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Pela estrada afora sobre 4 rodas


Heloísa Cestari
Do Diário do Grande ABC

18/08/2005 | 10:00


Passaporte, visto, vacinas, documento de habilitação, seguros de carro e de saúde, o que levar na bagagem, mapas rodoviários, noções básicas de mecânica para eventuais contratempos na estrada... Uma série de preocupações e providências a serem tomadas povoam a cabeça do turista que decide aproveitar as férias para empreender uma viagem à la Guevara, de moto ou de carro, pelo continente sul-americano.

Para começar, é imprescindível que o motorista esteja com todos os equipamentos e a documentação do veículo em ordem. Estepe, pneus, motor e caixa de ferramentas para pequenos consertos devem ser checados. No caso de carros com seguro, também é importante que o motorista providencie um documento chamado Carta Verde, que garante ao viajante a cobertura do prejuízo no caso de ocorrer algum acidente, furto ou roubo do automóvel.

"O seguro comum vale apenas para perímetro nacional. Se o motorista tiver de fazer uma viagem para fora do país, ele terá de comunicar à seguradora e pagar uma taxa que varia conforme o tipo de veículo, a quantidade de dias e o perímetro do percurso. Também é importante informar a data certa de ida e volta e avisar a empresa caso decida estender a viagem por mais tempo", adverte a corretora Lourdes Dargevitch, proprietária do Grupo NT Seguros, em Santo André. Para que a seguradora tenha tempo de calcular a taxa, emitir o boleto que deverá ser quitado pelo viajante e providenciar a Carta Verde, é conveniente que o dono do automóvel procure a empresa pelo menos uma semana antes de viajar.

As normas de trânsito de cada país a ser visitado também devem ser conferidas antes de seguir além-fronteiras. Para circular no Chile, por exemplo, é preciso portar carteira internacional de habilitação. Em compensação, tanto o Chile quanto os nossos demais hermanos do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) não exigem passaporte de brasileiros: o RG original já vale como identificação. Vistos nem sempre são necessários, mas grande parte dos países exige vacina contra febre amarela.

Documentação pronta, malas e mapas a postos, o turista ainda terá de traçar bem o roteiro e tomar algumas precauções na estrada para evitar que imprevistos ponham um fim na aventura. Na Argentina, por exemplo, quem for pego com uma garrafa de bebida alcoólica aberta dentro do carro pode ser multado. Além disso, o motorista deve estar atento aos perigos que a estrada oferece e, de preferência, evitar dirigir à noite.

A estrada de Yungas, que vai para La Paz, na Bolívia, é considerada uma das mais perigosas do mundo em termos de tráfego. Já em outras vias, o problema são os furtos. "Na Bolívia e no Peru, há muito assalto e roubo de carro, principalmente no trecho entre Santa Cruz de la Sierra e o Peru. Argentina, Uruguai e Chile são mais tranqüilos. Mas é sempre bom evitar dirigir à noite, ainda mais se você estiver em um carro só. É mais seguro viajar com um grupo maior de pessoas, em caravana", alerta o autor do Manual do Turista Brasileiro, Lúcio Martins Rodrigues, que já fez várias viagens pelo continente e deverá lançar até o fim deste ano mais dois novos títulos da série GTB (Guia do Turista Brasileiro) com dicas sobre o Peru e a Argentina.

Rodrigues também sugere que o carro tenha tração nas quatro rodas, pneus com corrente e que se evite deixar a bagagem à mostra no porta-malas. "Também não é bom atravessar os Andes no auge do inverno. E se o destino for a Patagônia, mantenha o tanque do carro sempre cheio, pois tudo é muito distante e os postos de gasolina nem sempre estão abertos", aconselha o autor, lembrando que a carta de motorista não serve como identidade: "Tem muita gente que acha que a carteira de habilitação basta para identificá-la e acaba sendo brecada na fronteira. Na Bolívia também é comum a polícia esquecer de carimbar o passaporte e, depois, na cidade seguinte, te pegar por não ter o carimbo. Por isso, é melhor o motorista pedir que eles carimbem o passaporte na fronteira caso esqueçam".

Outras boas dicas são levar cartão de crédito internacional e jamais deixar de consultar um mapa rodoviário. No site www.manualdoturista.com.br há vários mapas de estradas, principalmente da Argentina. Também é conveniente levar alguns dólares no bolso, pois nem sempre será possível encontrar uma casa de câmbio pelo caminho que aceite trocar reais pela moeda local.

E, por fim, não esqueça: embora o idioma espanhol seja de fácil compreensão para a maioria dos brasileiros, os hermanos de países vizinhos têm mais dificuldade para entender o português e dificilmente decodificam as tentativas de portunhol embromado que muitos turistas verde-amarelos insistem em arriscar como se fossem hábeis conhecedores da língua. Por isso, um dicionário com os termos e expressões mais usados ou um curso básico de espanhol são sempre bem-vindos antes de colocar o pé na estrada. Desta forma, o viajante tupiniquim evitará alguns vexames e ainda poderá estufar o peito para cantarolar soy loco por ti, America, soy loco por ti de amores em alto e bom som enquanto desbrava o continente.

