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Com tato apurado e prontos para a medalha de ouro em Pequim


Fernando Cappelli
Do Diário do Grande ABC

31/08/2008 | 07:02


O destino pode não ter permitido que eles enxergassem o mundo da mesma maneira que muitas outras pessoas. Mas ao mesmo tempo, proporcionou a sensibilidade apurada que possibilitou seguir os passos dos campeões.

Prontos para coroar novamente a trajetória no judô para deficientes visuais, os lutadores Helder Maciel Araújo (até 60 kg), Karla Cardoso (até 48 kg), Daniele Bernardes (até 57 kg) e Lúcia Teixeira (até 63 kg) embarcaram esta semana rumo a Paraolimpíada de Pequim, que será realizada entre os dias 6 a 17 de setembro.

O quarteto (que ao lado das atletas Luana Silva e Adriana Lino, do goalball, são apoiados pelo Diário) faz parte da delegação de judocas composta por cinco mulheres e três homens que tentarão alcançar o lugar mais alto do pódio da modalidade na capital chinesa.

"É um grupo com boas classificações em Jogos passados e mundiais. Somos conhecidos pela técnica e nossa garra no tatame. Certamente manteremos a tradição de medalhas", prometeu Daniele, de São Bernardo, que conquistou o bronze em Atenas (2004) e o primeiro lugar no Parapanamericano do Rio de Janeiro, no ano passado.

Helder, seu companheiro de equipe, também já tem a receita básica para o sucesso e confia em sua experiência de duas olimpíadas (1996 e 2000) como expediente reforçado para tentar uma medalha. "Aperfeiçoei bastante meu uchi-mata (golpe de varredura que visa derrubar o adversário com um desequilíbrio pela parte interna da perna) e creio que isso pode ser um grande diferencial para meus adversários. Tudo é muito estudado e temos sempre de reciclar nossas técnicas."

Evolução - A maioria dos lutadores tem deficiência oftalmológica na categoria B2, com percepção de vulto e cerca de apenas 5% da visão total.

"O judô paraolímpico evoluiu de forma muito rápida. Antigamente, víamos que muitos países mandavam lutadores apenas para ‘cumprir tabela'. Hoje em dia, tudo é muito profissional. Nossos principais adversários são atletas europeus e cubanos. Mas também despontamos como favoritos. Ainda mais neste ano, que reunimos provavelmente o time mais homogêneo e experiente de todos os tempos", afirmou o treinador Jaime Roberto Bragança.



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