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'Sei que posso treinar uma seleção', diz Sérgio Soares


Analy Cristofani
Do Diário do Grande ABC

16/09/2007 | 07:01


Quando a pequena Fernanda, o Kaio, o Victor, a Daniela e a dona Áurea sentem falta de Sérgio Soares pelo pouco tempo que fica em casa, não sabem que tudo que ele faz é pensando neles. O futebol deu ao técnico do Santo André a oportunidade de oferecer uma vida melhor a todos. Deu, também, os amigos Betinho, hoje seu auxiliar, e Raudinei. Nada mau para quem ainda tem projetos ambiciosos na carreira.

DIÁRIO – É difícil ser técnico na Série B?
SÉRGIO SOARES – É difícil em qualquer lugar pela dificuldade e a instabilidade que a gente tem na profissão. Mas é o que quero. Fiz faculdade de educação física e poderia montar uma academia. Não quero porque sei que tenho perfil e capacidade para fazer o que faço.

DIÁRIO – Qual é seu objetivo?
SÉRGIO – Sou um baita privilegiado, estou há três anos como técnico e já consegui meu espaço. Sei que vou chegar longe, tenho vontade de trabalhar no Exterior porque sei que posso treinar uma seleção. Tenho visibilidade boa e será um trampolim.

DIÁRIO – Precisa ter cabeça boa para alcançar sucesso?
SÉRGIO – O jogador tem de saber que as pessoas gostam do momento que ele vive. Mas só falo com o atleta quando existe interferência dentro de campo.

DIÁRIO – Foi assim com você?
SÉRGIO – Tive uma vida difícil quando criança, meu pai (Alcides, falecido há 14 anos) era motorista de ônibus e minha mãe, cozinheira. Tinha de trabalhar para ajudar em casa, mas jogava também.

DIÁRIO – Você sentia que teria sucesso?
SÉRGIO – Já tinha até desistido de jogar. Foi meu pai quem comprou a briga e, se eu estou aqui hoje, é por causa dele. É o cara que fez eu ser o que sou. Era boy no Monte Líbano e ele deixou que eu largasse o emprego para seguir carreira.

DIÁRIO – O futebol é tudo para você?
SÉRGIO – Tudo é minha família. Futebol é uma parte boa da minha vida.

DIÁRIO – Você não esconde sua preocupação com a família...
SÉRGIO – Vivo para eles, para minha mãe, que vai completar 70 anos. Minha preocupação é a pequenininha (a filha Fernanda). Preciso ter saúde para direcionar sua vida por um caminho legal. Meus dois filhos são homens sérios, estudam, não usam drogas nem bebem.

DIÁRIO – Você tem alguma mágoa do futebol?
SÉRGIO – Ah, da época do Palmeiras (1997), quando criticavam a mim e ao Dedimar, enquanto o Rincón, o Cafu e o Djalminha eram os heróis. E tive de engolir. Na verdade, ninguém sabia o que acontecia, um simulava lesão, outro queria mais dinheiro.

DIÁRIO – O que você espera ver?
SÉRGIO – Clubes organizados. O São Paulo é um bom exemplo.



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'Sei que posso treinar uma seleção', diz Sérgio Soares

Analy Cristofani
Do Diário do Grande ABC

16/09/2007 | 07:01


Quando a pequena Fernanda, o Kaio, o Victor, a Daniela e a dona Áurea sentem falta de Sérgio Soares pelo pouco tempo que fica em casa, não sabem que tudo que ele faz é pensando neles. O futebol deu ao técnico do Santo André a oportunidade de oferecer uma vida melhor a todos. Deu, também, os amigos Betinho, hoje seu auxiliar, e Raudinei. Nada mau para quem ainda tem projetos ambiciosos na carreira.

DIÁRIO – É difícil ser técnico na Série B?
SÉRGIO SOARES – É difícil em qualquer lugar pela dificuldade e a instabilidade que a gente tem na profissão. Mas é o que quero. Fiz faculdade de educação física e poderia montar uma academia. Não quero porque sei que tenho perfil e capacidade para fazer o que faço.

DIÁRIO – Qual é seu objetivo?
SÉRGIO – Sou um baita privilegiado, estou há três anos como técnico e já consegui meu espaço. Sei que vou chegar longe, tenho vontade de trabalhar no Exterior porque sei que posso treinar uma seleção. Tenho visibilidade boa e será um trampolim.

DIÁRIO – Precisa ter cabeça boa para alcançar sucesso?
SÉRGIO – O jogador tem de saber que as pessoas gostam do momento que ele vive. Mas só falo com o atleta quando existe interferência dentro de campo.

DIÁRIO – Foi assim com você?
SÉRGIO – Tive uma vida difícil quando criança, meu pai (Alcides, falecido há 14 anos) era motorista de ônibus e minha mãe, cozinheira. Tinha de trabalhar para ajudar em casa, mas jogava também.

DIÁRIO – Você sentia que teria sucesso?
SÉRGIO – Já tinha até desistido de jogar. Foi meu pai quem comprou a briga e, se eu estou aqui hoje, é por causa dele. É o cara que fez eu ser o que sou. Era boy no Monte Líbano e ele deixou que eu largasse o emprego para seguir carreira.

DIÁRIO – O futebol é tudo para você?
SÉRGIO – Tudo é minha família. Futebol é uma parte boa da minha vida.

DIÁRIO – Você não esconde sua preocupação com a família...
SÉRGIO – Vivo para eles, para minha mãe, que vai completar 70 anos. Minha preocupação é a pequenininha (a filha Fernanda). Preciso ter saúde para direcionar sua vida por um caminho legal. Meus dois filhos são homens sérios, estudam, não usam drogas nem bebem.

DIÁRIO – Você tem alguma mágoa do futebol?
SÉRGIO – Ah, da época do Palmeiras (1997), quando criticavam a mim e ao Dedimar, enquanto o Rincón, o Cafu e o Djalminha eram os heróis. E tive de engolir. Na verdade, ninguém sabia o que acontecia, um simulava lesão, outro queria mais dinheiro.

DIÁRIO – O que você espera ver?
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