Para sul-americano ver

ARGENTINA
Um dos vizinhos mais procurados por brasileiros, principalmente após a desvalorização do peso, a Argentina recebeu 1,3 milhão de turistas em 2003, segundo dados da Secretaria de Turismo do país. Preços em conta na capital Buenos Aires e o charme de locais como o Teatro Colón, a Casa Rosada, o bairro La Boca e a Recoleta, além da infinidade de casas de tango embaladas por músicas de Gardel, atraem muitos paulista ávidos por conferir in loco os bons ares portenhos. As estações de esqui de Bariloche também fazem sucesso entre os visitantes verde-amarelos durante o inverno, chegando a receber o apelido de Brasiloche. E para os mais aventureiros, as paisagens inóspitas de Ushuaia, na Patagônia, e da Quebrada de Humahuaca são ótimas pedidas de roteiro.
Passaporte: Não. A carteira de identidade original já vale como identificação
Visto: Para permanência de até 90 dias, não é preciso visto
Câmbio: R$ 1 = 1,23 pesos argentinos (*)
Vacinas: Não
Site: www.turismo.gov.ar

GUIANA
Banhada pelo Mar do Caribe, a Guiana é o único país de colonização britânica da região, o que lhe confere ares mais caribenhos do que sul-americanos propriamente ditos. Além dos casarões de arquitetura colonial da capital, Georgetown, hotéis na floresta, visitas a fazendas com animais típicos da Amazônia e quedas d’água, como o salto Kaieteur e a cachoeira Oranduik, atraem os apaixonados por aventuras.
Passaporte: Sim
Visto: Sim. O visto de turista custa R$ 45 e o de negócios, R$ 75 (para 90 dias)
Câmbio: R$ 1 = 84,29 dólares guianenses (*)
Vacinas: É preciso tomar vacina contra febre amarela

VENEZUELA
Um dos principais produtores mundiais de petróleo, a Venezuela começa a encarar o turismo como fonte alternativa de renda. Para isso, conta com um dos mais diversificados ecossistemas do continente, que se divide entre os encantos caribenhos da ilha de Margarita, a imensidão andina com picos de até 2 mil metros de altitude, montanhas em forma de mesa na Gran Sabana e o salto de Angel, considerado a maior cachoeira do mundo, com quase mil metros de altura.
Passaporte: Sim
Visto: Turista a passeio não precisa de visto. Para negócios, é necessário tirar o documento, que custa US$ 60 para ser emitido
Câmbio: R$ 1 = 915 bolívares venezuelanos (*)
Vacinas: Não
Site: www.mpc.gov.ve

GUIANA FRANCESA
Sob a alcunha de território ultramarino da França, o país mantém o idioma e comercializa em euro. Seus principais pontos turísticos são as Ilhas Presídios – onde os criminosos mais perigosos eram enclausurados no passado –, os trechos de Floresta Amazônica e o Centro Espacial para lançamento de foguetes.
Passaporte: Sim
Visto: Sim. Tanto o visto de turismo quanto o de negócios custam 35 euros
Câmbio: R$ 1 = 0,35 euro (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela
Site: www.tourisme-guyane.com

CHILE
Encravado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o Chile possui o território mais estreito do mundo, com largura 25 vezes menor que sua extensão, e apresenta uma grande variedade de belas paisagens, como o Deserto do Atacama, a região dos Lagos, as geleiras da Patagônia e as instigantes formações rochosas da Ilha de Páscoa, no extremo Sul. Tem também as estações de esqui de Portillo, Chillán, Valle Nevado e Pucón. Não à toa, o país tem registrado um crescente aumento no número de vôos para a capital Santiago. De acordo com a Corporação de Promoção Turística do Chile (CPT), o número de visitantes internacionais em 2004 foi de 1,78 milhão.
Passaporte: Não. A carteira de identidade original já vale como identificação
Visto: Não é exigido visto para permanência de até 90 dias no país
Câmbio: R$ 1 = 226,73 pesos chilenos (*)
Vacinas: Não
Sites: www.visit-chile.org; www.sernatur.cl; www.gochile.cl; www.viajeporchile.cl; www.paseosenchile.cl e www.chileturistico.com

PARAGUAI
Conhecido por se constituir num importante centro de comércio de produtos contrabandeados, o Paraguai também guarda relíquias turísticas originais, como missões jesuíticas, a região desértica do Chaco e vários pontos propícios à prática da pesca. A capital, Assunção, conta com uma agitada vida noturna.
Passaporte: Não. A carteira de identidade original já vale como identificação.
Visto: Não
Câmbio: R$ 1 = 2.554,28 guaranis (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela
Site: www.senatur.gov.py

