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Matheus Gianello acusa Caio Salgado de agressão física

Vereadores se desentenderam em plenário durante sessão nesta terça-feira (12); briga teria ocorrido em um dos gabinetes após a sessão

12/05/2026 | 20:55
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FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os vereadores de São Caetano Matheus Gianello e Caio Salgado, ambos do PL, após desentendimento verbal nesta terça-feira (12) no plenário, teriam chegado à agressão física em um dos gabinetes da Câmara.

“Fui agredido pelo Caio. Me jogou contra a parede”, disse Gianello ao Diário, que garantiu o registro do BO (boletim de ocorrência) e um pronunciamento público para essta quarta-feira (13).

A escalada na tensão começou durante a sessão, que tinha seis itens na ordem do dia com pareceres de inconstitucionalidade. Os parlamentares trocaram farpas e ofensas após manifestação pacífica de mães atípicas e de pedido da oposição para destituição do presidente da Câmara, Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL), por falas consideradas capacitistas. O requerimento não foi aprovado.

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Durante os embates, Gianello sugeriu que Caio teria divergências com familiares, afirmou que o correligionário é um “coitado” e “um câncer” para a cidade. Disse ainda que o desafeto não “consegue se eleger sem a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais)” – a família Salgado, há anos, se alterna no comando da instituição.

Revoltado com as falas, Caio subiu o tom e devolveu os insultos chamando o colega de vereança de “vagabundo”, por usar a sessão para comprar vinhos na internet e que só foi eleito por ter um “tio”, referindo-se ao ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), padrinho político de Gianello.

Ao Diário, Caio afirmou que apenas respondeu às investidas de Gianello – opositor ao governo do prefeito Tite Campanella (sem partido) – e que durante e após a sessão foi provocado pelo colega. “Disse que eu não tinha caráter e falou da minha família. Estava indo para meu gabinete quando ele continuou a me provocar. Houve um estranhamento. Que isso sirva de lição. Não vou admitir que ninguém fale da minha família. O recado está dado para ele e qualquer um da política.”

A Câmara, até o fechamento desta edição, não se manifestou sobre quais medidas adotará em relação aos dois vereadores, caso a agressão seja comprovada.

Reportagem atualizada às 23h33

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