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Arafat vai convocar eleições gerais


Das Agências

14/06/2002 | 09:03


O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, comprometeu-se na quinta-feira a marcar "nos próximos dias" a data das eleições locais, legislativas e presidencial. Os Estados Unidos se disseram satisfeitos, pois vêem nessas eleições uma possibilidade de acelerar as reformas das instituições palestinas.

"Temos que preparar o mais rápido possível as eleições locais, assim como as eleições legislativas e presidencial", declarou Arafat ao novo gabinete, composto no domingo, e que realizou sua primeira reunião só esta quinta-feira, depois que o exército israelense saiu de Ramallah.

Os Estados Unidos consideraram "positivo" o anúncio, insistindo, porém, na necessidade de fazer mais para impedir a violência contra Israel.

O presidente George W. Bush prosseguiu na quinta-feira suas consultas para definir uma estratégia de reativação do processo de paz no Oriente Médio, e pediu aos palestinos que instalem instituições que permitam a criação de um Estado palestino que possa viver em paz com Israel.

No entanto, Bush, que conversou sobre a questão do Oriente Médio quando recebeu o chefe da diplomacia saudita, o príncipe Saud Al Faisal, e depois com o ministro australiano John Howard, não revelou quando pretendia anunciar publicamente esse plano de reativação nem se daria seu apoio à criação de um "Estado palestino provisório", medida provisória proposta pelo presidente egípcio Hosni Mubarak.

O príncipe Faisal se disse "muito satisfeito" com o resultado de seus encontros, afirmando que a reunião com Bush foi "muito boa, muito completa e muito positiva". Faisal será recebido na sexta-feira pelo secretário de Estado Colin Powell.

Dentro dos esforços pela tentativa de paz promovidos pelos EUA, Powell se reúne na sexta-feira com um conselheiro próximo a Yasser Arafat, o ministro palestino de Cooperação Internacional Nabil Chaath.

Os Estados Unidos contam sempre com a organização em meados do ano de uma conferência ministerial sobre o Meio Oriente, mas ainda não se estabeleceu nem a data nem o local, muito menos a agenda.

Essa conferência recebeu na quinta-feira o apoio da maioria dos membros do Conselho de Segurança da ONU e dos Estados-membros reunidos em sessão pública do Conselho.

O trabalho para a construção de infra-estruturas de defesa ao longo da linha de fronteira entre Israel e a Cisjordânia começarão no domingo, declarou o ministro israelense de Defesa, Binyamin Ben Eliezer.

Os trabalhos consistem em uma série de arames, trincheiras e muros equipados com sistemas eletrônicos de vigilância. Essa instalação deve se estender ao longo dos 350 km da "linha verde", que demarca a divisão entre Israel e a Cisjordânia. O objetivo dessa demarcação física "é impedir" a infiltração de "terroristas palestinos" e de explosivos em Israel.



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