São Caetano Percentual é maior do que a inflação dos últimos 12 meses, de 3,81%, medida pelo IPCA, garantindo aumento real de 1,3%
FOTO: Celso Luiz/DGABC

O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (sem partido), encaminhou à Câmara, nesta terça-feira (12), a proposta de dissídio do funcionalismo para 2026. O texto prevê reajuste salarial de 5,1% para os servidores municipais. A proposta foi lida em sessão e deverá ser votada na próxima sexta-feira (15), juntamente com o projeto que trata do aumento dos trabalhadores da Casa, que também terão o mesmo índice de reajuste aplicado ao funcionalismo.
O percentual anunciado pela Prefeitura é maior do que a inflação dos últimos 12 meses, de 3,81%, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), garantindo aumento real de 1,3%. O projeto de lei estabelece que o reajuste passe a vigorar retroativamente a 1º de maio. A medida, de acordo com o governo municipal, contempla os 5.845 funcionários concursados da Prefeitura. O menor salário passará a ser de R$ 3.046,22.
“Nossa meta é construir uma administração pública cada vez mais moderna, eficiente e capaz de oferecer serviços de qualidade, contribuindo para o bem-estar e desenvolvimento de todos os cidadãos de São Caetano. A valorização do funcionalismo público é essencial para que consigamos atingir esse objetivo”, disse Tite.
O líder de governo, César Oliva (PSD), afirmou que “o reajuste maior que a inflação de 3,81%, traz aumento real que há muito é esperado pela cidade”. Já para o vereador Edison Parra (Podemos), “aplicar reajuste com aumento real é um reconhecimento justo e muito merecido aos nossos servidores, que são fundamentais para o funcionamento da cidade e para a qualidade dos serviços prestados à população”.
A proposta foi elaborada em conjunto com o Sindserv (Sindicato do Servidores) e, segundo a Prefeitura, a medida dá continuidade à política de valorização dos servidores. Conforme o Executivo, as majorações vêm sendo aplicadas de forma contínua em diferentes áreas. Na Saúde, após nove anos sem reajustes, os 2.270 profissionais da Fundação do ABC receberam dissídio entre 5% e 5,32%, conforme a categoria, em acordos firmados com trabalhadores e sindicatos.
Na Segurança, em janeiro, os guardas-civis tiveram o vale-refeição reajustado de R$ 22 para R$ 35, com extinção do desconto escalonado, além do aumento da gratificação por risco de vida. Em abril, os agentes de trânsito também passaram a receber o mesmo valor de vale-refeição. Na Educação, cerca de 4 mil profissionais ganham abono mensal, com valores que variam de R$ 350 a R$ 1.100 para diretores e coordenadores, e de R$ 350 a R$ 925 para professores, pagos ao longo de 2026.
A majoração aplicada pela Prefeitura de São Caetano é a maior entre os percentuais aprovados até o momento nas cidades do Grande ABC. Em Santo André, os servidores da ativa e aposentados avalizaram. em abril, proposta da Prefeitura de reajuste salarial de 5%, aplicado de uma única vez para junho. Já a Câmara de São Bernardo garantiu reajuste de 4,36% de forma parcelada, sendo 3,36% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e 1% de ganho real aos servidores.
Em Mauá, as negociações entre Prefeitura e Sindserv continuam. Ribeirão Pires informou que está “em tratativa com os sindicatos de servidores da cidade e prevê o anúncio de reajuste salarial ainda para este mês de maio”.
Em Diadema, os servidores rejeitaram proposta de reajuste de 4,36%, divididos em duas parcelas: 2,36% em maio e 2% em outubro de 2026 e convocaram manifestação para esta quinta-feira na Câmara. Rio Grande da Serra não confirmou percentual até o fechamento da edição.
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