitacional Prestes Maia um dia depois da explosão de um artefato com cerca de 10 kg de pólvora no estacionamento do condomínio no bairro Sacadura Cabral. O prefeito João Avamileno e a secretária da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Rosana Denaldi, estiveram sexta-feira de manhã no local. A secretária prometeu murar o conjunto habitacional em novembro para dar mais segurança aos moradores, reclamação recorrente.

No início da noite de quinta-feira, o Tipo prata utilizado pelos criminosos na fuga foi localizado abandonado na rua Santa Rosa, na região central de São Caetano. Uma equipe de antibombas do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado) foi chamada e, com receio de que houvesse explosivos no veículo, detonou a tampa do porta-malas do carro, mas nada foi encontrado. Sexta-feira, a Prefeitura informou que um dos acusados, Rene de Lima Freitas Ribeiro, 28 anos, que havia perdido uma das mãos quinta-feira com a explosão, também ficou cego. Até o início da noite de sexta-feira, os dois suspeitos – Leandro da Silva Galvão, 24 anos, e Avelino Antônio de Lima Júnior, 27, o Babalu –, que haviam sido identificados, permaneciam foragidos. A polícia suspeita que mais dois homens estejam envolvidos no crime.

A maior preocupação dos moradores do condomínio é com o que vai acontecer daqui para frente. Eles reclamam da falta de segurança, já que os prédios estão localizados na parte de trás do CDP (Centro de Detenção Provisória) e da Cadeia Pública de Santo André. "Nosso problema são os presídios, que tem gente muito perigosa. O condomínio não pode ficar à merce dos bandidos. O ideal seria desativar as duas cadeias. Enquanto isso não acontece, a solução é a instalação de uma base comunitária da Polícia Militar ou uma viatura 24 horas na área", disse o cozinheiro Adalberto da Silva Linhares, 32 anos, que teve seu veículo (Kadett) danificado com os estilhaços do explosivo. "Não sei com que dinheiro vou arrumar meu carro."

Mesmo depois de os técnicos do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) vistoriarem os apartamentos e constatarem que as estruturas não haviam sido abaladas e a Defesa Civil de Santo André liberar a ligação de gás, os moradores continuavam sem cozinhar até a manhã de sexta-feira. "Ninguém quis se arriscar. Ficou todo mundo com medo de que uma nova explosão ocorresse. Ainda bem que a Prefeitura está nos dando apoio. Sexta-feira (quinta-feira) eles nos forneceram 200 marmitex. Não temos do que reclamar", disse a auxiliar administrativa Genilda Cordeiro de Araújo Silva, 37 anos, síndica de um dos blocos atingidos.

Depois de visitar cinco apartamentos que tiveram vidros e janelas quebrados, o prefeito João Avamileno afirmou aos moradores que irá procurar o governo do Estado para tentar aumentar a segurança no local. O prefeito disse que a empresa que construiu os prédios foi acionada para fazer um levantamento do que será necessário trocar nos apartamentos. "Vamos fazer o orçamento e discutir se a Prefeitura poderá custear", disse o prefeito. O major do CPAM-6 (Comando de Policiamento de Área), José Quesada de Farina, afirmou que assim que acabar a operação Saturação por Tropas Espaciais, que está sendo realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar, na favela do Tamarutaca, o policiamento será assumido por homens dos batalhões de Santo André. "Faremos a segurança no entorno do CDP e da cadeia. Não posso falar se teremos viaturas ou não. Dependerá de um planejamento. O que posso assegurar é que policiais ficarão à paisana para informar pontualmente o que está acontecendo no local", disse.



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Condomínio atingido por bomba em Santo André continua em pânico

Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

24/09/2005 | 08:05


Um sentimento de medo misturado com tristeza. Assim estava o clima no Conjunto Habitacional Prestes Maia um dia depois da explosão de um artefato com cerca de 10 kg de pólvora no estacionamento do condomínio no bairro Sacadura Cabral. O prefeito João Avamileno e a secretária da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Rosana Denaldi, estiveram sexta-feira de manhã no local. A secretária prometeu murar o conjunto habitacional em novembro para dar mais segurança aos moradores, reclamação recorrente.

No início da noite de quinta-feira, o Tipo prata utilizado pelos criminosos na fuga foi localizado abandonado na rua Santa Rosa, na região central de São Caetano. Uma equipe de antibombas do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado) foi chamada e, com receio de que houvesse explosivos no veículo, detonou a tampa do porta-malas do carro, mas nada foi encontrado. Sexta-feira, a Prefeitura informou que um dos acusados, Rene de Lima Freitas Ribeiro, 28 anos, que havia perdido uma das mãos quinta-feira com a explosão, também ficou cego. Até o início da noite de sexta-feira, os dois suspeitos – Leandro da Silva Galvão, 24 anos, e Avelino Antônio de Lima Júnior, 27, o Babalu –, que haviam sido identificados, permaneciam foragidos. A polícia suspeita que mais dois homens estejam envolvidos no crime.

A maior preocupação dos moradores do condomínio é com o que vai acontecer daqui para frente. Eles reclamam da falta de segurança, já que os prédios estão localizados na parte de trás do CDP (Centro de Detenção Provisória) e da Cadeia Pública de Santo André. "Nosso problema são os presídios, que tem gente muito perigosa. O condomínio não pode ficar à merce dos bandidos. O ideal seria desativar as duas cadeias. Enquanto isso não acontece, a solução é a instalação de uma base comunitária da Polícia Militar ou uma viatura 24 horas na área", disse o cozinheiro Adalberto da Silva Linhares, 32 anos, que teve seu veículo (Kadett) danificado com os estilhaços do explosivo. "Não sei com que dinheiro vou arrumar meu carro."

Mesmo depois de os técnicos do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) vistoriarem os apartamentos e constatarem que as estruturas não haviam sido abaladas e a Defesa Civil de Santo André liberar a ligação de gás, os moradores continuavam sem cozinhar até a manhã de sexta-feira. "Ninguém quis se arriscar. Ficou todo mundo com medo de que uma nova explosão ocorresse. Ainda bem que a Prefeitura está nos dando apoio. Sexta-feira (quinta-feira) eles nos forneceram 200 marmitex. Não temos do que reclamar", disse a auxiliar administrativa Genilda Cordeiro de Araújo Silva, 37 anos, síndica de um dos blocos atingidos.

Depois de visitar cinco apartamentos que tiveram vidros e janelas quebrados, o prefeito João Avamileno afirmou aos moradores que irá procurar o governo do Estado para tentar aumentar a segurança no local. O prefeito disse que a empresa que construiu os prédios foi acionada para fazer um levantamento do que será necessário trocar nos apartamentos. "Vamos fazer o orçamento e discutir se a Prefeitura poderá custear", disse o prefeito. O major do CPAM-6 (Comando de Policiamento de Área), José Quesada de Farina, afirmou que assim que acabar a operação Saturação por Tropas Espaciais, que está sendo realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar, na favela do Tamarutaca, o policiamento será assumido por homens dos batalhões de Santo André. "Faremos a segurança no entorno do CDP e da cadeia. Não posso falar se teremos viaturas ou não. Dependerá de um planejamento. O que posso assegurar é que policiais ficarão à paisana para informar pontualmente o que está acontecendo no local", disse.

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