COLÔMBIA
Embora só apareça na mídia em casos de tráfico e violência, principalmente devido à ação dos guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o país conta com alguns recantos que mais parecem próximos do paraíso do que da confusão. É o caso da bela Cartagena de Índias, também conhecida como o Caribe Colombiano devido a suas praias de mar azul intenso, adornadas por corais e construções de arquitetura secular declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Também vale visitar na capital, Bogotá, o Museu do Ouro, o maior do gênero no mundo, com mais de 33 mil peças do valioso metal.
Passaporte: Sim
Visto: Turista a passeio não precisa de visto. Viajantes a negócios devem entrar em contato com o consulado (3078-0322)
Câmbio: R$ 1 = 979,34 pesos colombianos (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela
Site: www.mincomercio.gov.co

SURINAME
Antiga colônia da Holanda, o Suriname mantém o idioma dos Países Baixos e destaca-se por suas reservas naturais na selva, repletas de tartarugas gigantes.
Passaporte: Sim
Visto: Não
Câmbio: R$ 1 = 1.168,91 florins surinameses (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela.

EQUADOR
A Ilha de Galápagos é sonho de consumo de estudiosos e turistas do mundo todo. Foi inspirado nos animais do arquipélago que o naturalista inglês Charles Darwin desenvolveu a Teoria da Evolução das Espécies. Até hoje, a fauna de Galápagos encanta com suas tartarugas gigantes, pingüins, lagartos e pelicanos que interagem com os visitantes da espécie humana sem qualquer receio. Cercada por vulcões, a capital equatoriana, Quito, também merece visita, com seus museus e casas antigas, além da histórica Cuenca e da Avenida dos Vulcões. Este ano, o país lançou pela primeira vez uma campanha de divulgação de seus atrativos turísticos no Brasil. O objetivo é que o número anual de visitantes verde-amarelos cresça para 20 mil, o dobro da média nos últimos anos.
Passaporte: Sim
Visto: Para permanência de até 90 dias, não é exigido visto
Câmbio: R$ 1 = 10.660,98 sucres (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela
Site: www.vivecuador.com

URUGUAI
As praias de Punta del Este e o charme da capital, Montevidéu, estão sempre no roteiro dos brasileiros com destino ao Uruguai. Mas também vale a dica de aproveitar a viagem para conferir os ares coloniais das ruas, ainda iluminadas por lampiões, de Colônia de Sacramento, a mais antiga cidade do país. Em 2003, o Uruguai recebeu 1,42 milhão de visitantes internacionais.
Passaporte: Não. A carteira de identidade original já vale como identificação.
Visto: Não é exigido visto para permanência de até 90 dias
Câmbio: R$ 1 = 10,32 pesos uruguaios (*)
Vacinas: Não
Site: www.turismo.gub.uy

PERU
As ruínas da civilização inca de Machu Picchu e as relíquias arqueológicas de Cuzco, declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, são, sem dúvida, o objetivo de dez entre dez dos 931 mil turistas estrangeiros que, de acordo com dados da OMT (Organização Mundial de Turismo), visitaram o Peru em 2003. Mas há outros pontos, igualmente instigantes, que começam a despontar para o turismo, como a cidadela de Choquequirao – descoberta recentemente, semelhante a Machu Picchu –, os museus da capital Lima, a parte peruana da Amazônia (que oferece passeios de barco, safári fotográfico e acomodação em lodges), o casario colonial de Arequipa e as curiosas linhas geométricas do deserto de Nazca, que muitos acreditam terem sido obra de seres de outro mundo.
Passaporte: Sim. O governo brasileiro está firmando um acordo com o Peru para que, em breve, não seja mais exigido passaporte entre os dois países
Visto: Para permanência de até 90 dias, não é exigido visto
Câmbio: R$ 1 = 1,39 novo-sol (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela
Sites: www.peru.org.pe; www.mincetur.gob.pe e www.peru.info

BOLÍVIA
Embora seja uma das nações mais pobres da América do Sul, a Bolívia é rica em belezas naturais, como o lago Titicaca, a cidade de Copacabana e a Ilha do Sol. Recentemente, as operadoras também passaram a incluir nos pacotes o Salar de Uyuni, deserto formado pela evaporação de lagoas salgadas considerado o maior do mundo. As cidades de La Paz – a capital mais alta do mundo, com 3.636 m –, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra também são bastantes visitadas. Como cerca de dois terços dos bolivianos são de origem indígena, os dialetos de quíchuas e aimarás são também oficiais, ao lado do espanhol.
Passaporte: Sim
Visto: Só para visitantes a negócios (US$ 50). Turistas a passeio não precisam de visto
Câmbio: R$ 1 = 3,44 bolivianos (*)
Vacinas: Exige vacina contra febre amarela
Sites: www.mcei.gov.bo ou www.boliviaweb.com



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