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Calma volta à Costa do Marfim após tentativa de golpe


Das Agências

08/01/2001 | 09:39


A situação estava totalmente controlada esta segunda-feira às 9h locais (7h de Brasília) em todo o território da Costa do Marfim, depois da intentona de golpe de Estado, informaram os ministros do Interior e de Defesa na rádio nacional.

Segundo afirmou o ministro do Interior, Emil Boga Dudu, a intentona golpista ‘‘se concentrou em Abidjan’’ e as forças armadas do interior do país ‘‘não escutaram o apelo inútil’’ pedindo a união, lançado pelo rádio de parte dos amotinados durante a noite.

Os assaltantes ocuparam durante a noite as instalações da rádio e da televisão em Abidjan, que foram retomadas pelas forças leais ao regime depois de violentos combates, principalmente no caso da televisão.

Os ministros não fizeram um balanço preciso dos confrontos, mas o ministro da Defesa, Moises Lika Kuassi, declarou que os assaltantes ‘‘dispararam contra as forças da ordem, causando mortos’’.

Boga Dudu atribuiu esse ataque a ‘‘aventureiros que pensaram que havia chegado a hora de tomar o poder pelas armas’’, sem dar maiores explicações.

Ataque - Pouco depois das 7h locais (5h de Brasília), eram escutados disparos esporádicos do setor onde se situa a sede da televisão, no bairro residencial de Cocody, assim como perto da rádio, no bairro administrativo de Plateau.

No final da noite deste domingo, rebeldes não identificados atacaram vários pontos estratégicos da capital econômica marfinense, conseguindo apoderar-se das instalações da rádio e da televisão. Foram escutados disparos de armas automáticas, de metralhadoras e inclusive de artilharia.

No momento do ataque, o presidente Gbagbo não estava em Abidjan. O mandatário havia partido na sexta-feira com destino desconhecido ao interior do país, quando vários ministros de seu governo disseram à AFP que há vários dias tinham sido advertidos sobre a preparação de um ataque.

A televisão e a rádio pararam de transmitir pouco depois de iniciados os combates, mas a televisão reiniciou a transmissão de um logotipo na primeira hora da madrugada.

O ministro do Interior, Emile Boga Dudu, informou que os assaltantes tinham ‘‘tomado como reféns’’ os técnicos da rádio e da televisão, para obrigá-los a transmitir sua mensagem.

Pouco depois das 3h locais, um porta-voz não identificado, afirmando falar em nome dos rebeldes, anunciou pela rádio nacional que eles controlavam a rádio e a televisão e que um porta-voz falaria ‘‘nas próximas horas à população’’. O homem não fez nenhuma reivindicação.

Às 4h30, foi escutado um intenso tiroteio em torno da sedde da televisão e algumas horas depois, o ministro Boga Dudu afirmou à AFP que as forças leais ao Governo tinham retomado o edifício.

Enquanto isso, a rádio parecia continuar em poder dos rebeldes e transmitia repetidamente o hino nacional e a curta proclamação do porta-voz dos rebelados, afirmando que ‘‘tudo estaria definido em 48 horas’’, ao mesmo tempo em que pedia à população para permanecer em suas casas. Não se dispunha então de nenhum balanço, mas, segundo Boga Dudu, ‘‘há mortos, principalmente do lado dos atacantes’’. Vários rebeldes foram detidos, segundo o ministro, que, entretanto, não quis se pronunciar sobre a identidade dos atacantes ou de seus eventuais instigadores.

Por sua parte, o ministro da Defesa, Moise Lida Kuassi, disse que havia sido informado da ‘‘presença entre os rebelados de um dos que participaram em ataque à residência de Robert Guei’’.

A residência do general Guei, chefe da junta militar no poder de dezembro de 1999 a outubro de 2000, foi, segundo este, objetivo de um ataque de militares partidá rios do ex-primeiro-ministro Alassan Uattara na noite de 17 de setembro passado.

Segundo informações não confirmadas, os atacantes teriam tentado ontem à noite libertar o general Lassana Palenfo, ex-número dois da junta militar. O terceiro homem do governo militar, o general Abdulay Culibaly, contatado por telefone, afirmou que continua detido em um acampamento da gendarmeria em Abidjan.

Posteriormente, algumas testemunhas informaram que a emissora de rádio nacional também tinha sido retomada pelas forças legais ao regime de Gbagbo, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente.



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